Saúde mental na pandemia piorou em mais de 50% da população; diz pesquisa da Cruz Vermelha

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Saúde mental na pandemia piorou em mais da metade das pessoas; diz pesquisa da Cruz Vermelha / Foto: Seleções
Saúde mental na pandemia piorou em mais de 50% da população; diz pesquisa da Cruz Vermelha / Foto: Seleções

A saúde mental de 51% da população teve impacto negativo, durante a pandemia. Foi o que apontou a pesquisa do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), nesta quinta (08.10).

Na ocasião, o estudo apontou que o surto do novo coronavírus “agravou doenças mentais existentes, gerou novas doenças e limitou ainda mais o acesso aos serviços de saúde mental”.

No entanto, para não deixar a situação sem resposta, a CV afirmou que “é necessário um financiamento urgente e maior para a saúde mental e o apoio psicossocial nas respostas humanitárias”, por meio de comunicado.

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Saúde mental na pandemia piorou em mais de 50% da população; diz pesquisa da Cruz Vermelha (imagem: EEP HCFMUSP)

Por dentro do estudo

No entanto, a pesquisa foi realizada em 7 países ao redor do mundo: Colômbia, Líbano, Filipinas, África do Sul, Suíça, Ucrânia e Reino Unido. E constatou que três em cada quatro pessoas consideram necessário dar apoio especial à saúde emocional.

Principalmente aos trabalhadores da linha de frente, como os profissionais da saúde, durante a pandemia, por exemplo.

“Estão frequentemente expostos diretamente ao vírus, trabalham longas horas e inevitavelmente testemunham eventos traumáticos”, e ainda “são estigmatizados por fornecer apoio às comunidades afetadas por desastres”, disse o CICV.

Dados do desgaste da saúde mental

Em tempos de pandemia, os níveis de angústia, ansiedade e depressão aumentaram. Além disso, outros problemas como consumo excessivo de álcool, abuso de substâncias e sentimento de perda, tornam-se fatores importantes de desestabilização emocional.

A OPAS está trabalhando com os países das Américas para fortalecer os sistemas, que contam com poucos recursos ou estão sobrecarregados pela pandemia da COVID-19, de modo a fazer frente ao aumento de casos de saúde mental (tanto novos, como agravantes de casos pré-existentes) e para manter a continuidade dos tratamentos das pessoas com problemas de saúde mental e uso de substâncias.

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A OPAS também recomenda incorporar o apoio à saúde mental e psicossocial nos planos e esforços de resposta à COVID-19. Algumas recomendações incluem atendimento remoto ou virtual, adaptação e disseminação de mensagens para a população em geral, bem como para as populações de maior risco, e treinamento de profissionais de saúde e outros membros da comunidade sobre o assunto.

Fonte: R7

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