Dra. Marcelle Guimarães: musicoterapia é uma boa alternativa de combate ao estresse

A música realmente interfere no organismo

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Dra. Marcelle Guimarães
Dra. Marcelle Guimarães / Foto: Acervo pessoal

Ultimamente, as pessoas têm buscado terapias alternativas para combater o estresse. E hoje, a psicóloga especializada em neuropsicologia, Marcelle Guimarães fala exclusivamente à equipe do Saúdelab sobre musicoterapia.

No entanto, ao contrario do que se pensa, gostar de ouvir música ou se expressar por meio dela não é ligado a apenas a um hemisfério do cérebro mas, à conexão entre ambos. E assim, a música influencia tudo no organismo humano, desde efeitos no humor, no fluxo sanguíneo, memória, aprendizagem, entre outros.

Portanto, a apreciação da música, ritmo, melodia e letra, envolvem muitos aspectos a serem trabalhados e cada qual com seu objetivo, de forma singular respeitando a necessidade do paciente de psicoterapia.

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Dra. Marcelle Guimarães
Terapia com música / Fonte: Reprodução

Origem da musicoterapia

A musicoterapia é um tratamento alternativo que surgiu em 1944, mas já conta com dados históricos de 1500 a.C. pelos egípcios. No entanto, no século XIX, já se encontravam evidências sobre o uso e benefícios da musicoterapia no processo de fertilização feminina.

Contudo, por meio da música é possível a evocação de sentimentos e lembranças, sendo possível trabalhar com esses conteúdos e partilhar seus afetos, estimulando também a empatia. Nesse sentido, a Dra. Marcelle Guimarães explica como se dá o funcionamento da terapia com música, dentro da psicologia.

“A psicologia e a neuropsicologia entendem que durante o processo de ouvir música ou compor, ou dançar, regiões cerebrais são ativadas, tais como cerebelo, hipófise e córtex pré-frontal. Ao ser estimuladas, estas áreas auxiliam no processo de recuperação do paciente, conciliando a isso a possibilidade de elaboração afetiva expressados durante o ato (ouvir, dançar, compor)”, esclareceu a psicóloga.

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Dra. Marcelle Guimarães
Dra. Marcelle Guimarães atua na área há mais de 15 anos / Foto: Acervo pessoal

Indicações para a musicoterapia

Todavia, um dos usos mais frequentes da musicoterapia é a estimulação do vínculo mãe-filho, por meio da musicalização. Outra aplicação possível seria no tratamento de problemas como depressão e ansiedade. Uma vez que as células cerebrais são estimuladas, aumentando o nível de serotonina, melhorando o humor e a disposição.

Ainda assim, Dra. Marcelle Guimarães ressalta que “atualmente, a ciência tem encontrado muitas evidências de que a musicalidade auxilia na saúde mental dos pacientes e pode ser utilizada em qualquer processo terapêutico. Isto é, desde que o paciente goste e se deixe submeter ao processo”.

Por outro lado, a receptividade da técnica é muito subjetiva, pois não há distinção de gênero ou idade para se submeter a ela, e qualquer pessoa se beneficiará com seus efeitos.

Entretanto, existem relatos de pessoas em coma, ou com deficiências, dificuldades de aprendizado, dificuldades motoras, transtornos de humor, na saúde mental, dentre outros, que tiveram uma melhora visível, após realizar musicoterapia.

A psicóloga também conta que “a terapia inicia seu efeito no momento em que o paciente se percebe modificado por aqueles estímulos, sejam negativos ou positivos. Mas, se o objetivo for alcançar ganhos cognitivos, deve-se atentar para vários fatores como ritmo, melodia, letra, e objetivos específicos a ser estimulados”, justificou Marcelle.

Dra. Marcelle Guimarães
Estímulos cerebrais são eficazes na musicoterapia / Foto: Divulgação

Entenda como funciona a musicoterapia

Além disso, a psicóloga também ressalta que ligar uma música será terapêutico no sentido de expressão de emoções, de estimulo à empatia, entre outros. E é também muito eficaz na harmonização da saúde mental. A música associada a meditação por exemplo, auxilia no controle à respiração, sentidos, atenção. É importante pensar no que se deseja atingir.

Ela também relata que já atendeu a crianças e adultos, por meio da musicoterapia e também da arteterapia. Segundo ela, os resultados foram muito gratificantes, pois os pacientes tiveram uma evolução comprovada.

Por fim, a orientação da especialista é que as pessoas busquem algum tipo de terapia, e cuidem da saúde mental de maneira eficaz e com qualidade.

“Meditação, musicoterapia, auriculoterapia, atividades físicas, leituras, hidroginástica, ou qualquer outra atividade que o paciente tenha prazer em exercer são muito bem vindas sempre. Inclusive para o desenvolvimento do bem-estar e das habilidades sociais e físicas”, finalizou a psicóloga.

Fonte: Dra. Marcelle Guimarães

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