Comportamento suicida: OMS apresenta novas diretrizes para prevenção

O suicídio é considerado um problema de saúde pública, que atinge em média 800 mil pessoas todos os anos.

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Comportamento suicida: OMS apresenta novas diretrizes para prevenção (fonte: Holiste Psiquiatria)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou na última semana, as novas diretrizes para prevenção do comportamento suicida. O suicídio é considerado um problema de saúde pública, que atinge em média 800 mil pessoas todos os anos.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) publicou as primeiras diretrizes para a abordagem do comportamento e da ideação suicida no país.

O psiquiatra é capaz de perceber sinais de comportamento suicida e intervir rapidamente, oferecendo tratamento correto e evitando o ato autolesivo. Assim, profissionais de saúde passam a contar, a partir de agora, com um plano de ação padronizado.

O documento, redigido e elaborado pela Comissão de Emergências da ABP e está dividido em duas partes. A primeira, já divulgada, apresenta as mais recentes evidências em relação aos fatores de risco e proteção, avaliação e intervenção médica. A segunda, com previsão de lançamento ainda em 2020, e introduz o Plano de Segurança a ser adotado.

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Crie uma rede de apoio, esteja presente. Esta é a maneira mais eficiente de evitar suicídio(Imagem: Meduim.com)

Fatores de risco do comportamento suicida

São fatores de risco, ou seja, mais propensos a desencadear um comportamento suicida,  quem tem fator genético ou psicológico. Para a ABP, a ação autolesiva só é desencadeada quando há uma soma dessas características.

No novo documento, os fatores de risco são classificados em uma escala de 1 a 4, sendo 4 o índice mais elevado e provável de chegar às vias de fato e por isso, requerem maior atenção.

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É provável a pessoa chegar às vias de fato e por isso, requerem maior atenção (Fonte: Elcosturas.org)

Entre as condições que receberam a classificação 4 estão o histórico de suicídio na família, o uso abusivo de álcool e drogas, a esquizofrenia, os transtornos do humor, o transtorno de ansiedade e os distúrbios do sono.

Por outro lado, as diretrizes apontam que o uso de antidepressivos, a religiosidade, o sono regular, a confiança nas próprias habilidades de enfrentamento e resiliência como os principais redutores de risco. A ABP reforça, entretanto, que eles não anulam a necessidade de tratamento e monitoramento.

Definições de comportamento suicida

Segundo a ABP, as definições anteriores eram variáveis e imprecisas. Por isso, foram reformulados os estágios e critérios do comportamento suicida. A nova padronização contempla quatro momentos distintos:

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Qualquer comportamento suicida requer apoio e atendimento médico | Fonte – Sbait.org
  1. Ideação suicida: pensamentos recorrentes sobre querer estar morto ou pensamentos ativos sobre se matar, não acompanhados de ações preparatórias.
  2. Plano de suicídio: a pessoa toma medidas para ferir a si própria, mas é impedida de iniciar o ato por desistência ou por ação de terceiros.
  3. Tentativa de suicídio: atividade praticada e potencialmente autolesiva, associada a pelo menos alguma intenção de morrer por causa dela. Pode ou não resultar em lesão real ou gerar sequelas permanentes.
  4. Suicídio completado: ação autolesiva realizada, que resultou em fatalidade e foi associada a intenção de morrer como resultado do ato.

Como socorrer um suicida em potencial

O novo protocolo diz que qualquer comportamento suicida requer atendimento médico. O objetivo do profissional de saúde é coletar o máximo de informações sobre o histórico de saúde e psiquiátrico do paciente.

Assim como importa o estado mental atual e a natureza dos pensamentos suicidas, além dos sentimentos e os planos associados a eles.

Também é o momento de identificar fatores de risco e prevenção. Quando viável, é interessante colher as percepções dos familiares ou acompanhantes.

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Adotar um animal pode ajudar a quem apresenta comportamento suicida (Foto: Yuliya Kota)

Após o exame clínico e entrevista, o médico deve elencar os diagnósticos mais prováveis, e então prosseguir com as medidas interventivas para garantir a rápida remissão do quadro e início do tratamento.

O apoio de familiares e amigos durante todo o processo é fundamental, assim como adotar um cão ou um gato, que dependam dele.

Dessa maneira, as diretrizes da ABP reafirmam, que algumas atitudes devem ser prioridade para vislumbrar melhora do quadro de depressão.

Assim, caso essa situação aconteça com você ou alguém próximo, busque sem demora por ajuda profissional para recuperar o equilíbrio físico, emocional e mental. Afinal, zelar pelo bem estar é o mesmo que proteger e cuidar do maior tesouro, em outras palavras, a nossa saúde.

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