Incêndios florestais na Região Metropolitana de BH: quatro ocorrências por horas são registradas pelos bombeiros

Um problema recorrente nas últimas semanas que preocupa autoridades

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Incêndios florestais na Região Metropolitana de BH estão ocorrendo em números exorbitantes
Incêndios florestais na Região Metropolitana de BH: quatro ocorrências por horas são registradas pelos bombeiros (Imagem: Reprodução/TV Globo)

Os incêndios florestais na Região Metropolitana de BH, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros, estão sendo registrados em massa. Só na segunda (28/09), 60 focos das queimadas ocorreram apenas em 15 horas. No município de Betim, um dos incêndios destruiu cerca de 5 hectares do Parque Florisberto Neves, logo no começo da tarde. Os bombeiros tiveram que trabalhar por 5 horas para conseguir combater todas as chamas.

A Prefeitura desta cidade informou que as chamas acabaram se alastrando por aproximadamente 20 mil m² das áreas verdes particulares, bem como 2 mil m² de áreas de preservação. O que causou essas queimadas ainda é um fato desconhecido.

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Também no município de Betim, em um local próximo do parque, os bombeiros foram acionados, tendo que deslocar quatro viaturas. O problema dessa vez foi em um bairro chamado Jardim Brasília, onde as chamas infelizmente alcançaram as proximidades de várias casas. Mas, a boa notícia é que ninguém foi atingido.

Incêndios florestais na Região Metropolitana de BH são combatidos, mas causam danos à população

Fumaça inalada causa problemas de ordem mental
Fumaça inalada causa problemas de ordem mental (Imagem: Reprodução/TV Globo)

Na capital mineira, o bairro Taquaril foi atingido por um incêndio também. Segundo informações dos Bombeiros, na madrugada de segunda (28/09) foram 7 viaturas que trabalharam para combater as chamas. A estimativa é de que 20 hectares foram atingidos por todo o fogo alastrado.

Mas, especialistas dizem que o problema dos incêndios florestais na Região Metropolitana de BH não cessa quando o fogo é apagado. Isso porque a fumaça que provém de queimadas está afetando e continuará a comprometer bastante a saúde da população. Ela agrava doenças respiratórias, tais como bronquite, asma, rinite, entre outras.

Em determinados casos, a fumaça pode provocar reações em pessoas sadias também. Isso ocorre porque partículas que estão presentes nas fumaças são formadas por compostos químicos. Estes, quando inalados, passam a afetar o sistema respiratório, o que prejudica a troca gasosa (gás carbônico/oxigênio).

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Profissionais da área da saúde dizem que tudo isso desencadeia os processos inflamatórios sistêmicos, com efeitos sobre pulmão e coração. Assim, quem mais se afeta por tais efeitos danosos é o idoso e a criança, indivíduos mais suscetíveis à problemas de ordem respiratória.

Os problemas respiratórios de pessoas saudáveis podem ser causados pelas queimadas
Os problemas respiratórios de pessoas saudáveis podem ser causados pelas queimadas (Imagem: Reprodução/Freepik)

Os sintomas que são mais comuns ocasionados por inalação da fumaça das queimadas são: respiração dificultosa, tosse seca, ardência, dores de garganta, etc. O contato direto com as fumaças também causa alergias, problemas cardiovasculares, pneumonia, bem como insuficiência respiratória.

A poluição também causa problemas de ordem mental

Não é somente os incêndios florestais na Região Metropolitana de BH que atrapalha a manutenção da boa saúde. A poluição das cidades acaba aumentando os riscos das doenças mentais também.

Mesmo os níveis menores da exposição às partículas que são poluentes ampliam o risco da mortalidade precoce. Assim, quanto maior a poluição do ar, obviamente são maiores os percentuais de mortalidade.

A poluição do ambiente aumenta cerca de 29% os riscos de se ter problemas mentais. Dessa forma, eleva também em 27% os riscos de desenvolvimento de transtorno bipolar. Os riscos de depressão alcançam 6%. Além disso, a poluição torna os indivíduos mais propensos ao desenvolvimento de deficiência visual, tal como degeneração macular.

Tanto por isso, os incêndios florestais na Região Metropolitana de BH não são simples concentrações de fogo a serem combatidos. São problemas que acarretam malefícios maiores para a população e para o meio ambiente como um todo.

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