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Tintura de cabelo e câncer: qual é a relação? Confira

Tintura de cabelo – A cor natural dos fios de cabelo é definida pela quantidade específica de pigmentos de melanina, o eumelanina (que define os fios pretos e castanhos) e o feomelanina (que define os fios loiros e ruivos), e a contagem de cada um deles é que define o tom exato da nossa cor do cabelo.

Leia aqui: Quer ter unhas bonitas e saudáveis? Veja como

No entanto, muitos não estão satisfeitos com a aparência natural dos fios, ou querem experimentar outras cores, e assim, estar sempre em uma constante transformação. Por isso, milhões de pessoas utilizam a tintura de cabelo, submetendo-se  a uma sequência de reações químicas para alterar a coloração das suas madeixas.

Tintura de cabelo
Tintura de Cabelo/ Reprodução Pixabay

Tais reações possuem alguns componentes essenciais:

  • Moléculas capilares;
  • Pigmentos;
  • Peróxido de hidrogênio, chumbo ou amônia (dependendo do produto ou da marca).

E para que aconteça a formação de uma cor, conforme consta na embalagem da tintura de cabelo, é necessário uma mistura com alguns componentes químicos; como o uso do peróxido de hidrogênio (que é a água oxigenada), por exemplo .

A grande maioria possui o PPD (p-fenilenodiamina), que é um elemento considerado fundamental para colorir os cabelos brancos de maneira uniforme.

A propósito, em alguns países da Europa, por exemplo na França, sua utilização é proibida, mas no Brasil ainda é permitido.

Até mesmo o chumbo (acetato de chumbo), que foi proibido em 2006, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitiu o seu uso nas colorações de cabelo.

E com tantos componentes químicos, e algumas substâncias de uso controverso como o chumbo e o PPD,  proibidos em alguns países, vale refletir; será que não existe nenhum tipo de risco para a saúde? Existe alguma relação com o câncer?

Confira a seguir o que estudos recentes indicam!

Entenda o estudo que está investigando a relação entre o câncer e a tintura de cabelo

A Universidade Médica de Viena publicou um estudo no Jornal British Medical detalhando um pouco mais sobre essa relação entre a tintura de cabelo e o câncer, já que em estudos anteriores essa relação ainda não tinha sido confirmada.

O estudo, que foi o maior já realizado sobre o assunto, com um acompanhamento de 117 mil mulheres por 36 anos nos Estados Unidos, não confirmou essa relação, no entanto, ressaltou algumas exceções que são relevantes.

Tintura de cabelo
Tintura de cabelo | Reprodução: Dicas de Mulher

De acordo com a pesquisa, foi encontrado uma relação entre o uso contínuo de tintura de cabelo com o aumento do risco de desenvolvimento de câncer, mas apenas alguns tipos, como por exemplo, o carcinoma basocelular (câncer de pele mais comum atualmente), além do câncer de mama e do câncer do ovário, com correlação de 1%.

Leia também: Queda de cabelos: entenda o que você está fazendo de errado

Detalhes da realização do estudo

O estudo indica ainda a diferenciação dos riscos de acordo com a quantidade de melanina presente nos fios. Existe um risco maior para o desenvolvimento do linfoma de Hodgkin em mulheres que possuam uma concentração maior de eume­lanina, ou seja, cabelos mais escuros.

E o carcinoma basocelular, em mulheres com a concentração maior de feomelanina, ou seja, que tenham cabelos mais claros ou ruivos.

O Dr. Jacques Tabacof, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, ressalta que a substância que oferece mais riscos é amônia, pois ela pode favorecer que as células sofram mutações, e dependendo da concentração, frequência e quantidade, pode oferecer um risco maior de aparecimento de câncer nas mulheres.

Apesar do estudo ter mostrado que existe um risco, no entanto, em um percentual muito pequeno, foi o suficiente para indicar a necessidade de estudos mais aprofundados. Por exemplo, em relação ao o que a exposição de químicas podem causar com os profissionais responsáveis pela aplicação das tinturas.

Pois eles não estão expostos apenas à química presente na tintura de cabelo, mas à outras inúmeras químicas.

De acordo com a OMS e com a IARC – Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, a profissão de cabeleireiro possui risco de exposição à agentes carcinógeno, que é o agente responsável pelo desenvolvimento do câncer no organismo. Porém, ainda não existem estudos comprobatórios para endossar essa classificação.

Veja também: Gestantes não devem usar cosméticos com parabenos; entenda

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