Fígado em risco? Estudo aponta outro vilão na dieta

Durante muito tempo, o carboidrato ocupou o papel de vilão número um da alimentação. Pão, arroz e massas passaram a ser evitados por quem busca emagrecer ou melhorar a saúde. Mas evidências recentes indicam que o excesso de gordura (especialmente a saturada) pode representar um risco ainda maior para o fígado.

Em uma pesquisa recente, dietas com alto teor de gordura estiveram associadas a ganho expressivo de peso, aumento da glicose no sangue e acúmulo de gordura no fígado.

Os sinais de que o fígado estava sendo sobrecarregado apareceram rapidamente, em poucas semanas.

Houve aumento da glicose no sangue e indícios de que o órgão já não estava funcionando de forma equilibrada.

Também foi registrado crescimento nos níveis de triglicerídeos, um tipo de gordura no sangue associado a maior risco de problemas cardiovasculares.

Além disso, surgiram sinais de inflamação persistente e acúmulo de gordura no próprio fígado — um quadro que, quando se mantém ao longo do tempo, pode evoluir para doenças hepáticas.

Os efeitos foram mais intensos nas dietas com maior concentração de gordura, especialmente nos padrões semelhantes à dieta cetogênica tradicional quando baseada em grande quantidade de gordura saturada.

Onde entra a gordura nesse cenário?

A gordura saturada está presente principalmente em carnes muito gordas, embutidos, manteiga, frituras e diversos produtos ultraprocessados.

Quando consumida em excesso e de forma contínua, ela pode sobrecarregar o metabolismo e favorecer o acúmulo de gordura no fígado.

E o papel do carboidrato?

Uma alimentação com maior proporção de carboidratos não apresentou o mesmo grau de dano hepático observado nas dietas ricas em gordura.

Isso não significa que carboidratos refinados, como pão branco, massas comuns e açúcar, sejam inofensivos.

O consumo exagerado continua associado a desequilíbrios metabólicos.

Ainda assim, nas condições avaliadas, o fígado pareceu sofrer mais quando a gordura saturada foi o principal componente da dieta.

O padrão alimentar mais equilibrado

O melhor desempenho geral apareceu na alimentação baseada em grãos integrais.

Arroz integral, aveia e outros cereais menos processados estiveram associados a menor ganho de peso e indicadores metabólicos mais favoráveis.

Quando os pesquisadores adicionaram fibras às dietas mais ricas em gordura, parte dos efeitos negativos diminuiu.

Houve mais estabilidade no peso e melhora em marcadores metabólicos.

E a inclusão das fibras não impediu que o corpo continuasse usando gordura como principal fonte de energia — mecanismo explorado em abordagens como a dieta cetogênica terapêutica.

O que isso significa?

Dietas extremas costumam ter custo para o organismo.

Apostar em padrões alimentares muito ricos em gordura, especialmente sem orientação profissional, pode trazer riscos reais ao fígado.

Demonizar apenas o carboidrato simplifica uma questão complexa. Qualidade dos alimentos, equilíbrio e variedade seguem sendo pilares importantes para a saúde metabólica.

O estudo citado foi conduzido em modelo animal e publicado na revista científica The Journal of Nutrition, reforçando evidências que ajudam a entender melhor os efeitos de dietas desequilibradas sobre o fígado.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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