Fotos dos seios da fisioterapeuta belo-horizontina divulgadas sem autorização por uma clínica estética são provas de processo

A mulher será indenizada em R$ 10.000,00 pelos danos morais que sofreu

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As fotos dos seios da fisioterapeuta de Belo Horizonte é divulgada sem sua autorização por clínica de estética e professor de curso de pós-graduação
As fotos dos seios da fisioterapeuta de Belo Horizonte é divulgada sem sua autorização por clínica de estética e professor de curso de pós-graduação, mas justiça mineira determina indenização (Imagem: Reprodução/Raquel Freitas)

O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) com sua 17ª Câmara Cível, publicou este mês a decisão do processo das fotos dos seios da fisioterapeuta que foram divulgadas sem autorização. A mulher, de 39 anos, diz ter se sentido invadida quando viu suas fotos íntimas mostradas na Internet pela clínica estética localizada em BH. Ao que parece, um professor também está envolvido no caso.

As fotos dos seios da fisioterapeuta, publicadas sem sua permissão, foram tiradas por conta de um teste em um equipamento novo para procedimento estético. A decisão da justiça determinou o pagamento de R$ 10 mil pelos danos morais sofridos, mas o caso ainda é passível de recurso.

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Fotos dos seios da fisioterapeuta eram fotos internas de trabalho

A mulher relata há mais ou menos 13 anos ter trabalhado na clínica, primeiramente como estagiária, posteriormente como profissional. Essas imagens, como citado, foram feitas quando ela, a trabalho, estava testando um equipamento que amenizava flacidez nos seios.

Os funcionários, portanto, testavam os tratamentos quando tinha um novo equipamento e assim, conferir e validar sua eficácia. Essas fotos, então, era algo interno.

No entanto, aproximadamente cinco anos depois, já em 2012, ao assistir uma aula no curso da pós-graduação, a fisioterapeuta surpreendeu-se reconhecendo a foto, mesmo sem mostrar seu rosto, usada pelo seu professor. De acordo com a moça, além do uso da fotografia, o professor publicou a imagem sem autorização em uma obra que escreveu.

Ela diz ter se sentido ofendida, enganada, bem como frustrada, afinal, só tinha feito aquilo com o intuito profissional. Contudo, a exposição a fez se sentir invadida. Foi imprudente de quem usou a imagem indevidamente e além do mais, o ocorrido causou transtornos em seu casamento, lamentavelmente.

Ao entrar com o processo, em uma primeira instância, a solicitação da indenização foi negada. Isso porque a defesa alegou que ninguém poderia reconhecer a mulher, uma vez que não havia exposição do rosto, nem referência a nomes e nem identificações. Entretanto, analisando o recurso da decisão, Roberto Vasconcelos, desembargador, entendeu que nenhum dos réus apresentou documentos comprovando a autorização do uso das imagens.

Os danos morais podem refletir em danos físicos quando o corpo não consegue absorver os problemas
Os danos morais podem refletir em danos físicos quando o corpo não consegue absorver os problemas (Imagem: Reprodução/Freepik)

Vergonha e frustração em danos morais contribuem negativamente com a saúde física

Poucos sabem, mas algumas memórias traumáticas, eventos que trazem algum tipo de vergonha, frustração, bem como bullying, podem causar dores e até mesmo doenças. Esses eventos acabam se acumulando ao longo do tempo nos tecidos e nas células do corpo.

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Se o estímulo agressivo for maior que a capacidade do organismo em absorvê-lo, pode gerar um trauma. Assim, além do evento se tornar memória, o trauma se instala no corpo, mais especificamente nas células. Dessa forma, elas acabam, tendo suas funções um tanto quanto prejudicadas. Já os tecidos que foram impregnados, perdem a vitalidade.

No caso em questão, além da determinação do pagamento da indenização, há uma multa de R$ 5.000,00 por cada descumprimento da proibição do uso das fotos dos seios da fisioterapeuta. Quase 10 anos depois fez-se cumprir a lei no caso de danos morais.

Vale ressaltar que é de suma importância o respaldo legal para coibir esse tipo de atitude arbitrária e antiética. Embora a indenização não apague o constrangimento e nem resolva conflitos familiares, fica a garantia dos direitos à privacidade sublinhados.

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