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Uma dieta saudável na pandemia: USP afirma que brasileiros adotaram novos hábitos

Durante a pandemia do Novo Coronavírus, muitos brasileiros decidiram mudar seus hábitos, adotando uma dieta saudável durante o confinamento. De acordo com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP ( Universidade de São Paulo), que realizou o estudo NutriNet Brasil, o consumo de hortaliças, frutas e feijão aumentaram cerca de 2,4% nas regiões Sul e Sudeste.

Nesse sentido, o Saudelab vai mostrar mais dados de um dos maiores estudos sobre saúde e alimentação do Brasil, que contribui diretamente para a criação de novas políticas a fim de promover uma melhora na qualidade de vida da população.

Leia também: 20 alimentos com zero caloria; veja lista completa agora mesmo

 

uma dieta saudável
USP afirma que mais brasileiros adotaram uma dieta saudável na pandemia (Foto: Pixabay)

Brasileiros adotam uma dieta saudável durante a pandemia

De acordo com os responsáveis pelo estudo, cerca de 10 mil brasileiros participam da pesquisa e demonstram seus hábitos alimentares e as mudanças deste durante o isolamento social. O estudo foi dividido em duas etapas e os períodos se dividiram entre “antes da pandemia” e “durante a pandemia”.

Veja: na primeira etapa, os participantes responderam um questionário sobre sua alimentação em meados de Janeiro e Fevereiro. Já na segunda etapa, os mesmos participantes enviaram o mesmo questionário, porém, entre os dias 10 e 19 de Maio. 

Carlos Monteiro, professor e coordenador do NutriNet Brasil, a mudança nos hábitos alimentares da população pode estar diretamente ligada às novas configurações da rotina das pessoas que, sob consequência de precisar comer em casa, foram estimuladas a cozinhar mais.

Como resultado de uma preocupação maior com o sistema imunológico, a preocupação das pessoas em adotar uma dieta saudável também consideraram o medo de contrair o novo vírus da pandemia.

Contradições entre regiões do país

Simultaneamente, foi notado um aumento considerável no consumo de alimentos ultraprocessados por pessoas de escolaridade inferior, moradoras do Norte e Nordeste. Como resultado, o estudo evidencia que existe uma desigualdade social entre as regiões e essa desigualdade interfere diretamente na alimentação de toda a população brasileira. 

De acordo com profissionais de saúde e nutrição, uma dieta saudável pode auxiliar na melhora do sistema imunológico. Em contrapartida, uma dieta pobre e composta por alimentos ultraprocessados pode, além de ser prejudicial a longo prazo, ocasionar baixa na imunidade e o aparecimento de doenças crônicas. 

Alimentos ultraprocessados

Os alimentos considerados ultraprocessados podem ser refrigerantes, bolos prontos, pães de forma, bolachas, salgadinhos, alimentos industrializados congelados, sorvete, macarrão instantâneo, mistura para bolo, bebidas com sabor de fruta e todo alimento que tem o teor alto de sódio, gorduras e outros ingredientes.

Por que alimentos ultraprocessados prejudicam a saúde

Indo contra uma dieta saudável, o consumo de alimentos ultraprocessados pode ocasionar problemas futuros pelo fato de que esses alimentos possuem baixo nível de minerais, vitaminas e nutrientes essenciais. Esses componentes mexem diretamente com o sistema imunológico de uma pessoa.

Ou seja, quando uma alimentação é pobre desses nutrientes, quem se alimenta dela corre riscos maiores de contrair várias doenças oportunistas, por exemplo, o Novo Coronavírus. Além disso, juntamente com o risco maior, também foram analisados que as consequências do vírus são mais preocupantes.

Foram realizados estudos em países como Itália, Estados Unidos e China, comprovando que há o risco de letalidade ou de necessidade de internação em casos positivos da COVID-19, além de outras consequências severas à saúde.

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Os hábitos de uma dieta saudável continuarão após a pandemia?

De acordo com os pesquisadores do NutriNet Brasil, o estudo não teve o foco em analisar uma tendência pós-pandemia. Portanto, não é possível afirmar que as mesmas pessoas que começaram uma dieta saudável, continuarão nos mesmos hábitos após o fim da pandemia.

Para eles, existe a possibilidade  de que com a volta de uma rotina mais cheia e da população voltando às ruas, haja uma queda nos hábitos alimentares. Essa previsão se dá pelo tempo de sobra que os participantes alegaram ter durante o isolamento social, vez que esse tempo, não existe em uma rotina normal de trabalho.

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