2ª onda de COVID-19 na Europa: relação da mutação do vírus e os reflexos no Brasil

Um novo lockdown já é realidade em alguns países europeus a alguns dias

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2ª onda de COVID-19 na Europa: relação da mutação do vírus e os reflexos no Brasil (imagem: El País)

Há aproximadamente um ano o mundo recebeu a notícia dos primeiros casos confirmados do SARS-CoV-2, o novo Coronavírus. Algumas regiões dos cinco continentes conseguiram fazer um controle efetivo do contágio, entretanto, outras não obtiveram o mesmo resultado. Tanto por isso, a segunda onda de COVID-19 na Europa é uma triste realidade.

Os noticiários veem relatando um número crescente e assustador de contaminação. Assim, surge a pergunta que não quer se calar: o que realmente aconteceu para que os casos do novo Coronavírus aumentassem tão significativamente nos países europeus? Infelizmente, não há um único motivo, mas sim, vários fatores que, em conjunto, indicam esse crescimento.

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Contudo, o que está surpreendendo é a velocidade da propagação, bem parecida com os primeiros meses de pandemia que ocorreu por lá. Dessa forma, outro questionamento se mostra relevante a título de análise: como será que o Brasil vai poder se preparar ante esse possível cenário?

Segunda onda de COVID-19 na Europa é extremamente preocupante

Apenas quem está à serviço pode circular em alguns países da Europa
Apenas quem está à serviço pode circular em alguns países da Europa – Foto: Unsplash

No dia 05/11 a França registrou um novo recorde diário de contaminações, sendo 58 mil casos novos confirmados.  Até o presente momento, o país continua sendo um dos mais afetados pela pandemia europeia.

Com isso, há dias os franceses tiveram que se submeter a outro lockdown, contudo, menos rigoroso que o primeiro. Mas, mesmo assim, o país já pensa na transferência de doentes para a Alemanha.

A fim de achatar essa curva epidemiológica, autoridades locais de outras regiões instituíram novos bloqueios nas fronteiras. Não é para menos, pois o Reino Unido tem o maior índice de óbitos dentro do continente desde o começo da pandemia: aproximadamente 47 mil pessoas mortas.

Giuseppe Conte, primeiro-ministro italiano, fez o anúncio de um pacote novo de medidas no último dia 04/11. O governo quer evitar mais contágios do coronavírus. Algumas restrições incluem o lockdown parcial.

A situação em Portugal

Wesleia Souza, brasileira residente em Portugal, diz que foi um grande impacto quando Marcelo Rebelo, Presidente do país, anunciou o novo estado de emergência. “A falta de responsabilidade de algumas pessoas nos fez chegar a este ponto. Acabar com o confinamento total não quer dizer que é o fim da pandemia”, ela comenta.

Covid-19 segunda onda
Wesléia Souza relata a angústia na 2ª onda de Covid19 em Portugal (Imagem: arquivo pessoal)

O governo português afirma que não é impossível passar essa fase caótica. A opção de retomar as medidas foi uma escolha para sanar um mal maior para a população.

Quanto às restrições de circulação, em dias de semana o horário de reclusão é de 23:00 às 05:00. Já nos fins de semana, é das 13:000 às 05:00. Só podem sair cidadãos à trabalho, mas com justificativa patronal.

As medidas instauradas valem para até o dia 23 de novembro, sendo reavaliadas de 15 em 15 dias. Quanto à quem não obedecer as restrições, a punição é de multa de 500€ e até prisão em caso de reincidência.

“Não dá para criar ilusões quanto à pandemia. Estamos à espera da verdade, pois em outros países da Europa já estavam sendo reféns do COVID”, comentou Wesleia. “Há um impacto entre as pessoas, crise econômica e desempregos. Todos vivemos apreensivos e sem expectativa à procura de respostas positivas. Acreditar é essencial para termos dias melhores, porém, cada um tem que fazer sua parte”.

Ao que parece, o vírus vem sofrendo mutações
Ao que parece, o vírus vem sofrendo mutações – Foto: Unsplash

As medidas instauradas valem para até o dia 23 de novembro, sendo reavaliadas de 15 em 15 dias. Quanto à quem não obedecer as restrições, a punição é de multa de 500€ e até prisão em caso de reincidência.

“Não dá para criar ilusões quanto à pandemia. Estamos à espera da verdade, pois em outros países da Europa já estavam sendo reféns do COVID”, comentou Wesleia. “Há um impacto entre as pessoas, crise econômica e desempregos. Todos vivemos apreensivos e sem expectativa à procura de respostas positivas. Acreditar é essencial para termos dias melhores, porém, cada um tem que fazer sua parte”.

O que a segunda onda tem a ver com a mutação do vírus

A segunda onda de COVID-19 na Europa começou a ser divulgada quando um significativo aumento dos casos foi identificado. Além disso, internações e óbitos em demasia, em um curto espaço de tempo, também chamaram atenção.

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Mas, entender os reais motivos desse problema pode ser mais complicado do que se imagina. Na verdade, é um conjunto de fatores que se relacionam com:

  • Comportamento humano;
  • Número de indivíduos suscetíveis;
  • Sazonalidade da doença;
  • Imunização;
  • Mutações eventuais do vírus.

Todavia, é mais provável que essa segunda onda esteja relacionada com a combinação das ações humanas. Com o relaxamento das restrições, dado ao primeiro controle de casos, diversos europeus passaram a se reunir, bem como viajar novamente. E nem sempre faziam isso de maneira segura, respeitando o distanciamento e uso de máscaras.

Nesse ínterim, provavelmente é certo pensar que tais ações foram bastante precoces. Isso porque o vírus ainda não estava controlado realmente, permitindo que se espalhasse silenciosamente outra vez.

Medidas de restrição quanto à circulação foram tomadas pelos governos
Medidas de restrição quanto à circulação foram tomadas pelos governos – Foto: Freepik

Uma possível explicação que vem sendo disseminada para justificar a segunda onda de COVID-19 na Europa são suas mutações. Pesquisadores de uma equipe de cientistas internacionais identificou uma nova variante, oficialmente batizada de 20A.EU1.

Com as investigações feitas, os cientistas apontam que a cepa é a responsável por uma parte significativa dos novos casos europeus. Seu rastreamento alcançou trabalhadores que estavam na parte nordeste espanhola, tendo a doença se espalhado rapidamente por boa parte de toda a Europa no verão.

Como o Brasil pode se preparar para combater o problema

Pesquisadores afirmam que é bem provável que outros países também enfrentem uma nova onda de COVID-19. Contudo, o Brasil tem a situação diferenciada. Como ainda estamos vivenciando um paltô, sem queda sustentada do percentual de contaminação, não se pode saber com certeza quais as chances de vivenciarmos a segunda onda.

É provável que o Brasil tenha a segunda onda no período de transmissões mais intensa do vírus em 2021, ou seja, no inverno. Mas, caso muitas pessoas já tiverem sido infectadas, a segunda onda não deve ser forte. Uma vez que a transmissão ainda será intensa, não tem como piorar nesse sentido.

É fato que a maior parte das regiões brasileiras conseguiu controlar as taxas de contágio do novo Coronavírus. Mas, existe uma situação preocupante: as festas no fim do ano. A propagação dessa doença já está em alerta, com alguns Estados mantendo as reservas de leitos nas UTI’s. Como o período é de mais confraternizações e contatos, há um risco bem maior de transmissibilidade.

Assim, uma proposta, segundo os órgãos competentes, para que o Brasil não chegue ao nível da segunda onda de COVID-19 na Europa, é adotar o lockdown total em algumas regiões.  Dessa forma, ficará mais fácil conter as circulações do novo Coronavírus.

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