Book Appointment Now

Por que a imunoterapia falha em alguns pacientes com câncer?
A imunoterapia transformou o tratamento do câncer ao ensinar o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar tumores. Para muitos pacientes, isso representa uma nova chance.
Mas nem sempre funciona.
Uma das maiores frustrações na oncologia hoje é ver que parte dos pacientes simplesmente não responde ao tratamento, ou até responde no início, mas perde o efeito com o tempo.
Quando isso acontece, as opções ficam mais limitadas.
Por que a imunoterapia falha em alguns casos?
A resposta pode não estar apenas no tumor, mas dentro das próprias células de defesa.
Cientistas identificaram um “freio interno” no sistema imunológico.
Esse mecanismo, conhecido como SLAMF6, limita a ação das células responsáveis por atacar o câncer — mesmo durante o tratamento.
Um freio que o tumor não controla
A maioria das imunoterapias atuais funciona retirando bloqueios que o próprio tumor cria para escapar do sistema imunológico.
O que os pesquisadores descobriram agora é diferente. Existe também um freio que vem de dentro das próprias células de defesa.
Essa molécula reduz a força do ataque contra o câncer e acelera o desgaste das células T, que são fundamentais na resposta contra o tumor.
Em outras palavras, mesmo quando o tratamento tenta estimular o sistema imune, esse freio interno pode continuar limitando a resposta.
A tentativa de desativar esse bloqueio
Para enfrentar esse obstáculo, os cientistas desenvolveram anticorpos capazes de neutralizar o SLAMF6.
Nos testes feitos em laboratório e em camundongos, o bloqueio desse freio deixou as células de defesa mais ativas e melhor preparadas para atacar os tumores.
Os resultados ainda precisam ser confirmados em pessoas, mas os pesquisadores acreditam que essa estratégia pode ajudar principalmente quem não responde aos tratamentos atuais com PD1 ou PDL1.
Agora, a equipe se prepara para iniciar os primeiros estudos clínicos para avaliar segurança e eficácia.
Ainda não se trata de uma nova terapia disponível. Mas identificar um obstáculo que até então passava despercebido pode abrir espaço para tornar a imunoterapia mais eficaz no futuro.
O estudo foi publicado na revista científica Nature.
Leitura Recomendada: O detalhe no quarto que ajuda idosos a dormir melhor e proteger o coração



