Covid-19 fica ativo em superfícies por até 04 semanas, aponta estudo

O vírus pode sobreviver por mais tempo que o esperado em alguns objetos

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Covid-19 fica ativo em superfícies
Covid-19 fica ativo em superfícies por até 04 semanas, aponta estudo (Imagem: Unitis)

No início desse mês o Variety Journal, publicação internacional científica, divulgou um interessante estudo australiano que apontou que o Covid-19 fica ativo em superfícies por até 04 semanas. O estudo objetivava justamente entender como a presença viral em locais diversos, como cédulas de dinheiro, vidros e metais, poderia atuar em prol nas contaminações.

O estudo foi promovido por pesquisadores do Australian Centre for Disease Preparedness. Dessa maneira, ele veio a somar com diversas outras pesquisas que estão sendo promovidas para entender melhor o comportamento do vírus. A partir deles, então, é possível que sejam tomadas decisões mais acertadas para prevenção às contaminações.

Além disso, é essencial que a população seja conscientizada da necessidade de higienização de objetos diversos e locais, indo muito além do uso de máscaras e limpeza das mãos. Assim, continue lendo para entender em que condições o Covid-19 fica ativo em superfícies por até 04 semanas e quais são os materiais mais suscetíveis.

covid-19 fica ativo em superfícies
Estudo australiano ressalta a necessidade de higienização de objetos na prevenção contra o Covid-19. (Imagem: Catraca Livre)

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Covid-19 fica ativo em superfícies por até 04 semanas: Entenda estudo australiano

O Covid-19 é uma novidade que atinge o mundo há pouco mais de 10 meses. Portanto, ele ainda necessita de diversos estudos para que os cientistas entendam o comportamento de contaminação do vírus e como é possível derrotá-lo.

Dentre tantos estudos que estão sendo feitos no mundo todo, um de origem australiana se destacou pelas conclusões quanto à presença de carga viral em objetos de materiais diversos.

O estudo publicado no Virology Journal traz alarmantes dados sobre a possibilidade de contaminação por presença do Covid-19 ativo em superfícies.

Os pesquisadores analisaram a sobrevivência de carga viral ativa em diversos locais, como metais, vidros e diferentes tipos de cédulas de dinheiro. Além disso, submeteram esses materiais a diferentes temperaturas.

Assim, concluiu-se que numa média de 20ºC o vírus tende a sobreviver por até 04 semanas em superfícies como vidro e aço inoxidável. Nesse caso é preciso cuidado, uma vez que as telas de celulares são justamente fabricadas de vidro e, portanto, podem representar perigo ao usuário.

Por outro lado, quando o Covid-19 ativo em superfícies foi submetido a temperaturas de 40ºC sua sobrevivência foi limitada a 24 horas, o que demonstra a tendência de que locais mais frios estarem mais vulneráveis à doença e formas diversas de contaminação.

Estudo ressalta necessidade de cuidados com higienização de superfícies e objetos

A equipe australiana trouxe luz sobre a importância de que haja cuidado com os objetos utilizados no dia a dia, especialmente em locais públicos.

Dessa maneira, o estudo que revelou que o Covid-19 fica ativo em superfícies concluiu que “Essas descobertas demonstram que o SARS-CoV-2 pode permanecer infeccioso por períodos significativamente mais longos do que geralmente considerado possível. Esses resultados podem ser usados ​​para informar procedimentos de mitigação de risco aprimorados para evitar a disseminação de fomite de COVID-19“.

Isso ressalta a importância de higienização constante das mãos, especialmente quando houver contato com superfícies em locais públicos.

Igualmente, é preciso que haja a correta limpeza dos objetos utilizados na rua, assim como de compras, e dar preferência ao uso do cartão de crédito para gastos. Ele é mais fácil de limpar, diferentemente das cédulas de dinheiro.

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