Bolsonaro tem ótima evolução clínica após retirada de sonda; saiba mais

Esta já é a 6ª cirurgia em menos de dois anos, entenda o caso

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Pres. Bolsonaro após retirada de sonda / Foto: Instagram
Pres. Bolsonaro após retirada de sonda / Foto: Instagram

O presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) segue com “ótima evolução clínica e sem complicações cirúrgicas” conforme boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, neste sábado (26.09).

Bolsonaro, que tem 65 anos de idade, havia feito uma operação para retirada de cálculo na bexiga, nesta sexta (25.09). Ele passou as ultimas 24 horas com uma sonda, que foi retirada nesta manhã, para que ele possa urinar normalmente.

Segundo o primeiro boletim médico divulgado pelo hospital, Bolsonaro “foi submetido à intervenção cirúrgica de Cistolitotripsia endoscópica para a retirada de cálculo da bexiga”. Além disso, o procedimento foi realizado sem intercorrências, informa o boletim.

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No entanto, na cirurgia que é considerada de baixo risco, o presidente Bolsonaro precisou de anestesia geral. Um cardiologista também acompanhou o procedimento.

Pres. Jair Bolsonaro / Foto: Carolina Antunes
Pres. Jair Bolsonaro / Foto: Carolina Antunes

Afinal, o que Bolsonaro teve?

O cálculo na bexiga, ou cálculo urinário, que o presidente Jair Bolsonaro teve é conhecido popularmente como pedra no trato-urinário. E de acordo com os médicos, “é maior que um grão de feijão”, ou seja, considerado razoavelmente grande.

No entanto, as pedras são formadas por cristais – minerais e sais ácidos solidificados – que se unem e formam os chamados “cálculos”. Em geral, quase 80% dessas peças contêm cálcio, mas também existem outras formadas por ácido úrico.

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Os sintomas mais comuns são forte dor em um dos lados da região lombar – semelhante a cólicas. E nos casos mais graves, náuseas e vômitos. Além disso, vestígios de sangramento na urina também são fortes indicativos da doença.

Representação gráfica cálculo urinário / Fonte: Reprodução da internet
Representação gráfica cálculo urinário / Fonte: Reprodução da internet

No entanto, o diagnóstico deste problema de saúde é feito por meio de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, ultrassom e raio-x.

Mas o tratamento é feito com o controle da dor, inicialmente. Já que muitos pacientes apresentam fortes dores na lombar. Uma outra alternativa também é a retirada cirúrgica dos cálculos, assim como fez Bolsonaro.

No caso do presidente, os médicos optaram pela Ureterolitotripsia endoscópica, um procedimento realizado pela inserção de um aparelho endoscópico que visualiza internamente o local das pedras e faz a remoção.

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Esta já é a sexta vez que Jair Bolsonaro passa por uma cirurgia, desde que começou sua corrida pela presidência.

Em setembro de 2018, o chefe de governo foi operado às pressas, depois de ter recebido uma facada, que perfurou o intestino, que ficou ligado a uma bolsa de colostomia, por um bom tempo.

Ainda em setembro do mesmo ano, o presidente passou por uma segunda cirurgia, considerada de emergência, para reparar uma obstrução no intestino, em decorrência do atentado anterior.

Presidente Jair Messias Bolsonaro / Fonte: Reprodução internet
Presidente Jair Messias Bolsonaro / Fonte: Reprodução internet

Mas, as operações cirúrgicas não param por aí: Em janeiro de 2019, já sob o cargo de presidente da República, Jair Bolsonaro realizou outra operação, desta vez, foi para retirar a bolsa de colostomia.

Da mesma forma, a quarta cirurgia ainda foi realizada em setembro do ano passado. Na ocasião, os médicos corrigiram uma hérnia que surgiu no abdômen do presidente, também ocasionada pelas últimas cirurgias, pós facada.

Por fim, o procedimento mais recente de Bolsonaro foi em Brasília, para exames e uma vasectomia – procedimento utilizado pelos homens que não desejam mais ter filhos.

Boletim informativo sobre estado de saúde de Bolsonaro

Leia o boletim informativo do Hospital Albert Einstein, na íntegra, abaixo:

“O Excelentíssimo Presidente da República Jair Bolsonaro segue com ótima evolução clínica e sem complicações cirúrgicas. Não apresenta sangramentos e está afebril. Foi retirada a sonda vesical para que ele urine espontaneamente. O paciente está recebendo hidratação oral e caminhando fora do quarto”, diz o boletim assinado pelos médicos Leandro Santini Echenique, cardiologista, Leonardo Lima Borges, urologista, e Miguel Cendoroglo, Diretor-Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.
A primeira-dama Michelle Bolsonaro postou uma foto do marido nas suas redes sociais nesta manhã. O presidente aparece sorrindo e fazendo um sinal de positivo com a mão (veja acima). Ele usa uma camisa do time de futebol cearense Ferroviário Atlético Clube (FAC), de Fortaleza. Pacientes que são submetidos a esse tipo de procedimento costumam ficar internados por até 48 horas. Os médicos avaliam agora se o presidente pode ou não receber alta ainda neste sábado ou no domingo (27). 

Fonte: G1

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