Violência contra a mulher: Adolescente de 16 anos é agredida pelo esposo e situação levanta debates

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violência contra a mulher
Violência contra a mulher: Adolescente de 16 anos é agredida pelo esposo e situação levanta debates (Imagem: Observatório do Terceiro Setor)

Infelizmente a violência contra a mulher ainda é uma realidade brasileira. Isso se ilustrou novamente nesta última semana, quando uma adolescente de 16 anos foi agredida pelo esposo (18 anos) e teve que ser socorrida e ainda receber auxílio hospitalar em Belo Horizonte.

O caso chocou pela agressividade e pela peculiaridade da causa. Contudo, ele também não deixou de levantar novamente o debate quanto à violência contra a mulher no Brasil.

Violência contra a mulher
Segundo especialistas a queda no número de casos registrados de violência doméstica indica subnotificação dos casos. (Imagem: BandNews)

Adolescente de 16 anos é agredida em Belo Horizonte ao proteger pitbull da família

O caso de violência sofrida pela adolescente de 16 anos ocorreu no Morro do Papagaio, na região Centro-sul de Belo Horizonte, no último domingo (13).

Conforme registrado no boletim de ocorrência feito perante a Polícia Militar (PM), a agressão sofrida pela jovem foi decorrente de um incidente ocorrido com o cachorro. Segundo o relado, adolescente estaria se preparando para sair com o cão quando ele subiu no sofá da sala de sua residência.

O esposo da jovem, acusado de ser o autor das agressões, teria tentado atacar o cachorro da raça pitbull. Contudo, a adolescente tentou defender o cão, o que resultou em graves machucados decorrentes da violência contra a mulher sofrida.

O caso de violência sofrido pela jovem de 16 anos resultou em machucados decorrentes de mordida, corte e nariz quebrado. O acusado do crime está foragido até o momento.

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Violência contra a mulher: Dados apontam para o aumento no número de casos em 2020

Segundo dados levantados pelo Monitor da Violência ocorreu um aumento de 2% no número de mulheres assassinadas no primeiro semestre deste ano em comparação ao do ano anterior. Também, houve alta de 1% em relação ao feminicídio ocorrido no mesmo período.

Embora as notificações de abuso sexual e violência doméstica tenham caído ao que tudo indica isso decorre de uma subnotificação e não da diminuição dos casos em si, conforme aponta a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Jackeline Romio.

Ou seja, há indícios de que os números continuam a crescer, sendo camuflados pela diminuição das notificações de denúncias pelas vítimas e testemunhas.

A violência contra a mulher continua vitimando milhões de mulheres anualmente. Conforme dados do ano anterior, em 2019 cerca de 1,6 milhões de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, conforme dados do Datafolha.

Esse é uma grave problema que é visível e enraizado na cultura brasileira e que necessita ser tratado com cuidado. Além disso, existem canais em que é possível realizar a denúncia de casos de violência e ameaças.

Portanto, caso você precise de ajuda ou conheça alguém que possa estar necessitando de assistência e socorro em razão de violência contra a mulher busque esses canais. Dentre eles está a central telefônica 180, criada especialmente para essas situações e pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil.

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