COVID-19: família de uma favela em Belo Horizonte não tem como lavar suas mãos

O simples ato de higienizar as mãos com sabão e água é um desafio para as pessoas que dividem somente um cômodo

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Seguir as medidas de segurança contra a COVID-19 nas favelas é mais complicado
Seguir as medidas de segurança contra a COVID-19 nas favelas é mais complicado (Imagem: Reprodução/André Cavaleiro)

Uma mãe com seus oito filhos estão impedidos de executar as ações mais simples para se protegerem da COVID-19, tal como lavar mãos com sabão e água. A família mora em uma casa localizada no bairro Taquaril, no leste da capital. O banheiro deles é totalmente improvisado, e a mãe é obrigada a sair diariamente para buscar comida.

Nesse sentido medidas de segurança, como isolamento social, bem como evitar aglomerações, são tarefas comuns em que todos temos de adaptar, ou seja, é o  “novo normal”. Entretanto, é algo difícil de executar em um lugar com somente um cômodo, tal como vive a mãe com seus filhos e ainda mais com a dificuldades econômicas.

Infelizmente, esse cenário de pessoas vivendo em condições insalubres tem sido a realidade de muitos mundo a fora e aqui no Brasil não é diferente. É um problema sanitário que diz respeito aos governantes e à sociedade como um todo. Mas então o que fazer?

Continue acompanhando e veja o que aconteceu à essa família.

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COVID-19 não faz vítimas apenas com a transmissão do vírus

Várias famílias não têm condições em casa de lavar as mãos
Várias famílias não têm condições em casa de lavar as mãos (Imagem: Reprodução/Artur Paola)

O Conjunto Taquaril é um dos aglomerados de Belo Horizonte com mais moradores por m². Fernanda da Silva, a dona de casa, acaba tendo que se virar como pode para criar seus filhos neste local e longe da COVID-19. Ela está desempregada, e sai diariamente para buscar por comida. Suas crianças acabam revezando entre a residência da avó e da mãe. A filha mais nova tem apenas cinco anos.

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O quarto, a cozinha, bem como a sala fica em um mesmo espaço. Assim, seu banheiro é totalmente improvisado. Há diversas casas dessa forma na favela, de acordo com as informações de André Cavaleiro, líder comunitário. Dessa forma, é um fato que muitas outras famílias se encontram na mesma situação. Pode até ter água na casa, entretanto, o sabão não é prioridade, a comida sim.

André e mais membros da comunidade conseguiram arrecadar doações que chegaram a R$ 2.000,00. Com isso, irão reformar o cômodo do banheiro com a ajuda de pedreiros desempregados. Em troca dos serviços, serão ofertadas cestas básicas. Quem quiser contribuir doando, mas também ajudando a comunidade de outras formas a melhorar as condições de saúde e minimizar os riscos se da COVID-19, basta acessar o site André Cavaleiro para saber mais.

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