Falta de contato físico na pandemia de COVID-19 afeta a Saúde Mental; entenda

O Dia Mundial da Saúde Mental, promovido no último dia 10/10, teve como um dos temas centrais a falta do toque

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Saúde mental e a falta do abraço
Falta de contato físico na pandemia de COVID-19 afeta a Saúde Mental; entenda (Imagem: Reprodução/Pxhere)

O Isolamento e o distanciamento social. Estas foram e, continuam sendo, palavras de destaque durante a pandemia da COVID-19. E como consequência, o afastamento entre as pessoas e o índice de doenças relacionadas à saúde mental aumentaram, consideravelmente.

Na matéria abaixo, vamos explicar o porquê de a falta do contato físico durante esses meses afetar tanto na qualidade de vida dos indivíduos. Vamos explicar também, como isso ainda pode refletir a longo prazo, na convivência em geral e no contato social. Veja só!

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O isolamento social por conta da COVID-19 está diretamente relacionado com doenças mentais
O isolamento social por conta da COVID-19 está diretamente relacionado com doenças mentais (Imagem: Reprodução/Freepik)

Sistemas neuronais: estimular a interação social na infância afeta a saúde mental do adulto

Todos nós sabemos que o risco de contágio da COVID-19 ainda é grande, portanto, não se pode beijar, dar um aperto de mãos, nem abraçar as pessoas à nossa volta, nem mesmo os entes queridos.

Esses atos acabaram se tornando um instrumento a ser evitado, consequentemente, uma das fontes do estresse na quarentena.

E lá se foram 7 meses, mas alguns infectologistas fizeram a projeção de aproximadamente mais um ano pela frente. Isso mesmo!

Pode ser que demore cerca de um ano ainda, para que possamos tocar outras pessoas sem medo algum do contágio. E é essa privação do toque que vem proporcionando um custo altíssimo para a saúde mental.

Ivan Braun, psicoterapeuta e psiquiatra, ressalta que os seres humanos são animais sociais. Mas, apesar de conseguirem viver de forma isolada, ficar sem contato social acaba não sendo da sua natureza.

O cérebro humano tem 3 sistemas neuronais com funções relacionadas às interações sociais:

  • Sistema de cuidado – Que envolve o cuidado das mães com seus filhos;
  • Sistemas do luto e pânico – Que envolvem a vinculação social;
  • Sistema da ludicidade – Que envolve a interação lúdica.

O que acontece é que, conforme vamos crescendo, esses sistemas têm que ser impulsionados para se desenvolverem. Isso deve acontecer desde a tenra idade até a fase adulta, uma vez que um indivíduo normal sente necessidade de ter a presença de outros indivíduos, bem como sente falta do toque e da conversa.

Isolar-se involuntariamente, ainda que quando adulto, acarreta alterações comportamentais, indo de solilóquios – pessoa que conversa sozinha – até altos níveis de depressão, assim como outras alterações da saúde mental.

Sem contar que, tocar o outro aumenta a produção de ocitocina no cérebro. Essa é a substância do bem-estar, a que auxilia na criação dos vínculos afetivos. Sem ela, pode haver o rompimento desses laços.

O efeito de um abraço dentro do cérebro

Psicólogos afirmam que o contato pele com pele reduz as produções do cortisol, que é o hormônio responsável pelo estresse. Das várias formas de comunicação, a que causa maior impacto realmente é o ato de tocar, pois a pele possui inúmeros receptores conectados ao cérebro. Quando acontece o carinho, reduz-se o cortisol e fortalece-se o sistema imunológico.

Abraçar diminui a produção do hormônio do estresse
Abraçar diminui a produção do hormônio do estresse (Imagem: Reprodução/Freepik)

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Assim, o abraço acaba se tornando a maneira mais intensa de toque, pois envolve a maior parte do corpo. Sem contar que se relaciona com a forma como a mãe permite que o filho fique preso junto ao seu colo ou seu corpo.

Não existem comprovações científicas, mas abraçar árvores simboliza o contato com outro ser vivo, trazendo benefícios para a saúde mental. Caminhar por campos e florestas ajuda a dar a sensação tranquila de paz, de bem-estar, de calma. É como se abraçar a árvore proporcionasse, parcialmente, estímulos compatíveis com os de abraçar outra pessoa.

Entretanto, é preciso lembrar que o toque é importante para a saúde mental, mas este não é o único meio de comunicação. Nessa pandemia da COVID-19, o que vale é manter o vínculo afetivo.

Por isso, é preciso manter contato com os amigos e pessoas afins via telefone, Internet, entre outras formas. Qualquer “jeitinho” é melhor do que permanecer na ausência total da interação social. Carinho faz bem para a mente, consequentemente, para todo o corpo.

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