Book Appointment Now

O celular pode estar pesando mais no seu estresse diário
O uso da internet e estresse já vinham sendo associados em pesquisas anteriores, mas um novo estudo trouxe um olhar mais preciso sobre essa relação.
Em vez de depender apenas do que as pessoas dizem fazer online, os pesquisadores acompanharam quase 1.500 adultos durante sete meses, monitorando o uso real da internet no celular e no computador.
Logo no início, os participantes responderam questionários sobre níveis de estresse. Ao longo do acompanhamento, softwares registraram quais tipos de sites e aplicativos eram acessados no dia a dia.
A partir desse cruzamento, foi possível observar tendências entre hábitos digitais e estresse percebido, sem afirmar relações de causa e efeito.
Quando o uso da internet pesa mais do que ajuda
Os dados indicam que nem toda atividade online afeta o bem-estar da mesma forma.
Em média, pessoas com níveis mais altos de estresse tendiam a passar mais tempo em redes sociais, jogos online e compras virtuais.
Esse padrão apareceu como uma associação recorrente ao longo do estudo.
Isso não significa que essas atividades sejam prejudiciais por si só. Muitas vezes, elas são usadas como tentativa de aliviar a tensão.
O problema é que, para quem já está emocionalmente sobrecarregado, esse alívio pode ser passageiro e acabar vindo acompanhado de comparação social, distração excessiva ou sensação de perda de controle.
Outro ponto observado foi que esse impacto tende a ser mais forte no uso pelo celular do que no computador. Isso pode estar ligado ao fato de o smartphone ser usado em checagens rápidas e constantes ao longo do dia, muitas vezes no automático.
Diferente do computador, que costuma ser acessado em momentos mais definidos, o celular está sempre por perto, reduzindo as pausas mentais e mantendo o cérebro em alerta quase contínuo.
Nem tudo no ambiente digital aumenta o estresse
Os resultados também mostraram que alguns usos da internet estiveram associados a menos estresse, e não ao aumento da tensão emocional.
Pessoas que passaram mais tempo em ferramentas de produtividade, como e-mails, organização de tarefas e plataformas de trabalho, relataram níveis mais baixos de estresse no dia a dia.
O mesmo foi observado entre quem consumiu notícias de forma moderada, especialmente em períodos próximos à avaliação emocional.
Nesses casos, o acesso à informação não pareceu sobrecarregar, mas ajudar na compreensão do que estava acontecendo ao redor.
Esses tipos de uso tendem a oferecer sensação de organização, informação e controle, o que ajuda a reduzir a ansiedade cotidiana e a percepção de desordem mental.
O impacto varia de pessoa para pessoa
Idade, renda e nível de estresse prévio influenciaram os resultados.
Pessoas mais jovens e aquelas que já se sentiam muito estressadas tenderam a perceber efeitos mais negativos do uso intenso da internet.
Já adultos mais velhos, em alguns casos, relataram usar jogos e entretenimento como uma forma efetiva de relaxamento.
A principal mensagem do estudo não é abandonar a internet, algo inviável hoje.
O alerta é observar padrões.
Entender melhor a relação entre uso da internet e estresse pode ajudar a ajustar hábitos digitais e proteger a saúde mental em um mundo cada vez mais conectado.
Leitura Recomendada: Por que nem todo contato próximo transmite gripe



