Valeriana: saiba tudo sobre uso, indicações e benefícios

Os benefícios da Valeriana como calmante e relaxantes já são bem conhecidos, conheça mais sobre o fitoterápico

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Valeriana
Benefícios da Valeriana. Foto: Armazém da Saúde

A valeriana é um fitoterápico que ficou bem famoso em virtude de suas características positivas em relação à melhora da qualidade do sono, bem como, na tensão nervosa.

Falando especificamente da planta, a valeriana é uma planta com flores brancas e rosadas, as quais aparecem durante o verão. Seu nome científico é Valeriana officinallis, mas popularmente a Valeriana é conhecida como erva-de-gatos.

Valeriana
Valeriana tem benefícios comprovados para o sono. Foto: Pixabay

Ademais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece as propriedades medicinais apresentadas pelo fitoterápicos, que também já foram comprovados por vários estudos científicos como este, publicado pela Elsevier e Revista Phytomedicine comandado pela equipe do Dr. Hattessolh.

Inclusive, seu nome vem de valere, que significa “ter saúde”.

Valeriana é bom para quê?

Estudos mostram que a Valeriana é uma planta com propriedades calmantes, soníferas e que ajuda a controlar a ansiedade. Mas, ela possui outras propriedades também, tais como ajudar a reduzir vômitos (antiespasmódica), além de propriedades relaxantes.

Podemos resumir as propriedades do fitoterápico em alguns pontos:

1 – Calmante natural

Ela ajuda a relaxar e, com isso, reduz situações de descontrole emocional e a hiperatividade.

2 – Melhora o sono

Essa é a propriedade mais divulgada da Valeriana. Inclusive, muitas pessoas fazem seu uso justamente pela melhora da qualidade do sono.

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Valeriana tem benefícios comprovados para distúrbios leves do sono. Foto: Freepik

A Valeriana é, de fato, classificada como um medicamento que auxilia na qualidade do sono, tendo efeitos soníferos. Inclusive, tendo muitos estudos científicos comprovando sua eficácia.

3 – Ajuda a reduzir convulsões

A planta possui propriedades anticonvulsivantes e era utilizada, pelos antigos, em apoio a tratamentos para crises epiléticas, por exemplo.

4 – Dores de cabeça

Para crises de enxaquecas ou dores de cabeça frequentes, a Valeriana atua melhorando o quadro.

5 – Cólicas menstruais

Para mulheres que sofrem mensalmente com crises de dor por cólicas menstruais, a Valeriana tem ação em reduzindo as crises, graças a seus efeitos analgésicos.

6 – Dores crônicas

Para pacientes que sofrem de dores crônicas, em virtudes de doenças tais como Doença Celíaca, Doença de Chron, a Valeriana é bastante indicada.

7 – Redução da ansiedade

Para pessoas que sofrem de crises de ansiedade ou também estão em tratamento para vícios, como tabagismo, por exemplo, a Valeriana tem efeito ansiolítico.

É importante citar que nesses casos, a Valeriana não deve ser consumida junto com medicamentos ansiolíticos ou entrar como substituição a medicamentos já prescritos.

Em qualquer indicação, nunca se deve parar de tomar um medicamento prescrito por um médico sem que o médico seja informado da ação ou substituí-lo por um fitoterápico.

Quem não pode tomar Valeriana?

Embora a Valeriana tenha diversas indicações e efeitos muito positivos, o fitoterápico tem contraindicações.

Gestantes não devem consumir chás da planta nem comprimidos com seu princípio ativo. O mesmo vale para crianças com menos de 3 anos, que também não devem uso do produto. Aliás, a contraindicação entende-se também às mulheres que estão amamentando.

A planta também não deve ser consumida por pessoas que já fazem o uso de medicações para o sono, pois isso pode potencializar o efeito medicinal de ambos.

De fato, é sempre importante buscar orientação médica sempre que for consumir algum chá ou medicamento, mesmo ele tendo benefícios.

É importante citar que para algumas pessoas, mais sensíveis ao seu efeito, pequenas doses de Valeriana já são suficientes para ficarem praticamente sedadas.

Portanto, seu uso deve ser com cuidado, sobretudo se a pessoa vai dirigir ou fazer alguma atividade que necessita de concentração.

Finalmente, não se deve fazer o uso de Valeriana junto com bebidas alcoólicas ou misturar a planta com outras, de efeito semelhante.

Valeriana
Mulheres grávidas, crianças menores de 3 anos e nutrizes não devem consumir valeriana. Foto: Freepik

Quais são seus efeitos colaterais?

O consumo em excesso de Valeriana pode trazer alguns efeitos colaterais. Dentre eles, podemos citar enjoo e dores de cabeça, sobretudo se a dose for elevada.

Outros efeitos colaterais incluem vômito, indisposição gastrintestinal e fadiga. Além disso, quando consumida em excesso, a Valeriana pode resultar em efeitos contrários ao que se deseja, levando a hiperestimulação.

Qual é dosagem é segura e como prepará-la corretamente?

Chá de Valeriana

Para quem for preparar o chá da planta, deve-se tomar alguns cuidados. Primeiro, deve-se ter certeza que a planta é mesmo Valeriana.

Valeriana
Importante saber reconhecer a planta original. Foto: Armazém Viver Saudável

Colha os rizomas, desenterrando-os e deixando secar. Com isso, a retirada da terra é mais fácil. A valeriana deve estar limpa e seca para ser utilizada.

Para secá-los, você pode utilizar bandejas ao sol ou então secadores de ar quente, mas é importante lembrar que a temperatura não deve ultrapassar os 35ºC. De fato, acima dessa temperatura, a planta perde suas propriedades fitoterápicas.

No entanto, para facilitar o processo, o rizomas podem ser adquiridos em casa especializadas em plantas fitoterápicas. Vale ressaltar que você deve procurar locais seguros e confiáveis.

Os rizomas devem ser picados e macerados, utilizando-se 25 g para 600 ml de água. No caso de insônia, recomenda-se 150 ml do líquido antes de dormir.

Comprimidos

Para quem prefere, a Valeriana é vendida sob a forma de comprimidos, já em dosagens preestabelecidas.

Quando em comprimidos de 100 mg, pode-se tomar de 2 a 3 comprimidos, 1 a 3 vezes ao dia, mas deve-se sempre consultar um médico para o consumo do produto e sua concentração.

A bula do medicamento deve ser sempre lida pelo paciente antes de iniciar o consumo do produto.

Como plantar Valeriana adequadamente?

Caso você deseja plantar Valeriana, é importante tomar alguns cuidados. Utilize mudas de boa procedência ou então sementes comerciais.

Escolha um local com sol o dia todo, podendo ser junto a muros, contanto que a planta receba sol diariamente.

Quando se pensa em plantar uma planta fitoterápica, o sol é um elemento importante para ativar seus princípios ativos.

Não se pode usar adubo químico quando se cultivam plantas medicinais. Assim, observe a qualidade do solo, se o pH é adequado e o solo está propício para receber a planta.

Você pode adicionar a planta a um canteiro com hortaliças, por exemplo.

O cuidado deve ser sempre evitar a formação de grande teor de Nitrogênio, que pode afetar o desenvolvimento do rizoma. O interesse está no rizoma.

Faça espaçamento entre as mudas e lembre-se de deixar o canteiro livre de ervas daninhas, algo comum em canteiros com hortaliças.

Caso apresentem-se fungos, nas folhas, corte a parte afetada e regue somente o substrato, o que ajudará a controlar a propagação do fungo.

Valeriana
Confira o processo de cultivo da Valeriana. Foto: TriCurioso

Valeriana é bom para dormir?

Sim, a planta é classificada como agente promotor do sono e que combate os distúrbios do sono.

Embora a planta tenha várias outras propriedades, suas propriedades relacionadas ao sono foram as que transformaram a Valeriana em uma planta popular.

Como tomar Valeriana para melhorar o sono?

Caso seu objetivo seja a melhora do sono, você poderá tomar o comprimido de Valeriana entre 30 minutos e 2 horas antes de ir dormir, para que o medicamento comece a fazer efeito.

É importante citar que para melhora do sono, além da planta, outras ações favorecem a melhora da qualidade do sono.

Dessa forma, após tomar a planta, procure fazer uma rotina do sono, desligando a televisão e aparelhos celulares.

De fato, a luz desses aparelhos eletrônicos estimulam o cérebro e contribuem para a dificuldade de iniciar o sono.

Outro fator é diminuir a luz ambiente, tornando o ambiente confortável e escuro.

Essas pequenas dicas ajudam a avisar o organismo que está na hora de dormir.

Além disso, caso você ainda esteja muito agitado e pensando muito nos problemas, tente fazer alguns minutos de meditação.

Deite-se confortavelmente, feche os olhos e foque na respiração. Respire com calma, percebendo como o ar entra e sai do corpo.

Em seguida, vá focando em cada parte do corpo, fazendo um escaneamento corporal.

Caso você comece a pensar em outros assuntos, simplesmente volte sua atenção para a respiração.

Isso ajudará a diminuir a ansiedade do momento, promover relaxamento e contribui para a melhora do sono, enquanto a Valeriana faz efeito.

Quem toma Valeriana pode tomar cerveja?

O consumo de bebida alcoólica não é recomendado junto com a Valeriana ou com qualquer medicamento promotor do sono.

Isso porque o álcool tende a potencializar o efeito inicial desses medicamentos, mas depois seu efeito passa e ele leva à insônia.

Portanto, se você está tentando melhorar a qualidade do sono, procure parar de consumir bebidas alcoólicas, uma vez que é sabido que o álcool piora o sono.

Valeriana
Valeriana não deve ser consumido com cerveja. Foto: Freepik

Quem está amamentando pode tomar Valeriana?

O consumo de Valeriana tanto por gestantes tanto por mulheres que estão amamentando não é recomendado.

De fato, o consumo de qualquer medicamento fitoterápico deve ser sempre informado ao médico, uma vez que pode haver interações medicamentosas entre medicamentos e até entre fitoterápicos.

Portanto, se você pretende iniciar o consumo de qualquer medicamento fitoterápico, informe seu médico sobre isso.

Uso da Valeriana para animais

Existem muitas plantas que são tóxicas para os bichinhos de estimação. Portanto, é importante saber se a planta pode ou não ser consumida pelo animal.

Do mesmo jeito que para humanos, é importante avisar o médico sobre o consumo de fitoterápicos. Assim, o médico veterinário deve ser informado.

Valeriana para gatos

No caso da Valeriana, a planta pode ser útil para acalmar gatos nervosos e estressados. De fato, a planta age sobre o Sistema Nervoso Central dos felinos, sendo uma boa opção para tratar gatos que se encontram sob estresse.

No caso dos animais, é importante adquirir um produto de uso veterinário. Assim, você terá certeza que o produto é indicado para seu bichinho.

Para gatos, o uso de Valeriana deve ser para tratamentos curtos e não tratamentos longos, já que a planta pode ser viciante.

Gatos nervosos
Valeriana pode ser utilizada em gatos com cautela. Foto: Revista Veterinária

Valeriana para cachorros

A Valerina é um excelente remédio para cachorros e pode ser indicado em casos de irritabilidade, nervosismo, ansiedade e estresse.

Em casos de situações em que há muito estresse para o cachorro, como por viagens, por exemplo, a Valeriana é bastante indicada.

Há várias formas de Valeriana disponíveis no mercado para cachorro, sendo as mais comuns os extratos líquidos e os comprimidos.

Importante citar que Valeriana não deve ser oferecida a cadelas grávidas ou em período de lactação.

E sempre, qualquer tratamento deve ser supervisionado por um médico veterinário.

Existem vários esquemas de dosagem de gotas de extrato de Valeriana para cachorros, devendo o médico veterinário indicar a melhor dosagem, em função do tamanho do cachorro.

É importante mencionar que esse artigo tem caráter informativo somente e não tem o objetivo de diagnosticar muito mansos prescrever qualquer medicamento.

Conclusão

Por ter efeitos sedativos, calmantes e promotor de sono, a Valeriana é uma planta bastante popular.

Encontrada comercialmente em diferentes formulações, pode ser consumida por chás, extrato e em comprimidos.

É importante sempre conversar com um médico sobre o consumo de fitoterápicos, uma vez que esses medicamentos podem interagir com outros.

Por último, a Valeriana também pode ser administrada com segurança para gatos e cachorros, sempre sob a supervisão de um médico veterinário.

Os efeitos nos animais de estimação da Valeriana são para controlar o estresse e a ansiedade dos bichinhos.

Estudos científicos consultados:

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