Antissépticos orais podem auxiliar no combate ao Coronavírus; entenda

Os avanços das pesquisas estão permitindo ter um novo entendimento sobre a doença e as formas de contágio bem como a prevenção

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higiene bucal
Enxaguante bucal combate coronavírus? Confira (Fonte: USP)

O Saúdelab traz para você hoje, 23/10, uma boa notícia relacionada com o combate ao coronavírus. Trata-se de uma pesquisa recente, publicada no News Medical, indicando a eficiência dos antissépticos orais na neutralização no vírus.

Acompanhe a seguir, o trabalho realizado por cientistas e médicos para saber da eficácia desse produto no organismo humano. Todavia, eles foram liderados por Craig Meyers, professor de imunologia, ginecologia e obstetrícia, do Penn State College of Medicine.

A pesquisa indicou que é possível sim, inativar a ação do Coronavírus e que ficou comprovado nos testes realizados com antissépticos orais.

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enxaguante bucal
Antissépticos orais são armas no combate ao coronavírus. (Imagem: Dentalis Software)

Os resultados apresentados indicam que tais produtos podem reduzir a carga viral do SARS-CoV-2 ou até mesmo a quantidade de vírus presente na região da boca, de forma que seja possível reduzir a contaminação.

Os estudos foram capazes de demonstrar que, realizar vários bochechos possui uma grande capacidade de neutralização do vírus, sugerindo que os produtos têm o potencial de auxiliar na redução da quantidade de vírus que pode ser transmitido por cada pessoa.

Importância da descoberta sobre os antissépticos orais

Por enquanto, a vacina não está acessível para o público em geral, pelo menos ainda não está aprovada para distribuição em massa, mas os testes em diversos países encontram-se avançados.

Pesquisas como essa reforçam que existam formas de conter a transmissão, e frear um pouco o contágio.

Antissépticos orais no combate ao coronavírus
Medidas de prevenção continua valendo (Foto divulgação internet)

No entanto, ainda não é a cura e, as medidas de prevenção, como o isolamento social, o uso das máscaras corretamente e a higienização constante das mãos continuam sendo a melhor forma de prevenção.

De acordo com Craig Meyers, pesquisador responsável pela pesquisa, enquanto não existir um método definitivo, como a vacina, é necessário buscar por métodos que possam auxiliar no controle da transmissão.

Os produtos que foram usados na pesquisa, são do dia a dia e já fazem parte da rotina de grande parte das pessoas. Dessa forma, se torna muito mais viável e muito simples o controle e a facilidade de adesão.

Entenda mais sobre o combate ao Coronavírus

As principais fontes de entrada do vírus no corpo humano são através das cavidades nasais e orais, e por isso são os pontos que necessitam de maior atenção.

No testes, utilizando uma réplica da interação viral nas cavidades orais e nasais, foram empregados uma cepa de Coronavírus humano, que é muito semelhante ao SARS-CoV-2, bem como e alguns produtos. São eles:

  • Shampoo de bebê;
  • Antissépticos orais;
  • Antissépticos com peróxido;
  • Soluções orais de diversas marcas;

Os testes de interação do vírus com os produtos foram variados em relação ao tempo:

  • Duração de 30 segundos de interação;
  • Duração de 01 minuto;
  • E duração de 02 minutos;

Resultado dos testes realizados nesse estudo

Com os envelopes com Coronavírus humano e do SARS-CoV-2, que são geneticamente parecidos, foi possível supor que uma quantidade semelhante de SARS-CoV-2 pode ser inativada ao ser exposta na solução.

Para a medição da quantidade que foi inativada, os produtos diluídos foram colocados em em contato com algumas células humanas colhidas em cultura.

E após, realizaram a contagem das células que se mantiveram vivas após a exposição, e assim foi possível analisar o percentual de inativação de cada um dos produtos.

O resultado completo da pesquisa foi publicado no Journal of Medical Virology. Veja a seguir:

  • Shampoo de bebê: %99 de inativação
  • Antissépticos orais: 99,9% de inativação
  • Antissépticos com peróxido: + de 99,99% de inativação
  • Soluções orais variadas (de diversas marcas): 99,99% de inativação

Ademais, os resultados obtidos foram animadores, mas ainda é preciso realizar novos testes e seguir com os estudos.

Mas ainda é importante destacar que os avanços das pesquisas estão permitindo ter um novo entendimento sobre a doença e as formas de contágio, bem como de prevenir o contágio e auxiliar no combate ao coronavírus.

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Fonte da pesquisa: Meyers, C., et al. (2020) Reduzindo a transmissão e disseminação do coronavírus humano. Journal of Medical Virology.

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