Daniel Guedes prova inocência em antidoping com suco de graviola

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Daniel Guedes / Foto: Yahoo Sports
Daniel Guedes prova inocência em antidoping com suco de graviola / Foto: Yahoo Sports

O jogador Daniel Guedes, do Cruzeiro, conhecido time de futebol de Belo Horizonte, conseguiu provar sua inocência das condenações do exame antidoping na ultima semana (20.09). A graviola, a fruta, teria sido a responsável por afastar o atleta dos gramados por um ano.

Daniel Guedes, que é atual lateral-direito do time mineiro, teve a substância higenamina encontrada no organismo, quando foi sorteado para realizar o exame pós jogo (antidoping), em maio do ano passado. Na ocasião, ele defendia o Goiás, em um jogo contra o CSA, pelo Campeonato Brasileiro.

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A substância encontrada no organismo de Daniel Guedes, cria um efeito similar à adrenalina e provoca vasodilatação, provocando uma alta no desempenho esportivo. Além disso, a substância está na lista dos produtos proibidos pela Agência Mundial Antidoping (WADA).

Daniel Guedes / Foto: Superesportes
Daniel Guedes prova inocência em antidoping com suco de graviola Foto: Superesportes

Em face disso o atleta foi suspenso e não pôde mais exercer a sua atividade profissional.

Desde então, Daniel Guedes começou uma corrida nos tribunais desportivos, para reverter a sua suspensão. Ele chegou a investir 300 mil reais, contratando o bioquímico L.C. Cameron, para provar sua inocência.

O caminho do especialista, portanto, via laboratório foi realizar uma forte pesquisar sobre a graviola, e as suas particularidades e similaridades com a Fruta do Conde, que comprovadamente pode produzir a “higenamina”.

Graviola e a inocência de Guedes

O pesquisador responsável por inocentar Daniel Guedes explica como foi o processo que restou por mascarar até o resultado final contra o atleta.

“Nós analisamos voluntários ingerindo uma quantidade de fruta do conde, de graviola e de mamão, e seguimos durante 72 horas o aparecimento da higenamina na urina. Então, vimos que o grupo que comeu a fruta de conde e comeu a graviola tinha rastros. Apareceu higenamina na urina e foi aí que nós construímos a defesa do Daniel Guedes”, explicou.

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Logo na primeira audiência do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD), a afirmação de que a substância ilícita veio de um suco de graviola foi considerada até uma afronta pelo relator.

Dessa forma o próprio Daniel Guedes chegou a dizer o que teria ouvido do relator, na época.

“Ele falou pra mim: Daniel, desculpa. Eu sou nordestino, filho de nordestino, e quem toma suco de graviola sabe que é suco de graviola, e eu não aceito”.

Mas, como o jogador refez todos os seus passos no que se referia a substâncias, só lhe restou lembrar que havia consumido suco de graviola, pouco antes do jogo, junto com dois de seus colegas de equipe.

Devidamente orientado, Guedes refez todos os passos e a dieta ingerida antes do jogo e do fatídico exame. A única lembrança de consumo excepcional foi exatamente um suco de graviola, ingerido pouco antes da partida. E como o fez junto dois colegas de equipe, também tinha as testemunhas desse fato.

Graviola e o caso Daniel Guedes / Foto: Reprodução internet
Graviola e o caso Daniel Guedes / Foto: Reprodução internet

Novas descobertas da WADA

Entretanto, a primeira audiência foi totalmente desfavorável aos interesses de Daniel, que perdeu por 6 votos a 0. Porém, depois das novas descobertas, ele conseguiu reverter o resultado, fazendo cessar a suspensão por 3 votos a 2.

“Melhor do que o gol, melhor do que muitos gols, do que ser artilheiro de um campeonato, melhor do que ganhar um campeonato. Só quem passa, só quem vive uma situação dessas, uma injustiça como essa, sabe o quanto é difícil enfrentar. É uma vitória, mas uma vitória muito, muito grande mesmo” comemorou o jogador.

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Por fim, depois de chamar a atenção da WADA, a pesquisa financiada pelo próprio Guedes, fez com que a agência revisasse suas regras para outros casos de doping, considerando a substância apontada.

A instituição ainda irá repetir a pesquisa, mas devido à pandemia de Covid-19, ainda não agendou as devidas providências.

Fonte: Lance

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