Criança de 8 anos que não se vacinou não resiste após contrair Covid-19 no Recife

Segundo a Secretaria de Saúde, o menino, que tinha comorbidades, poderia ter se vacinado desde janeiro

A pandemia de Covid-19 fez mais uma vítima no Recife, desta vez, um menino de apenas oito anos. A criança não havia recebido nenhuma dose da vacina, embora houvesse disponibilidade desde janeiro para sua faixa etária, segundo a Secretaria de Saúde (SESAU) da cidade. Saiba mais, aqui no SaúdeLAB.

Criança sem vacina morre após contrair Covid-19

A criança, que morava no Campo Grande, na Zona Norte do Recife, tinha como comorbidades a asma e diabetes e, por isso, fazia parte do grupo de risco para a doença. Entretanto, ele não recebeu a vacina.

Segundo a SESAU, a criança começou a sentir mal estar e apresentar os primeiros sintomas da doença no dia 9 de novembro. O menino, durante mais de uma semana teve tosse, febre, assim como desconforto respiratório.  Então, em 17 de novembro, foi levado a um hospital particular, sendo transferido para a UTI do Hospital Jorge de Medeiros, onde permaneceu internado três dias.

A morte por complicações da Covid-19 foi confirmada por exames laboratoriais.

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Por que é preciso vacinar crianças contra a Covid-19?

Primeiramente, a vacinação de crianças contra Covid-19 no Brasil pode impedir casos graves e mortes nesse público. Além disso, evita novas ondas de transmissões, sobretudo pelo surgimento de variantes.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)  afirmou que não se pode ignorar que crianças estão morrendo de Covid-19 no país. “O Brasil se encontra diante de hospitalizações, sequelas e mortes que são passíveis de prevenção em sua grande maioria”. Segundo a entidade, ignorar este fato, minimizar sua importância e afirmar que são aceitáveis não são atitudes esperadas das autoridades. “A sociedade espera e merece outro tipo de postura e de compromisso com a saúde das crianças e adolescentes do Brasil”, informou a SBP.

A vacina contra Covid-19

A Prefeitura do Recife atualmente, promove a vacinação contra covid-19 para bebês de seis meses a dois anos de idade com comorbidades, listadas no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da vacina.

Entre as comorbidades citadas, estão: síndrome de down, diabetes mellitus, as pneumopatias crônicas graves, anemia falciforme, doenças cardiovasculares, obesidade grave, bem como doença renal, cirrose hepática e imunossuprimidos.

“A gente pede para pais, mães, responsáveis possam fazer o agendamento das crianças que têm alguma comorbidade. É fundamental essa vacinação, que vai ser em três doses. Tem uma nova cepa circulando, além disso aumentou o número de casos”, enfatizou o prefeito de Recife, João Campos.

Ele pontuou ainda que os grupos anteriores ainda podem se vacinar, desde que as pessoas façam esses agendamentos. “Nós cobramos ao Ministério da Saúde que faça  envio de doses para as crianças que têm mais de dois anos. A gente está cobrando insistentemente, porque o Recife está pronto para vacinar, mas precisa que essas vacinas cheguem”, finalizou.

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