Pré-Gestação no SUS: Tese indica que sistema precisa de mais preparo

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Pré-Gestação no SUS: Tese indica que sistema precisa de mais preparo (Imagem: Vix)

A pré-gestação no SUS (Sistema Único de Saúde) foi o tema de uma tese de doutorado que envolveu profissionais da saúde na USP (Universidade de São Paulo). Segundo o estudo melhorias são necessárias na área para garantir a segurança dos pacientes.

Concluiu-se, pois, que são inúmeros os problemas na gestação que podem ser evitados com o acompanhamento prévio da paciente que pretende engravidar. Assim, a melhoria na área poderia evitar óbitos e outros tipos de sequelas decorrentes da gravidez tanto para a criança quanto para a gestante.

Então, continue lendo e veja como o estudo chegou a essa conclusão e às melhorias necessárias para a pré-gestação no SUS.

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Estudo indica que o período prévio à gravidez deve ser acompanhado com maior cuidado pelo SUS. (Imagem: Estadão)

Pré-gestação no SUS: Preparo para a gravidez diminuiria os índices das mortes de fetos e gestantes

Um estudo que culminou em tese de doutorado pela USP analisou o cuidado pré-concepcional oferecido pelo sistema público de saúde às mulheres brasileiras. Ele foi realizado pela enfermeira Natália de Castro Nascimento junto a outros profissionais da saúde.

A tese analisou os cuidados aplicados antes mesmo da concepção. Assim, a saúde da mulher que pretende engravidar é acompanhada para identificação de riscos. Também, a pré-gestação no SUS deveria abarcar os cuidados e as mudanças de hábito indicadas para garantir a segurança da gestação.

Infelizmente, a tese de doutorado concluiu que ela ainda é precária. Apesar da popularização do assunto e dos tratamentos a ele referentes serem previstos em lei, a população ainda desconhece esse direito. Também, a enfermeira conclui que os próprios profissionais não estão devidamente preparados para isso.

Cuidados pré-concepcionais

Conforme a tese “Efeito de uma intervenção educativa no conhecimento, na atitude e na realização de ações do cuidado pré-concepcional entre trabalhadores de saúde da atenção primária” os cuidados pré-gestação no SUS ainda são falhos.

Eles são previstos tanto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto pela Lei de Planejamento Familiar brasileira. Contudo, a tese aponta que o serviço é desconhecido pela maioria da população.

O Ministério da Saúde propõe que ele abarque desde a alimentação e nutrição à prevenção do uso de drogas lícitas e ilícitas, controle de doenças, gravidez sem planejamento, acompanhamento da saúde mental, tratamentos de infertilidade, entre outros.

Portanto, há necessidade de melhoria na estruturação dos serviços da atenção primária e dos cuidados oferecidos na pré-gestação no SUS. E nesse sentido, é fundamental aos profissionais que se qualifiquem ainda mais com conhecimento técnico-científico e estimulem engajamento de  toda a equipe na promoção do planejamento familiar, afim de atingir maior número de pessoas nesse processo e então, as previsões serem realmente colocadas em prática.

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