Tecnologia cria implante cerebral que pode ajudar em epilepsia e memória

Imagine um implante tão fino quanto uma agulha, capaz de “escutar” o cérebro e agir apenas onde é necessário. Sem interferir em áreas saudáveis. Sem tratar o cérebro inteiro quando o problema está concentrado em um ponto específico.

Essa é a proposta de um novo implante cerebral ultrafino desenvolvido por pesquisadores europeus.

A tecnologia ainda está em fase experimental, mas aponta para um futuro em que o tratamento de doenças neurológicas, como epilepsia, distúrbios de memória e alterações ligadas à tomada de decisão, pode se tornar muito mais preciso.

Hoje, muitos medicamentos que atuam no cérebro acabam afetando várias regiões ao mesmo tempo. Isso pode ajudar, mas também traz efeitos colaterais importantes.

A ideia por trás desse implante é justamente fazer o contrário. O objetivo é observar melhor o cérebro e intervir apenas onde faz diferença.

O que torna esse implante diferente

Grande parte dos implantes usados hoje consegue medir ou estimular o cérebro em apenas um ponto, geralmente na ponta do dispositivo.

O problema é que o cérebro não funciona em partes isoladas.

Funções como memória, decisões e crises epilépticas dependem da comunicação entre diferentes camadas e regiões profundas.

O novo implante foi criado para acompanhar essa dinâmica.

Ele é um fio extremamente fino e flexível, que atravessa várias camadas do cérebro e consegue registrar sinais elétricos ao longo de todo o seu comprimento.

Além disso, o mesmo dispositivo pode liberar pequenas quantidades de substâncias em pontos específicos.

Na prática, isso abre caminho para intervenções mais localizadas e controladas — algo especialmente importante quando se trata do cérebro.

Menos agressivo ao cérebro

Implantes cerebrais tradicionais costumam ser rígidos e podem causar inflamações com o tempo.

Esse novo dispositivo foi desenvolvido para reduzir esse risco.

Ele é ultrafino, flexível e se adapta aos movimentos naturais do cérebro, o que diminui danos ao tecido.

Nos testes com animais, um único implante conseguiu registrar sinais cerebrais, estimular neurônios e liberar substâncias em diferentes regiões, sem causar desconforto aparente.

Foi possível acompanhar áreas ligadas à memória e também ao controle de crises epilépticas.

O que isso pode significar

Embora ainda não esteja perto de ser usado em pessoas, o implante reforça uma tendência importante na neurologia: tratamentos mais precisos, capazes de agir apenas nas áreas afetadas, com menor risco de efeitos colaterais.

O estudo foi publicado na revista científica Advanced Science.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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