O que o jamelão fez nos exames de quem tem diabetes

Quem já caminhou por ruas arborizadas no Brasil provavelmente viu o chão manchado de roxo. É época de jamelão, também chamado de jambolão (Syzygium jambolanum), uma fruta que há décadas aparece em chás e receitas caseiras associadas ao controle do açúcar no sangue.

Mas o que acontece quando essa tradição popular é colocada à prova em exames laboratoriais?

Um estudo recente acompanhou pessoas com diabetes e observou algo interessante. Quem utilizou extrato de jambolão apresentou melhora significativa em indicadores importantes da doença.

Jamelão e glicose: o que realmente mudou

Entre os principais resultados, houve redução da glicose em jejum, que é aquele valor medido logo cedo no exame de sangue.

Também foi observada melhora da hemoglobina glicada, um dos parâmetros mais relevantes para avaliar o controle do diabetes ao longo dos meses.

E não ficou apenas nisso.

Os exames também indicaram melhora no colesterol, nas enzimas do fígado e em marcadores ligados à função dos rins.

Em outras palavras, os efeitos não pareceram se limitar ao açúcar no sangue, mas envolver diferentes aspectos do metabolismo.

Isso é relevante porque o diabetes não impacta apenas a glicose. Ao longo do tempo, pode afetar vasos sanguíneos, rins, fígado e outros órgãos.

Melhorar vários marcadores ao mesmo tempo pode ter implicações importantes para a saúde metabólica como um todo.

Por que isso pode acontecer?

O jamelão é rico em compostos antioxidantes, que são substâncias que ajudam a neutralizar o excesso de radicais livres no organismo.

Esse desequilíbrio, conhecido como estresse oxidativo, costuma estar aumentado em pessoas com diabetes e pode prejudicar células importantes para o controle da glicose.

Os pesquisadores sugerem que o extrato da planta pode ajudar a preservar as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

Também há indícios de melhora na ação desse hormônio no organismo.

Na prática, isso significa que o possível benefício não estaria apenas em “baixar a glicose”, mas em favorecer um funcionamento metabólico mais equilibrado.

O que isso significa na prática?

É importante destacar que o estudo não propõe substituir medicamentos ou acompanhamento médico.

O tratamento do diabetes continua baseado em orientação profissional, alimentação adequada e, quando necessário, uso de fármacos.

Os dados sugerem, porém, que o jamelão pode atuar como complemento dentro de uma estratégia integrada de cuidado — algo que ainda precisa ser confirmado por pesquisas maiores.

O trabalho foi publicado em um periódico científico da Bentham Science Publishers e reforça a importância de investigar, com critérios científicos, práticas populares que já fazem parte da cultura brasileira.

Ainda não é uma solução definitiva. Mas os resultados ajudam a entender por que essa fruta desperta interesse há tanto tempo quando o assunto é controle da glicose.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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