Síndrome da apneia obstrutiva do sono: conheça mais sobre a doença, tratamentos e avanços cirúrgicos em tempos de pandemia

Uma síndrome que fraciona o período de sono e aumenta o risco de outras doenças

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A Síndrome da apneia obstrutiva do sono possui recursos bastante eficazes
A Síndrome da apneia obstrutiva do sono possui recursos bastante eficazes (Imagem: Reprodução/Dentalis)

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma obstrução incompleta ou completa da via aérea superior durante o período de sono. Esta interrupção respiratória acarreta a redução de oxigênio na corrente sanguínea, consequente, um acordar abrupto.

Tal ação ocasiona a liberação das substâncias endógenas no organismo, portanto, aumentam os riscos das doenças cerebrovasculares e cardiovasculares. Aproximadamente 30% de toda a população sofre com o mal, bem como buscam por alternativas de tratamento e procedimentos cirúrgicos.

Sendo a COVID-19, uma doença que causa infecções respiratórias, tem como um dos sintomas a dificuldade de respirar. Portanto, como fica a questão dos estudos, tratamentos e cirurgias durante o período de isolamento social e pandemia? Veja esta e outras informações na matéria que segue abaixo.

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Estudos acerca da síndrome da apneia obstrutiva do sono apontam recursos mais eficazes

O CPAP parece desconfortável, mas é um dos tratamentos mais eficazes para a síndrome
O CPAP parece desconfortável, mas é um dos tratamentos mais eficazes para a síndrome (Imagem: Reprodução/Pneumosono)

Um dos recursos mais eficazes para se reduzir a frequências das apneias moderadas, assim como as graves, é a cirurgia multinível nas vias aéreas superiores. Mas, os tratamentos variam segundo a gravidade e condições dos pacientes. Fora a cirurgia, a CPAP, ou pressão positiva contínua em vias aéreas, é um tratamento amplamente recomendado e utilizado.

Contudo, pesquisas descobriram que cerca de 50% dos indivíduos com a doença não têm a capacidade para tolerar tais terapias. Assim, as usam de forma instável ou até mesmo alcançam os resultados que permanecem abaixo do que seria ideal. Mas, em contrapartida, um estudo apresentado no Reino Unido, mostrou que aconselhamento do sono e CPAP melhoram a qualidade de vida, reduzem a sonolência autorreferida  e também a depressão.

Abordagens mais indicadas para tratar a síndrome

Entre os recursos mais indicados, seja para casos mais graves ou moderados, estão:

  • Tratamento com fonoaudiólogo – Alguns exercícios para a síndrome da apneia obstrutiva do sono podem fortalecer a musculatura que envolve a faringe, a língua, bem como a face;
  • Aparelho intraoral – O aparelho ajuda no reposicionamento da mandíbula inferior, assim, manterá as vias desobstruídas à noite. Os modelos mais eficazes se moldam a cada paciente. Dessa forma, através de engrenagens posicionadas no aparelho, ajusta-se o posicionamento até que a apneia acabe;
  • Aparelho para pressão positiva – O Aparelho de Pressão Positiva Contínua, ou CPAP, é um tratamento padronizado para esse tipo de doença. O equipamento faz com que as vias aéreas se mantenham desobstruídas através de passagem constante do ar a certa pressão. Muito embora pareça algo incômodo ter que dormir com máscara, os pacientes acabam sentindo uma melhora significativa;
  • Cirurgia – Retirar os adenoides ou as amídalas é um recurso apropriado em crianças, bem como nos casos específicos em adultos, por exemplo, quando se possui pólipos ou desvio de septo nasal. Para gravidades maiores, a indicação é de uma traqueostomia.
A obstrução da passagem de ar pode acarretar diversos outros problemas graves, inclusive relacionados à pandemia
A obstrução da passagem de ar pode acarretar diversos outros problemas graves, inclusive relacionados à pandemia (Imagem: Reprodução/Wikipedia)

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SAOS x pandemia

Hoje, quaisquer doenças precisam ser melhor controladas diante do contexto que se tem da necessidade de isolamento social por conta da pandemia. Mesmo que não haja evidência concreta que afirme que a síndrome da apneia obstrutiva do sono seja um dos fatores de risco, é preciso tomar cuidado.

Sofrer de SAOS pode acabar exacerbando a inflamação que se tem na sepse e que está relacionada à doença da COVID-19, segundo estudos organizados pelo Dr. Colin Suen em Toronto, Canadá. Diversos pacientes que apresentam a síndrome passam a ter outras complicações, pois se aumenta o risco de infecções e até mesmo de hipertensão.

Entretanto, conforme os efeitos que a pandemia causa em termos de saúde mental a longo prazo, surgem correlações. Por exemplo, alta ansiedade por conta do isolamento traz pensamentos suicidas. Em contrapartida, distúrbios do sono também podem ser fatores de risco para suicídio.

Informações levantadas por pesquisadores retratam que diversos sintomas associados à SAOS também são atribuídos frequentemente a outras diversas causas. Assim, muitos indivíduos com a síndrome acabam não percebendo que a possuem, significando que ela pode ser subdiagnosticada, bem como subtratada. Portanto, sem os tratamentos adequados, os sintomas vão persistir, incluindo as alterações no humor, exacerbadas por conta da pandemia.

Apesar de tantas incertezas nos recursos utilizados para tratar a síndrome da apneia obstrutiva do sono e a COVID-19, ambos os problemas podem obter resoluções eficazes. Melhorar a qualidade do sono certamente impactará não só na redução de distúrbios psicológicos, mas no funcionamento de todo o sistema respiratório e na qualidade de vida em geral.

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