Fevereiro Roxo clama por qualidade de vida a portadores de doenças incuráveis

O lema da iniciativa é “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto” e atrai o olhar para o Alzheimer, lúpus e fibromialgia

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Fevereiro roxo
são muito limitantes em sua fase aguda, contudo o portador  pode ser amparado e ter uma vida com um pouco de conforto e bem estar (Foto: Andrea Piacquadio)

A campanha Fevereiro Roxo, do Ministério da Saúde, clama por qualidade de vida a portadores de doenças crônicas. O lema da iniciativa é “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto” e atrai o olhar para o Alzheimer, lúpus e fibromialgia.

As três patologias não têm cura conhecida pela medicina e são muito limitantes em sua fase aguda. Contudo, o portador pode ser amparado e ter uma vida com um pouco de conforto e bem estar em vários etapas do tratamento. Além do mais, existem recursos terapêuticos para ajudar a conviver de maneira mais tolerante com essas doenças.

doenças crônicas
A campanha quer esclarecer sobre a qualidade de vida mesmo em doentes crônicos (Imagem: Divulgação saude.df.gov.br)

A campanha, apoiada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, tem como foco compartilhar informações referentes a sintomas e tratamentos disponíveis. Além de mostrar à população que o diagnóstico precoce ajuda a manter a qualidade de vida.

Quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores as chances de resposta positiva ao tratamento dos sintomas associados, podendo até mesmo retardá-los.

Doença de Alzheimer

Atualmente, estima-se que são mais de 50 milhões de pessoas com demência no mundo. Em outras palavras, seria o equivalente a população da Colômbia ou da Coréia do Sul com déficits de memória, entre outras complicações para a saúde.

Este número praticamente irá dobrar a cada 20 anos, conforme descreve a Associação Internacional de Alzheimer. Segundo seus registros, a cada 3,2 segundos, um novo caso de demência é detectado no mundo.

A Doença de Alzheimer é a causa mais frequente de perda das funções cerebrais, por exemplo, raciocínio, linguagem, comportamento . De quase dois milhões de casos no Brasil,  cerca de 40-60% delas são de Alzheimer, conforme informações da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, em estudo feito em 2019.

Como a doença de Alzheimer é diagnosticada?

A doença é diagnosticada através de tarefas associadas às habilidades cognitivas como: memória, linguagem, pensamento abstrato, percepção visual e espacial, resolução de problemas e orientação pessoal, no tempo e no espaço.

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Na campanha Fevereiro Roxo, a intenção é alertar sobre doenças crônicas, como o Alzheimer (Foto: Instituto Alzheimer Brasil)

Além disso, possíveis mudanças no estado de humor e no comportamento do paciente podem servir de alerta, pois o Alzheimer não é somente perda de memória e outras funções do cérebro. As emoções, a personalidade, são afetadas e podem causar sintomas psiquiátricos.

Histórico de Acidente Vascular Cerebral (AVC), múltiplos infartos, depressão, deficiência de Vitamina B12, alterações de tireoide, entre outras enfermidades podem justificar o comprometimento cognitivo e as alterações do cotidiano, podem levar ao diagnóstico da Doença de Alzheimer.

A campanha Fevereiro Roxo incentiva a diagnosticar a demência para garantir que o paciente tenha tratamento, cuidados, educação familiar e planos adequados para o futuro.

Prevenção da doença e proposta de Fevereiro Roxo

Uma pessoa com Doença de Alzheimer (DA) pode viver em média entre 10 a 12 anos, podendo chegar até 20 anos, dependendo de diversos fatores.

Para prevenir o desenvolvimento da demência, segundo o Ministério da Saúde, é necessário adotar hábitos de vida saudáveis. Como orientação, sugere o controle de doenças prévias (hipertensão, diabetes, obesidade) e combater o sedentarismo, com a prática de atividade física regular.

Importante ainda evitar o tabagismo e praticar ações que estimulem a memória, como leitura e realização de novas tarefas.

O lúpus

Lúpus é uma doença de difícil diagnóstico, já que pode acometer virtualmente qualquer órgão ou tecido e se apresentar das mais variadas formas.  É considerada uma doença inflamatória autoimune, já que o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano.

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Um grande número de novas drogas têm surgido, trazendo esperança para os casos mais difíceis (Foto: CottonBro)

Muitos órgãos podem ser acometidos pela enfermidade, principalmente a pele, as juntas, os rins, os pulmões e o sistema nervoso. Estudos indicam que doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais, em pessoas de qualquer idade e sexo. Acomete dez vezes mais mulheres, principalmente, entre 20 e 45 anos.

Sintomas

Na maior parte dos casos, descobre-se que tem lúpus após uma crise desencadeada por algum desses fatores: exposição à luz solar de forma inadequada, bem como infecções que podem iniciar ou causar uma recaída da doença; uso de alguns antibióticos e de medicamentos usados para controlar convulsões e pressão alta.

Entre os sintomas da doença, fadiga, febre, dor muscular e o aumento da sensibilidade da pele ao sol, vermelhidão em áreas expostas à luz solar, assim como o aparecimento de manchas e placas vermelhas pelo corpo.

O lúpus é responsável pela famosa lesão em “asa de borboleta”, nas maçãs do rosto e em volta dos olhos, além de outros tipos de lesões cutâneas e perda de cabelo.

Igualmente artrite (dor, calor, inchaço nas juntas), rigidez matinal, ou sensação de “ferrugem” nas juntas pela manhã ou após inatividade prolongada, tromboses, dor abdominal e alterações visuais.

Fevereiro Roxo e o tratamento do lúpus

Os pacientes têm, em função da doença e do tratamento, risco maior para complicações cardiovasculares, como infarto e derrame. Recomenda-se a redução de fatores de risco como colesterol, hipertensão, sedentarismo e tabagismo.

Mesmo com os avanços recentes e estudos no tratamento, o Lúpus é uma doença crônica, potencialmente grave, que requer uma rotina de frequentes exames, visitas ao médico, hospitais, efeitos colaterais de medicações, sintomas e sequelas da doença. Isso é particularmente difícil de aceitar na juventude, faixa etária mais acometida por essa enfermidade.

A incerteza sobre seu curso, falhas no tratamento e os hormônios da inflamação colaboram para raiva, frustração, depressão, perda da esperança e da vontade de lutar. Requer acompanhamento psicológico.

Um grande número de novas drogas têm surgido, trazendo esperança para os casos mais difíceis, segundo informações do Ministério da Saúde para a campanha Fevereiro Roxo.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada, crônica e cujas crises podem durar até três meses. É acompanhada de sintomas típicos, como sono não reparador e cansaço.

Similarmente, pode vir com distúrbios do humor como ansiedade e depressão, e muitos pacientes queixam-se de alterações da concentração e de memória. Acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres adultas, conforme dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

O paciente tem uma alteração da percepção da dor. Como reduz a produção dessa substância, sente dor espontânea, de vários tipos e espalhada pelo corpo.

Alguns pacientes desenvolvem a condição após um gatilho, como uma dor localizada mal tratada, um trauma físico ou uma doença grave. Assim como o sono alterado, os problemas de humor e concentração parecem ser causados pela dor crônica, e não ao contrário.

Tratamento

O tratamento prioriza aliviar os sintomas para promover uma melhora na qualidade de vida. Apesar de não trazer deformidades ou sequelas nas articulações e músculos, os pacientes sentem muitas dores, o que atrapalha no desempenho de atividades profissionais, domésticas e até mesmo o convívio com outras pessoas.

O principal tratamento da fibromialgia é não-medicamentoso, ou seja, os cuidados do paciente consigo mesmo são mais importantes do que as medicações.

Uma das sugestões é o exercício aeróbico, onde o corpo se movimenta todo e acelera os batimentos cardíacos. Além disso, é importante entender sobre a doença, em alguns casos terapia psicológica pode ser útil, principalmente para lidar com a dor crônica.

Fevereiro roxo quer conscientizar ainda que medicações são úteis. Elas são capazes de diminuir a dor, melhorar o sono e a disposição do paciente com fibromialgia.

Por fim, resta a cada pessoa observar como se sente e avaliar possíveis sinais ou sintomas das doenças destacadas nesse Fevereiro Roxo. Não deixe de procurar ajuda profissional de médicos, terapeutas e ainda conhecer outros tratamentos possíveis como a Acupuntura, Auriculoterapia, Técnicas de relaxamento e outras, que estão à sua disposição.

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