Estudo mostra que esse tempo de exercício já provoca efeitos contra o câncer

Bastam alguns minutos de exercício intenso para que o corpo comece a reagir de forma profunda. Um estudo publicado no International Journal of Cancer mostrou que exercício físico e câncer de cólon (um dos tipos mais comuns de câncer do intestino) estão ligados por mecanismos biológicos reais.

Logo após uma sessão curta de atividade física, o sangue passa a carregar substâncias capazes de estimular o reparo do DNA e reduzir sinais associados ao crescimento de células de câncer de cólon em laboratório.

A descoberta ajuda a explicar por que pessoas fisicamente ativas costumam apresentar menor risco da doença e melhores respostas ao tratamento.

Mais do que um efeito de longo prazo, o impacto do exercício começa quase imediatamente após o esforço físico.

O que os cientistas analisaram

Os pesquisadores acompanharam adultos que realizaram um exercício breve e intenso em bicicleta ergométrica, com duração média de cerca de 10 minutos, até o limite do esforço.

Amostras de sangue foram coletadas antes e logo após a atividade.

Esse sangue, modificado pelo exercício, foi então colocado em contato com células de câncer de cólon cultivadas em laboratório.

O objetivo era observar como essas células reagiriam ao ambiente criado pelo organismo após o esforço físico.

As células expostas ao soro pós-exercício conseguiram reparar mais rapidamente danos no DNA, um fator essencial para evitar mutações perigosas.

Também houve redução de sinais ligados à multiplicação celular, indicando um comportamento menos agressivo.

O que muda no corpo após o exercício

Quando a pessoa se exercita, mesmo por pouco tempo, o organismo entra em um estado de ativação.

O metabolismo acelera e diversas moléculas são liberadas na corrente sanguínea.

Entre elas está a interleucina-6, que, nesse contexto do exercício, apresentou efeitos associados à proteção celular, junto a outras proteínas ligadas à resposta metabólica e inflamatória.

Essas substâncias ajudam a manter o DNA mais estável e o funcionamento celular mais equilibrado, criando um ambiente menos favorável ao avanço do câncer.

Não é cura, mas é um efeito real

É importante deixar claro que a atividade física não representa uma solução milagrosa contra o câncer de cólon.

O exercício não substitui exames, acompanhamento médico ou tratamentos como cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

Ainda assim, o estudo reforça que mexer o corpo ativa mecanismos internos de defesa, mesmo após sessões curtas, desde que respeitados os limites individuais.

A ciência deixa cada vez mais claro que o movimento é um aliado real da saúde.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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