Câncer de mama no homem: entenda porque existe e os sinais da doença

Mesmo que seja raro, homens têm chance de câncer de mama

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Câncer de mama no homem: entenda porque existe e os sinais da doença
Câncer de mama no homem: entenda porque existe e os sinais da doença (Foto: Freepik.com)

O câncer de mama no homem é uma situação clínica rara de acontecer, mas existe. Estima-se que 1% da população com câncer mamário é masculina. Apesar de ser um tema pouco discutido na sociedade, há sinais e sintomas que requerem cuidados, assim como é possível fazer a prevenção.

Dos casos de câncer de mama no mundo, existe uma estimativa que afirma que apenas um a cada 100 casos é de homem. Mesmo sendo uma doença rara de acontecer, não deve ser negligenciada.

Além disso, também há um estudo que aponta o câncer de mama representa apenas 0,2% dos tipos de doenças sofridas por homens em toda a população mundial.

O câncer de mama costuma aparecer em homens com idade mais avançada, assim como é mais frequente de ocorrer com mulheres acima de 50 anos. Contudo, pessoas com idade inferior a 40 anos não estão “imunes” de serem acometidas pela doença.

Câncer de mama no homem: entenda porque existe e os sinais da doença
Câncer de mama no homem: entenda porque existe e os sinais da doença (Foto: Freepik.com)

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Câncer de mama no homem: entenda porque existe

Homens podem ter câncer de mama simplesmente pelo fato de possuírem glândulas mamárias e hormônios femininos em seu corpo. Mesmo que sejam em quantidade pequena, é possível aumentar caso ocorra algum problema específico.

A mama do homem é um órgão pequeno e não possui um cuidado específico como mulheres fazem. Por esta razão, esse tipo de câncer se torna ainda mais perigoso para o público masculino.

Isso porque geralmente homens descobrem a doença em estágio avançado pelo fato de desconhecerem a possibilidade de um câncer em sua mama. Fatores socioculturais também dificultam o tratamento, como por exemplo a demora de procurar um mastologista.

Fatores que levam o homem a ter chance de ter câncer na mama:

  • Histórico de câncer de mama na família

Estima-se que 20% dos homens com esse tipo de doença possuíam algum parente próximo com o mesmo câncer, seja ele homem ou mulher.

Ou seja, o histórico familiar é fundamental para a possibilidade de desenvolver um câncer.

  • Mutação genética

Já a maioria dos casos de câncer de mama em homens acontecem devido a mutações hereditárias em algum tipo de gene. E isso é apresentado de forma mais frequente do que nas mulheres.

Os genes BRCA2, BRCA1, CHEK2, PTEN são alguns dos genes que servem para impedir o surgimento de tumores e que, quando sofrem mutações, podem ocasionar em risco à saúde.

O gene BRCA2 é vista em cerca de 10% dos casos de câncer de mama masculino e tem relação com o aparecimento da doença em pessoas com menos do que 60 anos, além de causar riscos ainda maiores.

Além disso, homens portadores dessa mutação também correm maiores riscos de adquirirem câncer de próstata.

Já em casos relacionados de mutação genética em câncer de mama na mulher, o gene que costuma ser o causador é o BRCA1.

Também são fatores para o aparecimento de câncer mamário em homens algumas doenças, como por exemplo:

  • Obesidade; e
  • Cirrose hepática.

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Sinais de câncer de mama no homem: saiba o momento de procurar ajuda médica

O maior motivo de agravamento desse tipo de câncer em homens é justamente a resistência em procurar auxílio médico quando um problema é identificado na mama.

Sendo assim, os principais sinais que devem fazer com que um homem procure um médico com urgência são:

  • Alteração de pele, ficando com um edema em tom alaranjado ou com vermelhidão na mama;
  • Presença de um nódulo perceptível quando há um toque na mama, com incômodo ou dor no local;
  • Retração mamária;
  • Ferida na mama;
  • Presença de gânglio na axila, também conhecido como íngua;
  • Saída de secreção com sangue pela papila mamária. Este, inclusive, é um fato considerado como raríssimo em homens.

O tratamento é o convencional realizado para mulheres, pelo fato de ser o mesmo órgão, porém em proporções diferentes. Ou seja, cirurgia, radioterapia, quimiotarapia e hormonioterapia são alguns dos procedimentos.

Uma forma de prevenção é se submeter a uma pesquisa para saber se possui mutação dos genes BRCA1 E BRCA2, que causam tumores. A necessidade se torna ainda maior quando há casos de câncer de mama na família.

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