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A ciência identificou 5 perfis de sono — qual é o seu?
Por muito tempo, a ciência dividiu as pessoas em dois grupos quando o assunto é sono: quem acorda cedo e funciona melhor pela manhã, e quem rende mais à noite e sofre para levantar cedo.
Mas essa explicação é simples demais.
Novas evidências mostram que pessoas com horários parecidos de sono podem ser muito diferentes entre si, tanto no funcionamento do cérebro quanto na saúde física e emocional.
A análise identificou cinco perfis diferentes de relógio biológico, que ajudam a explicar por que rotinas semelhantes podem levar a desfechos tão distintos.
O relógio biológico é mais complexo do que parece
O cronotipo é a tendência natural do corpo para sentir mais disposição em determinados horários do dia. Algumas pessoas despertam cedo sem esforço; outras só engrenam à tarde ou à noite.
Esse padrão não depende só de força de vontade. Ele é influenciado por genética, hormônios, idade, exposição à luz, rotina de trabalho e hábitos modernos, como o uso excessivo de telas.
Por isso, ter horários parecidos de sono não significa, necessariamente, ter o mesmo perfil de saúde ou de funcionamento mental.
Cinco perfis diferentes de cronotipo
Entre as pessoas que costumam dormir e acordar mais tarde, os dados mostram que o impacto desse hábito pode ser muito diferente de um indivíduo para outro.
Em alguns casos, o cérebro lida bem com o horário noturno; em outros, os efeitos aparecem na saúde, no comportamento ou até no equilíbrio hormonal.
O notívago que funciona bem, mas se expõe mais a riscos
Perfil 1. Esse é o tipo de pessoa que rende melhor à noite, pensa rápido e mantém boa atenção mesmo dormindo tarde. No dia a dia, costuma ter desempenho mental preservado.
O outro lado é que esse perfil aparece com mais frequência associado a comportamentos de risco, como consumo mais elevado de álcool e maior dificuldade para controlar impulsos e emoções.
Na prática: dormir tarde, aqui, não atrapalha tanto o cérebro, mas pode pesar no comportamento.
O notívago que sente mais os efeitos na saúde
Perfil 2. Neste grupo, o horário tardio costuma caminhar junto com impactos mais claros no corpo e na saúde mental.
- sintomas de depressão
- sedentarismo
- tabagismo
- maior risco de problemas cardiovasculares, como pressão alta e diabetes
Na prática: nesse perfil, dormir tarde faz parte de um conjunto maior. O relógio biológico já funciona mais tarde, mas isso costuma vir acompanhado de outros fatores de saúde e de estilo de vida que, juntos, afetam o bem-estar.
O notívago ligado a diferenças hormonais
Perfil 3. Esse perfil apareceu com mais frequência entre homens e se associou a alterações hormonais específicas.
- problemas cardiovasculares
- alterações na próstata
- consumo mais elevado de álcool e cigarro
Na prática: nesse grupo, o horário de dormir parece estar mais ligado ao funcionamento do próprio corpo — como hormônios e características biológicas — do que apenas a hábitos de rotina ou escolhas de comportamento.
Entre quem acorda cedo, também existem dois perfis bem diferentes
Mesmo com horários matinais semelhantes, esses grupos apresentaram diferenças claras no equilíbrio emocional e na saúde.
O matutino com padrão mais equilibrado
Perfil 4. Esse é o grupo que costuma acordar cedo e apresenta, em média:
- menor consumo de álcool
- menos tabagismo
- menos associações com doenças
Apesar de alguma tendência à ansiedade leve, o quadro geral é mais favorável do ponto de vista clínico.
Na prática: acordar cedo, nesse caso, realmente caminha junto com mais equilíbrio.
O matutino que acorda cedo, mas não está protegido
Perfil 5. Esse perfil foi mais comum entre mulheres e mostrou que acordar cedo não é garantia de saúde emocional.
- sintomas depressivos
- alterações hormonais
- maior uso de medicamentos, como antidepressivos e analgésicos
Na prática: mesmo com rotina matinal, esse grupo apresentou maior vulnerabilidade emocional.
O que esses cinco tipos mostram, na prática
O relógio biológico não funciona em preto e branco. Dormir cedo ou tarde, por si só, não define se alguém terá mais saúde, mais energia ou mais equilíbrio emocional.
O que faz diferença é como o corpo e o cérebro se organizam em torno desse horário — e isso varia muito de pessoa para pessoa.
Esses padrões começam cedo
As mesmas diferenças de cronotipo também aparecem em crianças e adolescentes. Isso indica que o relógio biológico começa a se organizar ainda cedo na vida, muito antes de doenças se manifestarem.
O cronotipo pode funcionar como um sinal precoce de como o cérebro e o comportamento tendem a se estruturar ao longo dos anos.
Crédito da pesquisa: estudo liderado pela Universidade McGill, publicado na revista Nature Communications.
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