Transplante fecal; conheça mais sobre a técnica que promete revolucionar a medicina tradicional

Esse transplante é um santo remédio para a longevidade e saúde intestinal

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Relação intestino-cérebro / Foto: Reprodução
Relação intestino-cérebro / Foto: Reprodução

Sim, o transplante fecal existem (isso mesmo!). Um estudo recente, realizado pela Universidade de East Anglia, e divulgado pela revista News Medical, mostrou que  sobre suas últimas pesquisas, que podem revelar o segredo da eterna juventude, os transplantes fecais.

A princípio, apesar do impacto que causa nas pessoas, este tipo de tratamento é uma alternativa para os males causados pelo Clostridium difficile (bacilo relacionado à diarreia e infecções, causadas por uso de antibióticos). Pois, existem bactérias nas fezes que colaboram para tratar doenças no trato intestinal.

Os médicos David Vauzour e Claudio Nicoletti se uniram, para idealizar a pesquisa, que estudou a relação de uma boa saúde intestinal com a saúde mental de idosos.

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No entanto, os  especialistas explicam que o fator motivador da pesquisa por transplante fecal é a relação direta entre os órgãos, conhecida como ‘eixo intestino-cérebro’, que serve como indicador da saúde geral do ser humano.

Intestino / Foto: Shutterstock
Intestino / Foto: Shutterstock

“Realizamos transplantes fecais de camundongos adultos mais velhos para camundongos adultos mais jovens e, em seguida, avaliamos os jovens quanto a marcadores como ansiedade, comportamento exploratório e memória”, disse Dr. Vauzour, que é pesquisador da novas estratégias para retardar o envelhecimento do cérebro e o declínio cognitivo, na instituição.

Entenda como é realizado o transplante fecal

Apesar do nome forte parecer algo um pouco asqueroso, para a ciência, trata-se de um grande avanço na prevenção de demência, Alzheimer entre outras doenças do eixo já citado anteriormente.

No Brasil, o primeiro transplante fecal aconteceu em 2014 e já se encontra disponível para ser aplicado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Primeiro, amostras de fezes do doador são minuciosamente analisadas, antes do transplante. Exames para HIV, Sífilis e Hepatite, por exemplo são prioridades no pré-transplante.

Transplante via oral / Foto: Freepik
Transplante via oral / Foto: Freepik

Em seguida, o transplante é realizado por via oral – por introdução de aparelho de endoscopia), ou pelo ânus- por meio de aparelho de colonoscopia.

Já no pós-transplante, o paciente deve ficar em observação, até se recuperar do sedativo que é aplicado antes do processo. Além de garantir que não haja efeitos colaterais, ou adversos no corpo.

Eixo cérebro-intestino

De acordo com Dr. Nicoletti, “a microbiota intestinal desempenha um papel importante no desenvolvimento e função do sistema nervoso central, afetando o aprendizado e a memória por vias neuroendócrinas e imunológicas”.

Em outras palavras, a saúde intestinal não só é importante para o físico, mas também para a saúde mental, principalmente para os idosos, que são o público-alvo desta pesquisa.

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Assim, a partir da década de 80 a relação entre o SNC, a qualidade de vida, a microbiota e a saúde mental começaram a ser estudadas pela comunidade científica.

Intestino saudável, cérebro aguçado / Foto: biólogo.com
Intestino saudável, cérebro aguçado / Foto: biólogo.com

Desta maneira, a observação das interações físicas, neuronais, sensoriais, e imunológicas endócrinas levou a um perfil sólido e dados concretos acerca do cérebro e cognição humana.

Em síntese, o mais aconselhável para os idosos é manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e hobbies, para manter a função cerebral em bom estado de funcionamento.

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