Covid-19: Servidores públicos da saúde sofrem baixas na linha de frente; saiba mais

os profissionais dos hospitais, tanto privados, quanto públicos, são os mais expostos à Covid-19. Milhares deles foram afastados das atividades, em todo o mundo, por terem adquirido a infecção

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Servidores Públicos com Covid-19
Covid-19: Servidores públicos da saúde sofrem baixas na linha de frente; saiba mais (Imagem: Divulgação IG)

O dia do Servidor público comemorado nesta quarta (28.10), tem um clima diferente. O  enfrentamento à Covid-19, gerou muitas baixas na saúde, desafortunadamente.

De acordo com um estudo publicado na revista Acta Paulista de Enfermagem, a Covid-19 é potencialmente fatal e representa o mais importante problema mundial de saúde pública dos últimos 100 anos.

No entanto, um dos agravantes da Covid-19 são os locais fechados e ambientes hospitalares pouco ventilados. E é justamente ali que mora o perigo. Pois, um infectado pelo vírus, transmite a enfermidade para outras duas ou três pessoas, dependendo das condições ambientais.

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Covid-19
Médicos e enfermeiros contra o coronavírus / Foto: Silvio Ávila-AFP

Nesse sentido, os profissionais dos hospitais, tanto privados, quanto públicos, são os mais expostos à Covid-19. Milhares deles foram afastados das atividades, em todo o mundo, por terem adquirido a infecção.

Além disso, muitos morreram em consequência da doença. Na Itália, por exemplo, cerca de 20% das pessoas da linha de frente do atendimento à Covid-19, tiveram a infecção.

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Vírus da Covid-19 entre servidores públicos

Até o momento, existem 5.440.903 casos confirmados da doença no Brasil. Dos quais, 369.260 são funcionários públicos, conforme boletim epidemiológico nº 36, do Ministério da Saúde.

Por outro lado, foram registradas 157.981 mortes em território nacional, desde o início da pandemia. Aqueles que trabalham em hospitais, em todas as áreas, são particularmente suscetíveis a infecções.

Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros, autor do artigo, ainda explica que a sobrecarga no exercício da profissão tem levado muitos médicos, enfermeiros e demais funcionários a terem seu sistema imunológico mais vulnerável.

“Os dados das equipes de profissionais de saúde na linha de frente de atendimento de casos de Covid-19 mostram exaustão física e mental, dificuldades na tomada de decisão e ansiedade pela dor de perder pacientes e colegas. Além do risco de infecção e a possibilidade de transmitir para familiares”, explanou.

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Alarme entre os trabalhadores da saúde / Foto: Pexels

Desafios hospitalares

O autor ainda explica que, o principal empecilho encontrado pelos servidores públicos, e da saúde em geral é suprir a demanda dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s).

“A manutenção de EPIs nas instituições de saúde deve ser uma política de Estado, os governos devem se mobilizar para que a indústria nacional responda a este desafio. Infelizmente, não é isto que estamos vendo, os preços dos EPIs, especialmente máscaras e aventais descartáveis, tiveram importantes aumentos, associado ao desabastecimento do mercado. Temos uma enorme dependência da indústria da China que produz grande parte dos EPIs utilizados no Brasil”, justificou.

Apesar disso, na readequação dos hospitais para o enfrentamento da epidemia de Covid-19, tem-se notado uma dificuldade em encontrar pessoas qualificadas. Pois, de acordo com Medeiros, “não é fácil encontrar rapidamente, pessoas capazes de dar atendimento com qualidade e segurança aos pacientes infectados pela Covid-19, especialmente nas UTI’s”.

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Por fim, Medeiros também reforça a importância do fomento à pesquisa, no atual período em que vivemos.

“Isto é fundamental para entendermos melhor a doença, consigamos medicamentos eficientes, bem como a vacina. Até lá, para nós como profissionais de saúde, é importante seguir as recomendações e protocolos institucionais, fortalecer a comunicação e a empatia. Além de nos manter atualizados e saudáveis para enfrentar este importante desafio histórico”, frisou.

Fonte: Acta Paulista

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