Cervejaria Backer: lançamento de uma nova cerveja revolta vítimas do caso

Evento aconteceu neste fim de semana e deixou muitas pessoas chocadas

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Cervejaria Backer promoveu evento de relançamento de produto no fim de semana
Cervejaria Backer promoveu evento de relançamento de produto no fim de semana (Imagem: Reprodução/Instagram)

A cervejaria Backer realizou no sábado (17/10) um evento dentro do Templo Cervejeiro, restaurante localizado na capital mineira. As vítimas do caso se revoltaram com o banner fazendo propaganda do produto e com a situação em si. A cerveja é a Capitão Senra, um sucesso antigo da empresa.

O bairro Olhos D’Àgua (BH) foi palco da festa. O restaurante, que estava fechado desde o mês de janeiro deste ano, também faz parte do grupo de comércios da cervejaria, acusada de utilizar o dietilenoglicol para fabricar seus produtos. A festa foi fechada, somente para convidados, mas um chef gastronômico renomado estava presente para “abrilhantar” o evento.

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Cervejaria Backer reabre Templo Cervejeiro para relançar marca

O banner ficou afixado na porta do Templo Cervejeiro, um dos estabelecimentos da Backer
O banner ficou afixado na porta do Templo Cervejeiro, um dos estabelecimentos da Backer (Imagem: Reprodução/Instagram)

O Templo Cervejeiro teve sua reabertura pautada no respeito da empresa para com as condições legais e requisitos prévios para funcionamento.  Segundo nota emitida pela Backer, o grupo é o principal interessado em esclarecer quaisquer irregularidades pelos quais está sendo acusado.

Também em nota, foi dito que a cervejaria, desde o início do caso, vem contribuindo com o árduo trabalho das autoridades. Além disso, deixa claro todo procedimento para os órgãos de controle e fiscais. Ademais, eles reafirmam a certificação de excelência nos processos produtivos.

Vítimas do caso se revoltam com o acontecido

As vítimas do caso, bem como seus familiares ficaram revoltadas. A alegação é que houve um crime denunciado pela Justiça e, mesmo respondendo pelos processos, a empresa promoveu um evento na mesma instalação onde aconteceram as violações.

Luciano de Barros, 57 anos, diz que isso é um tipo de afronta para com as vítimas do caso da cervejaria Backer.  Ele ficou internato no Hospital Mater Dei por 180 dias, sendo que 65 dias foram no CTI.

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Ele ainda alega que a Backer não arcou com despesas médicas das vítimas, pois alegou não possuir recursos financeiros para tal. Entretanto, a indignação vai além. “Como não tem dinheiro para vítimas, mas tem para gastar com reabertura de polo cervejeiro?”

Luciano faz sessões de fisioterapia e fonoaudiologia semanalmente. Além disso, ele conta que precisa agora usar óculos depois das lesões sofridas nos olhos, sem contar com o aparelho auditivo por conta da surdez. Tudo isso é custeado do seu bolso, sem a ajuda da empresa.

Luciano de Barros, uma das vítimas do caso, está revoltado
Luciano de Barros, uma das vítimas do caso, está revoltado (Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Guilherme Leroy, advogado que atende as vítimas, informou que todos ficaram chocados, bem como preocupados com essa novidade. Eles não estão nem tanto questionando a reabertura do local e a venda da cerveja, uma vez que isso é responsabilidade dos órgãos competentes. A questão levantada é o comportamento do grupo, que leva a entender que a prioridade maior é o retorno às atividades comerciais, e não o atendimento a quem sofreu intoxicação por dietilenoglicol.

Quem passou pelo tormento de ter ficado doente, lamenta o lançamento de uma nova cerveja com pessoas reunidas, mesmo com tudo o que aconteceu. As vítimas do caso se mantém firmes na alegação de que a Cervejaria Backer permanece impassível, sem agilizar as providências que deveria tomar para compensar, mas até mesmo para amenizar aos danos causados.

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