Feriado e comércio religioso de Aparecida sofre sem turistas em ano de pandemia

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Comércio religioso de Aparecida sofre sem turistas em ano de pandemia / Foto: internet
Feriado e comércio religioso de Aparecida sofre sem turistas em ano de pandemia / Foto: internet

A pandemia provocada pelo novo Coronavírus causou grandes  prejuízos ao comércio religioso do Santuário Nacional de Aparecida, sobretudo no feriado. Ou seja, a economia que sobrevivia da circulação de romeiros, durante todo o ano, ficou prejudicada após as visitas serem proibidas, em março.

De acordo com os comerciantes, em comparação ao ano passado, as vendas de todo o comércio religioso local expressam menos de 10 % do total. Ou seja, o município sofreu muito com a redução drástica do número turistas religiosos, por causa da pandemia.

Nesse sentido, o baixo número de romeiros no comércio religioso, afetou diretamente quem depende do turismo para sobreviver. Além do mais, no feriado de Outubro quando se comemora o dia da Padroeira, aproximadamente 13 milhões de devotos se veem restringidos em parte à visitação. E o caso de Irenita Ribeiro da Silva, de 56 anos, comerciante local, o impacto econômico é flagrante.

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Nesse interim, a vendedora, que trabalha há quatro décadas no pátio do santuário, explica que faturava em média R$ 800 por dia, já hoje, este número não passa de R$ 30. E hoje, além do comércio no santuário, ela precisou buscar complemento de renda por meio da reciclagem.

Cidade sem turistas / Foto: Silas Basílio
Cidade sem turistas / Foto: Silas Basílio

Mas apesar de triste, pela queda do comércio religioso, ela se mostrou grata pelo sustento de todos estes anos. “Tudo o que tenho na vida veio do trabalho daqui, não posso reclamar. A pandemia acabou com tudo isso”, contou.

Por outro lado o comerciante do Centro de Apoio ao Romeiro, William Anselmo, explica que a solução para aumentar o faturamento e tentar voltar aos ganhos normais é quebrar os protocolos de isolamento, ou seja, de alguma forma ter liberação para as visitações de maneira que ambos se favoreçam, a saber turistas e romeiros.

“Novembro e dezembro em si não é ruim, mas para voltar ao normal será difícil. E, para melhorar bem, precisa ter abertura total”, comentou.

Mais prejuízos no comércio

As vendas ambulantes estão sendo permitidas apenas aos sábados, domingos e feriados, durante a pandemia. A festa religiosa era a maior fonte de lucro para os comerciantes locais.

De acordo com a prefeitura de Aparecida, a liberação dos ônibus de excursão, que vinham de todo o Brasil para visitação, deve ser liberada nos próximos dias. Com isso, a expectativa de uma recuperação econômica mínima é reforçada.

Feira livre / Foto: Reprodução internet
Feira livre / Foto: Reprodução internet

Por outro lado, quem investiu em vendas online, como o Douglas da Costa, que tinha um site um pouco desatualizado da loja da família, não se arrependeu.

Ainda que baixos, os ganhos de vendas virtuais são vistos de maneira positiva, já que ajudam a manter os estabelecimentos em pé. No caso de Douglas, ainda assim, o online representa cerca de 30% das vendas presenciais.

E uma solução a ser considerada para suprir necessidades econômicas advindas da crise da pandemia, entre elas diminuição do turismo no feriado e demais ocasiões do anos, seja se reinventar para gerar renda e garantir a sobrevivência.

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Fonte: Metrópoles

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