Dia Mundial de Luta Contra a Aids: engajamento mundial contra o preconceito

O Brasil é referência mundial em tratamento de HIV/aids

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1° de dezembro é o dia escolhido pela ONU para informar sobre a AIDS (Foto: JComp)

1° de dezembro, Dia Mundial da Luta Contra AIDS, é um dia dedicado para desenvolver e reforçar o esforço mundial da luta contra a AIDS, um engajamento mundial contra o preconceito.

Conviver com a AIDS

Lauro, descobriu-se portador do HIV aos 17 anos, em 2003. Ele conta que foi o momento mais difícil de sua vida. “Pouco sabia da doença em si, mas do preconceito, isso eu conhecia bastante. Sou gay, preto e pobre, sabia que era mais um item para a lista de discriminação”, lembra.

O jovem, embora tenha passado por um período de negação, iniciou seu tratamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, um dos primeiros no Brasil a tratar a doença.

“Recebi atendimento respeitoso, recebo desde então medicamentos gratuitos e de ponta e faço acompanhamento psicológico, tudo pelo SUS”, conta Lauro. “Muitas coisas foram difíceis: O preconceito para arrumar emprego, amigos que se afastaram, dificuldade em arrumar um namorado. Meu o maior medo é a solidão”.

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O maior medo de Lauro, com AIDS há 17 anos, é a solidão (Foto: JComp)

Campanha

O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS fala da infecção por HIV e da AIDS, esclarece pessoas infectadas pelo HIV e das doenças da AIDS, chamando a atenção da comunidade acerca da doença. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/aids.

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. Criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte de New York, foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à ideia de paixão, afirma Frank Moore.

Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991.

HIV e aids são a mesma coisa?

Após se infectar pelo vírus HIV, uma pessoa pode permanecer durante anos com o vírus no organismo, sem apresentar nenhum sintoma. Nesse caso, dizemos que a pessoa é portadora do HIV.

O vírus HIV tem como principal alvo o sistema imunológico, que é o responsável pela defesa do organismo contra doenças. Assim, com a perda da capacidade do organismo de se defender, começam a aparecer sinais e sintomas relacionados a infecções oportunistas, e surge a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, chamada de aids ou sida.

É uma síndrome, porque apresenta um conjunto de sinais e sintomas que não dizem respeito apenas a uma doença. É uma síndrome da imunodeficiência, porque o vírus prejudica o sistema imunológico, tornando-o deficiente. E é adquirida, uma vez que resulta da ação de um agente externo ao organismo humano.

O HIV é o vírus da imunodeficiência humana e a aids surge quando a pessoa se encontra doente, com manifestações decorrentes da presença do vírus no organismo.

O preservativo (masculino e feminino) ou “camisinha” é o método de barreira mais eficaz para a prevenção do HIV. Além disso, protege contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e evita a gravidez não planejada.

Formas de transmissão

O vírus é transmitido de pessoa para pessoa através da relação sexual desprotegida (vaginal, anal ou oral); da mãe para a criança, durante a gravidez, parto, sem as ações de profilaxia ou durante a amamentação.

Assim como elo uso de instrumentos que cortam ou perfuram não esterilizados (por exemplo: agulhas, lâminas de bisturi, instrumentos para tatuagem, piercing, manicure/pedicure).

Todavia, é importante lembrar que a transfusão de sangue tem um rígido controle no
Brasil, com o objetivo de se evitar a transmissão de agentes infecciosos, como é o caso do HIV.

Não se transmite HIV pelo beijo, abraço, carícia e aperto de mão, tampouco pela saliva, lágrima, espirro e suor.

O vírus não é transmitido por picada de insetos nem compartilhando copos, talheres e
pratos, bem como usando o mesmo banheiro, vaso sanitário ou piscina.

Brasil é referência em tratamento de HIV/aids

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Arnaldo Medeiros, o Brasil tem muito a contribuir com os países que ainda estão na construção de políticas para combater a doença.

O Ministério da Saúde informou que o Brasil tem feito doações humanitárias de medicamentos para tratamento de HIV para diversos países. “Inclusive, mesmo durante a pandemia, não deixamos faltar antirretrovirais e testes diagnósticos na ponta. O programa se mantém atuante, como sempre foi”, reforçou.

O diretor do DCCI, Gerson Pereira, ressaltou que “o programa de HIV do Brasil é grandioso e que  cerca de 700 mil pessoas estão em tratamento”, disse Gerson Pereira, ao citar que acompanha a resposta brasileira ao HIV, desde que os primeiros casos de aids foram notificados, no início da década de 80.

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