O que aconteceu quando testaram magnésio na pré-diabetes

Para quem vive com pré-diabetes, qualquer pequena mudança nos exames pode fazer diferença. E um mineral bastante conhecido pode ter algum papel nisso.

O magnésio, que participa de várias funções do organismo, está envolvido também nos mecanismos que ajudam o corpo a lidar com a glicose.

Em idosos, a deficiência desse nutriente é relativamente comum, o que levanta uma pergunta direta: será que corrigir essa falta pode melhorar os níveis de açúcar no sangue?

Foi essa a hipótese investigada por pesquisadores que acompanharam idosos com pré-diabetes e baixos níveis de magnésio por cerca de quatro meses.

Parte dos participantes tomou cápsulas de magnésio todos os dias. A outra parte recebeu cápsulas iguais, mas sem o mineral (usadas apenas para comparação).

Depois de quatro meses, quem tomou magnésio apresentou aumento nos níveis do nutriente no sangue.

Além disso, houve uma pequena queda na glicose medida em jejum, em comparação com o grupo que não recebeu o suplemento.

Essa redução foi discreta, mas consistente nos resultados.

Quando os pesquisadores analisaram um exame que mostra a média da glicose ao longo de vários meses — a hemoglobina glicada — não encontraram diferença entre os dois grupos.

Isso sugere que o efeito ficou restrito ao valor da glicose em jejum e não indicou uma melhora mais ampla no controle do açúcar no sangue durante o período analisado.

O que isso realmente significa?

O estudo foi relativamente pequeno e teve duração curta. Além disso, o benefício apareceu em idosos que já tinham deficiência de magnésio.

Não se trata, portanto, de uma recomendação geral de suplementação para todas as pessoas com pré-diabetes.

Os pesquisadores também observaram mudanças em algumas substâncias do sangue ligadas ao metabolismo e à resistência à insulina.

Mas essa parte do estudo foi inicial. Esses achados ajudam a levantar novas hipóteses, mas não são suficientes para afirmar que o magnésio traga benefícios metabólicos mais amplos.

Vale a pena considerar?

Corrigir uma deficiência nutricional pode trazer algum impacto quando ela está ligada ao problema em questão.

Mas a pré-diabetes é uma condição multifatorial, que envolve alimentação, peso corporal, atividade física e predisposição genética.

Um suplemento isolado dificilmente muda o cenário sozinho.

Para idosos com deficiência comprovada de magnésio, a suplementação pode ser considerada como estratégia complementar, com orientação médica.

Mas ela não substitui mudanças no estilo de vida nem acompanhamento regular.

Pesquisas maiores e com acompanhamento mais longo ainda são necessárias para esclarecer se essa redução isolada da glicose em jejum pode, de fato, reduzir o risco de evolução para diabetes tipo 2.

O estudo foi publicado na revista científica Frontiers in Nutrition.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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