Vacinas contra o Coronavírus: 25% da população temem a vacinação

0
606
Vacinas contra-o-coronavírus
As fake news e o negacionismo coloca a saúde da população em risco. Foto Conasems.

O que pode ser a solução para o fim da pandemia da Covid-19, também é assunto que tem diversos pontos de vista. Hoje, o Saúdelab, vai abordar a polêmica ao redor das vacinas contra o coronavírus.

Existem aquelas pessoas que aguardam ansiosamente pela fabricação dela, no entanto, também há quem seja mais resistente a qualquer tipo, seja, pela correria na fabricação em meio uma pandemia, fato que é plausível de gerar ainda mais desconfiança e até mesmo pelo negacionismo, tão comum no Brasil e no mundo.

Uma pesquisa recente identificou que até 25% da população brasileira pode não se vacinar, pura e simplesmente pelo fato de não querer, ou seja, não desejam fazer o uso da vacina que promete trazer um ritmo próximo ao normal a toda população.

Descrença com as vacinas contra o coronavírus

Vacinas contra o coronavírus
Vacinas contra o coronavírus aceleram, mas os especialistas temem que nem todos as tomem Foto – Pixbaay

Uma pesquisa do Ibope divulgada no domingo (6) pelo jornal O Estado de S.Paulo mostrou que muitos brasileiros tem resistência em relação à vacina contra o Coronavírus. Veja.

Do total de entrevistados:

  • 75% disseram que tomarão a vacina com certeza;
  • 20% responderam que talvez tomem;
  • 5% afirmaram que não tomarão de jeito nenhum.

No início do mês, o Secretário da Saúde do Estado da Bahia Fábio Vilas-Boa afirmou que pessoas terão autonomia para decidir se querem se vacinar:

“Eu acho que num primeiro momento é para vacinar toda população de risco. Vacinar toda população é impossível. Vai ser feita a vacinação como se faz com vacina de gripe, vacina quem é de risco. Pessoas com mais de 60 anos, portadores de comorbidade, essa é a população que tem mair o risco de morrer”, disse o secretário.

Leia mais: Vacina chinesa aparenta ser mais fraca em idosos; entenda

Neste mesmo raciocínio, recentemente o Presidente Jair Bolsonaro também afirmou que “Ninguém pode obrigar a ninguém a tomar a vacina”. O comentou inclusive foi ratificado pela Secom:

Vacina contra o Coronavírus
Secom reforça a fala do Presidente. Foto: Twitter.

Afinal, porque tomar a vacina contra o Coronavírus?

A vacina tem o poder de imunizar grande parte da população e, com isso, reduzir a propagação da doença, consequentemente, menos doentes e mortos.

“O papel da vacina é a proteção social, antes de tudo. Não é só a proteção individual, mas da comunidade”, diz o hematologista Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. Covas também é membro do Comitê de Contingência do Coronavírus, em São Paulo.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS alertou para eficácia das vacinas. “O primeiro aspecto a se considerar é que as vacinas erradicaram doenças como sarampo e varíola e fizeram muito pela humanidade”, disse. “Essas declarações mostram o quanto é necessário educação, transparência e informação pública sobre a importância das vacinas em geral e, em seguida, sobre a vacina contra a Covid-19.”

Já o diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, lamentou o discurso negacionista envolvendo as vacinas. “As pessoas não devem ser confundidas por movimentos antivacinas, mas ver como o mundo usou a imunização para combater a mortalidade infantil e para erradicar doenças.”

O que ninguém pode negar é que as vacinas se mostraram uma das invenções mais salvadoras da humanidade. Segundo a OMS, a vacinação em massa evita, hoje, pelo menos 240 mortes por hora no mundo e causa uma economia de R$ 250 milhões por dia, diminuindo a pressão sobre os serviços de saúde.

Esses cálculos incluem a imunização para doenças como difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rotavírus, pneumonia, diarreia, rubéola e tétano. A OMS estima que as vacinas impeçam a morte de 2 a 3 milhões de pessoas por ano e poderiam salvar mais 1,5 milhão de vidas se a imunização fosse ampliada.

Leia também: Vacina russa contra a Covid-19 já está em circulação; confira

Vacina contra o coronavírus

À medida que as vacinas candidatas se aproximam da autorização, as autoridades de saúde e da indústria querem garantir que o maior número possível de pessoas sejam vacinadas. O objetivo é atingir o nível conhecido como imunidade de rebanho, que protegeria até mesmo as pessoas que não foram imunizadas.

Mesmo assim, grandes porcentagens de pessoas, incluindo aquelas com alto risco de contrair o vírus, são relutantes, céticos ou se opõem a tomar a vacina, de acordo com pesquisas e pesquisadores.

Entre os motivos: preocupações com a segurança devido ao ritmo acelerado de desenvolvimento e exagero do governo.

Entre os que se opõem incluem um número pequeno, mas expressivo, de pessoas que se opõem a todas as vacinas, que dizem ser inseguras, apesar de pesquisas provarem o contrário.

Outra pesquisa da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização), que foi realizada em setembro de 2019 mostrou que 67% da população brasileira acredita em alguma informação falsa sobre a eficácia e os efeitos das vacinas.

Leia ainda: Fake News na saúde: estudo da Fiocruz alerta para repercussão negativa sobre vacina HPV

Conquistando a confiança do público 

A comunicação sobre as vacinas contra o coronavírus precisará ser aberta e transparente sobre os riscos e benefícios da inoculação, concordam os especialistas.

Além disso, no entanto, as chaves para persuadir as pessoas podem envolver apelos aos benefícios da comunidade, ao medo ou ao desejo de acabar mais rapidamente com outras restrições relacionadas à saúde pública.

A questão da confiança se agiganta à medida que o sistema de saúde pública se prepara para montar o que poderia ser o maior programa de vacinação deste século.

Por exemplo na Austrália, conforme informações divulgadas, a vacina contra o coronavírus será obrigatória. Governo calcula que, para erradicar a o vírus, 95% da população deve ser imunizada.

Gostou desta matéria? Acompanhe nossas redes sociais: Facebook, Instagram, Twitter  Pinterest.

Deixe seu comentário

Grupos do SaúdeLab

SaúdeLab no WHATSAPP
SaúdeLab no TELEGRAM

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here