Suicídio afeta mais mulheres do que homens, aponta o Ministério da Saúde

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Suicídio / Fonte: BHS Arkansas
Você não está sozinho / Fonte: BHS Arkansas

O suicídio é um problema grave em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde apontou que ele afeta mais às mulheres do que os homens. Enquanto elas apresentam cerca de 20% de  episódios depressivos ao longo da vida, eles por sua vez apresentam apenas 12%.

Geralmente, o suicídio representa a ‘saída’ para aqueles que tentam se livrar do estresse e tensão do dia a dia. Além disso, a população mundial convive diariamente com a depressão e ansiedade.

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Por isso, as autoridades de saúde mundiais criaram o  Setembro Amarelo, uma campanha de preservação e conservação da vida.  Neste caso, a cor amarela remete ao estado de alerta, que deve ser adotado por parte da população.

No entanto, a psicóloga, psicanalista e especialista em neuropsicologia, Marcelle Santos Guimarães, explica os motivos que levam ao suicídio. E alerta para a importância e os cuidados que devem ser tomados para evitar chegar até este ponto. Confira:

“Nós precisamos tratar o suicídio como um cuidado de rotina. Cuidar da saúde mental, do corpo, da alimentação e mais ainda dos nossos vínculos. Estar presente em nossas relações não se trata de horas presente com os familiares, mas sim horas de qualidade. Participar mais da vida do outro, saber sobre seus desejos e ambições, seus desafetos, perguntar sobre seu dia. E estar atento a ouvir e interagir sem interrupções de celulares ou outros mecanismos”, frisou.

Diante das mudanças causadas pela pandemia, ela se adaptou, e hoje atende também na modalidade online, pelo vittude.com.

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Suicídio / Fonte: Reprodução da internet
Suicídio / Fonte: Reprodução da internet

Como identificar e ajudar a prevenir um suicídio

Para contribuir na prevenção do suicídio, as pessoas devem ficar atentas aos sinais que um possível suicida emite. Guimarães esclarece alguns dos mais visíveis.

“Sinais de descuido pessoal, de higiene, mudanças de rotina de sono e alimentar, despreocupação com a própria vida, colocando-se em situações de perigo sem as precauções devidas. Desapego excessivo às pessoas e ou coisas que antes eram muito próximas. Isolamento, deixando de ter prazer em momentos que antes traziam satisfação, irritabilidade, sentir-se atraído por temas relacionados à morte ou falar frequentemente sobre, são os indícios mais fortes de que algo não está indo bem”, alertou a psicóloga.

Além disso, ela orienta que aos primeiros sinais percebidos, de que uma pessoa deseja cometer suicídio, que busque auxílio de um profissional da saúde. Pois, ele está apto a orientar sobre a forma como se pode abordar a pessoa e auxiliar nesta situação.

Segundo ela, “a pessoa que sofre necessita de um auxílio acolhedor, sem julgamentos, à sua dor. Esta é uma abordagem multiprofissional e precisa ser realizada assim que os primeiros sinais sejam percebidos”.

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Suicídio / Fonte: Vittude
Suicídio / Fonte: Vittude

Dados sobre suicídio no Brasil e no Mundo

Conforme cita o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo. Além disso, ainda de acordo com a instituição, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre as pessoas com idade entre 15 e 29 anos.

Já no Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que entre 2011 e 2018 foram 339.730 casos de violência ‘autoprovocada’, ou seja, ideação suicida, automutilações, tentativas de suicídio e suicídio.

Ainda no mesmo intervalo estudado, percebe-se que cerca de 67% das mulheres foram vítimas destes casos registrados.

Mas, apesar das perdas de vida que acontecem diariamente, cerca de 90% dos suicídios podem ser prevenidos, se os sinais forem percebidos a tempo. Assim, ao perceber os sinais em alguém próximo, não hesite em buscar ajuda.

No Brasil existem serviço de apoio 24 Horas. Um deles é o CVV (Centro de Valorização da Vida) no Telefone 188.

Fonte: OMS

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