Peróxido de hidrogênio: um poderoso antioxidante com efeitos comprovados contra envelhecimento celular

Estudos mostraram a eficácia da substância para retardar o envelhecimento das células

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O peróxido de hidrogênio é antisséptico e clareador
O peróxido de hidrogênio é antisséptico e clareador - Foto: Longevit

Conhecido como um agente clareador ou antisséptico, o peróxido de hidrogênio demonstrou ter outro truque na manga. Estudos suecos mostraram que níveis baixos de peróxido podem estimular enzimas que realmente ajudam a retardar o envelhecimento de células.

Em altas concentrações, as espécies reativas de oxigênio, mais conhecidas como oxidantes, são realmente prejudiciais às células do organismo. Elas também têm sido associadas  ao envelhecimento. No entanto, este estudo sueco mostra o oposto.

Oxidantes são perigosos, causando danos ao DNA, membranas celulares e proteínas. Mas, por conta da controvérsia, como esse novo conhecimento pode ser aproveitado em uma terapia, anda exigindo muita pesquisa. Assim, entender que podemos retardar o envelhecimento em um nível químico é um progresso importante.

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Na matéria a seguir, vamos nos aprofundar mais sobre o assunto. Dessa forma, descobriremos o quanto o peróxido de hidrogênio é eficaz nesse sentido. Confira!

A ciência por trás dos estudos acerca do peróxido de hidrogênio

Espécies oxidantes reativas são prejudiciais, mas nosso corpo nos protege
Espécies oxidantes reativas são prejudiciais, mas nosso corpo nos protege – Foto: Tratamento de ar

As espécies oxidantes reativas são prejudiciais, mas nossos corpos possuem mecanismos poderosos para defesa que as remove. A vitamina C e E, bem como outros antioxidantes, neutralizam os oxidantes antes que eles possam se opor com moléculas-chave do corpo. Assim, prejudicam as vias e destroem as funções biológicas.

No entanto, como em muitas áreas da ciência da longevidade, existe um elemento yin e yang. Pesquisadores demonstraram que o peróxido de hidrogênio também pode ter um efeito benéfico. Ele retarda o envelhecimento de células neste caso.

A substância é um tipo de produto químico utilizado para o cabelo e para branqueamento dos dentes, entre diversas outras coisas. No entanto, é também um dos oxidantes formados no metabolismo que, em concentrações mais elevadas, é prejudicial.

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Esses pesquisadores suecos estudaram a enzima Tsa1, que faz parte do grupo de substâncias antioxidantes: as peroxiredoxinas. Estudos anteriores dessas enzimas demonstraram que elas participam das defesas das células contra oxidantes prejudiciais.

Todavia, as peroxiredoxinas também auxiliam na extensão da vida útil das células quando são submetidas  à restrição calórica. Mas, os mecanismos por trás dessas funções ainda não foram totalmente compreendidos.

Já se sabe que a ingestão reduzida de calorias pode estender significativamente a vida útil de muitos organismos, desde leveduras até macacos. Vários grupos de pesquisa mostraram que a estimulação da atividade da peroxiredoxina, em particular, é o que retarda o envelhecimento de células. Isso ocorre quando recebem menos calorias que o comum através de seus alimentos.

A enzima Tsa1 e o resultado dos estudos

A Tsa1 realmente requer certa quantidade de peróxido de hidrogênio para ser disparada. Com isso, ela é capaz de participar no processo de retardo do envelhecimento de células. Agora encontraram uma nova função do Tsa1.

Surpreendentemente, os estudos feitos mostram que o Tsa1 não afeta os níveis de peróxido de hidrogênio em células envelhecidas. Ao contrário, o Tsa1 utiliza pequenas quantidades do peróxido para reduzir as atividades de uma via central de sinalização quando as células estão absorvendo menos calorias.

O efeito disso acaba levando  a  uma desaceleração na divisão celular e nos processos ligados  às formações dos blocos que constroem as células. As defesas contra o estresse também são estimuladas, o que acaba fazendo com que venham a envelhecer mais lentamente.

A Tsa1 não afeta os níveis de peróxido de hidrogênio em células envelhecidas
A Tsa1 não afeta os níveis de peróxido de hidrogênio em células envelhecidas – Foto: Longevit

As vias de sinal que são afetadas pela ingestão de calorias podem desempenhar um papel central no envelhecimento. Assim, detectarão o estado de vários processos celulares, podendo controla-los.

Ao efetivar esses estudos, os pesquisadores terão condições de entender as causas moleculares por trás de diversas doenças comuns. Contudo, novos estudos serão necessários para compreender completamente todos esses mecanismos.

Só assim saberemos se os oxidantes podem realmente retardar o processo de envelhecimento. Isso certamente incluirá a identificação de drogas estimuladoras da peroxiredoxina e os demais efeitos do peróxido de hidrogênio.

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