Saúde mental: UFMT descobre que uso excessivo do Instagram pode agravar transtornos mentais

Ansiedade, estresse e depressão estão na lista de agravos pelo exagero no uso da rede social

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Saúde mental: UFMT descobre que uso excessivo do Instagram pode agravar transtornos mentais / Reprodução

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), constatou que o uso exagerado do Instagram é nocivo para a saúde mental. Uma vez que as “vidas perfeitas” que são compartilhadas, tendem a agravar casos de depressão, estresse e ansiedade.

No entanto, o levantamento de docentes da instituição, sob o título internacional de ‘Avances en Psicología Latinoamericana’, mostra como doenças relacionadas com a má saúde mental, podem ser associadas ao uso exclusivo e exagerado do Instagram.

Um dos objetivos do estudo é trazer foco para a questão da prevenção, na saúde mental, por meio de programas de prevenção e intervenção para tratar o vício nas redes sociais.

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Tal rede é danosa à saúde social / Foto: iStock

Vício e danos à saúde mental

Todavia, a pesquisa, que envolve saúde mental, é coordenada pelo professor, mestre e doutor em Psicologia Social, Renan Pereira Monteiro, e entrevistou 217 usuários da rede social.

A média de idade dos participantes era de 22 anos, sendo a maioria do público estudado formada por mulheres.

Após uma série de observações, os pesquisadores chegaram à conclusão de que “A exposição demasiada a imagens idealizadas no Instagram leva a um decréscimo na autoavaliação da atratividade, reduzindo os indicadores de saúde mental”.

Em outras palavras, isto significa que o vício virtual conseguiu se associar a doenças como depressão, estresse, ansiedade e até mesmo ortorexia nervosa – quando uma pessoa desenvolve comportamento obsessivo patológico relacionado à fixação por saúde alimentar.

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Tudo “perfeitinho” / Foto: Pexels

Mais engajamento, mais problemas

Apesar disso, Monteiro também alertou para os danos causados à saúde mental e sua relação direta com a quantidade de tempo de uso da aplicação.

“Além de ampliar a exposição a uma série de conteúdos que refletem a ‘vida perfeita’ (corpos esculturais, viagens inesquecíveis), quanto mais tempo se passa navegando, maior será o engajamento e atividade. Ou seja, o número de postagens de fotos, stories e lives aumentará, tornando o usuário propenso a sofrer com os efeitos decorrentes das curtidas, visualizações e comentários”. Prejudicando assim, ainda mais a sua saúde mental e bem estar geral.

Redes sociais na pandemia

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), o uso de computadores, celulares e navegação em redes no geral aumentou significativamente durante o período de isolamento.

Cada vez mais, as pessoas passam tempo na internet, buscando trabalhar, interagir, ou simplesmente descansar a mente das tarefas e cobranças do dia a dia.

Um outro item curioso foi a criação de hashtags, para que as pessoas se sintam cada vez menos solitárias e depressivas. Uma delas, a famosa #FiqueEmCasa é a que mais tem gerado participação saudável entre as pessoas.

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Cybervício / Foto: Divulgação

Por fim, vale ressaltar que é preciso manter cuidados e rotinas de manutenção da saúde mental, principalmente durante o isolamento social, que é quando as pessoas mais necessitam de apoio.

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Fonte: PNB Online

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