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Atestado médico em papel ainda vale? O que é fato e o que é boato
Nos últimos meses, redes sociais e aplicativos de mensagens passaram a concentrar publicações que afirmam que atestados médicos em papel deixariam de ter validade. Segundo essas mensagens, empregadores passariam a aceitar apenas documentos digitais, sob a justificativa de que o formato impresso não teria mais reconhecimento pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A informação, no entanto, é falsa.
Os atestados médicos em papel continuam válidos em todo o país.
Não existe, até o momento, nenhuma lei ou norma em vigor que invalide documentos impressos emitidos por médicos.
Atestados médicos em papel seguem válidos
Atestados emitidos em papel, devidamente assinados por médicos, mantêm valor legal e podem ser apresentados para justificar faltas no trabalho, na escola ou em outras situações formais.
Empresas e instituições não podem recusar um atestado apenas por ele não ser digital.
Em nota, o Conselho Federal de Medicina esclareceu que “atestados médicos físicos (em papel) e digitais seguem válidos e plenamente aceitos em todo o território nacional” e reforçou que não houve qualquer mudança na legislação que determine a emissão exclusiva de atestados por meio digital.
De onde surgiu a confusão
A desinformação teve origem em uma resolução publicada pelo CFM em 2024, que instituiu a plataforma Atesta CFM, criada para centralizar a emissão e validação de atestados médicos digitais.
A proposta tinha como objetivo reduzir fraudes e facilitar a verificação dos documentos.
A redação da norma, porém, gerou interpretações de que apenas atestados emitidos pela plataforma seriam aceitos no futuro.
A medida foi questionada judicialmente e acabou suspensa.
Com isso, a plataforma não entrou em funcionamento e nenhuma nova obrigação passou a valer para médicos, trabalhadores ou empregadores.
O que previa o atestado médico digital
O sistema previa validação eletrônica dos documentos, dispensando carimbos e papel timbrado, além de reduzir o risco de falsificações.
Em locais sem acesso à internet, o médico poderia imprimir o atestado com um código de segurança para posterior registro no sistema.
O próprio Conselho Federal de Medicina reconheceu que a digitalização não eliminaria o uso do papel, funcionando apenas como uma alternativa ao modelo tradicional.
O que vale, na prática, em 2026
Enquanto a plataforma segue suspensa e não há mudança na legislação, a regra permanece a mesma em todo o país: atestados médicos em papel e digitais continuam válidos em 2026.
A recomendação é verificar informações em fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos alarmistas.
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