Crianças alérgicas: Semana de Conscientização sobre Alergia é marcada pela preocupação nas escolas e em casa

Organizações de saúde fazem campanhas para incentivar os professores e pais e protegerem as crianças

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Crianças alérgicas têm que tomar cuidados redobrados na volta às aulas
Crianças alérgicas têm que tomar cuidados redobrados na volta às aulas (Imagem: Reprodução/Freepik)

A Semana de Conscientização sobre Alergia teve início no dia 19/10 e se estenderá até o dia 25/10. Com isso, uma questão está marcando esses dias tão importantes: a preocupação das organizações de saúde internacionais com as crianças alérgicas nesse retorno às aulas presenciais. A intenção é alertar professores e pais acerca da relevância dos cuidados com os jovens.

E essa preocupação não é em vão. Grande parte das salas de aula possuem, ao menos, uma criança com algum tipo de alergia alimentar, por exemplo.  É importante que os responsáveis pelos pequenos tenham a consciência de que o tratamento específico é necessário, bem como de que métodos seguros de medicação sejam administrados.

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Crianças alérgicas e retorno às escolas: o que a Semana de Conscientização sobre Alergia diz a respeito

A Semana de Conscientização sobre Alergia marca uma grande preocupação com as crianças na escola
A Semana de Conscientização sobre Alergia marca uma grande preocupação com as crianças na escola (Imagem: Reprodução/Freepik)

São mais de seis meses de pandemia e, mesmo com algumas cidades apresentando índices controlados de infecção do novo Coronavírus, diversas pessoas ainda estão receosas em deixar seus filhos retornarem para a escola. Entretanto, mesmo que de maneira gradual, as aulas presenciais estão acontecendo.

É sabido que a Covid-19 é um vírus mortal. No entanto, dados estatísticos apontam para um percentual baixo de contaminação e morte em crianças, se comparado com os índices em adultos. Mas, infelizmente, esse percentual aumenta quando falamos de alergias. Existe um número muito alto de anafilaxia, bem como reações graves e internação entre os jovens. Portanto, com a volta às aulas, a preocupação aumenta em todos os sentidos.

Leite, amendoim e ovos são alérgenos comuns e responsáveis ​​pelas reações adversas nas crianças alérgicas. Uma das reações mais graves é a anafilaxia, que acaba afetando vários sistemas e órgãos do organismo, tais como pele, intestino, vias respiratórias, coração, entre outros. Potencialmente fatal, a anafilaxia sempre requer respostas emergenciais imediatas.

Professores, pais e responsáveis por crianças que tenham alergias alimentares estão particularmente ansiosos e temerosos com a segurança dos pequenos. Afinal, agora os cuidados são mais específicos e diferenciados, de acordo com o “novo normal”.

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Contra o novo Coronavírus, as escolas tomaram medidas rigorosas para que funcionários e alunos se mantenham seguros enquanto a pandemia perdurar. Higienização das mãos, uso do álcool gel, distanciamento, todas as recomendações dos órgãos competentes estão sendo acatadas.

Lábios inchados são um dos sintomas de reação alérgica
Lábios inchados são um dos sintomas de reação alérgica (Imagem: Reprodução/Freepik)

Outra recomendação, esta que merece atenção especial, é o “não compartilhamento dos alimentos”. Muitos não se deram conta, mas a medida de proteção contra o vírus, acaba protegendo as crianças alérgicas de consumir um alimento inapropriado. Nem sempre os jovens ficam atentos ao que podem aceitar dos colegas de escola, assim, a garantia de que não vai haver problemas é maior.

Orientações de prevenção nas escolas

A criança alérgica não precisa restringir seu espaço no ambiente escolar ou ser tratada de maneira diferenciada. Contudo, existem algumas necessidades especiais que podem ser adequadas, e que, ainda mais, estão asseguradas por lei.

Entre as recomendações mais importantes estão:

  • No ato da matrícula, solicitar aos pais e responsáveis as informações à respeito da alergia do aluno;
  • Informar aos professores o histórico deste aluno;
  • Orientar os funcionários e alunos para que não compartilhem alimentos;
  • Realizar atividades e campanhas educativas acerca do tema, como forma de prevenção de acidentes;
  • Não promover o isolamento das crianças alérgicas;
  • Não utilizar frases que rotulem o aluno com restrições alimentares ou assustem os outros alunos, afinal, isso não é contagioso;
  • Estimular sempre a higienização das mãos, bem como do rosto;
  • Entre outras coisas.

Orientações para as escolas em caso de reação alérgica

Em caso de sintomas, familiares e equipe médica devem ser acionados imediatamente
Em caso de sintomas, familiares e equipe médica devem ser acionados imediatamente (Imagem: Reprodução/Freepik)

A recomendação primordial é reconhecer sintomas e sinais de uma reação alérgica. Entre os principais estão:

  • Vermelhidão;
  • Coceira espalhada pelo corpo;
  • Lábios e olhos inchados;
  • Rouquidão, chiado e tosse;
  • Dores abdominais, diarreia e vômito.

Identificando um ou mais sintomas, a primeira ação será a de comunicar com os familiares, uma vez que eles saberão qual conduta proceder com a criança. Caso esse contato não tenha a possibilidade de acontecer imediatamente, é preciso verificar com o jovem ou com amigos próximos se tem alguma medicação para alergia em seus pertences.

Visto que nem sempre essas atitudes poderão ser tomadas, o atendimento médico de urgência, SAMU, deve ser acionado. Lembrando que a prevenção é o melhor remédio para crianças alérgicas. Não é à toa que vem se falando muito a respeito na Semana de Conscientização sobre Alergia. A gravidade do caso pode evoluir rapidamente, portanto, não deixe acontecer!

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