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Você só precisa de 3 minutos para reduzir estresse (e não é meditação)
Poucos minutos na natureza já reduzem estresse e alteram a atividade cerebral, mostra revisão científica.
Entre notificações, trânsito e excesso de informação, o cérebro moderno passa o dia em alerta constante. Mas algo curioso acontece quando você passa alguns minutos diante de árvores, água corrente ou até um simples pedaço de céu aberto.
A mente desacelera, e não é só impressão.
Uma grande revisão científica que reuniu mais de 100 estudos com imagens do cérebro identificou um padrão.
O contato com ambientes naturais ativa mecanismos associados à redução do estresse, melhora da atenção e diminuição daqueles pensamentos que ficam girando sem parar na cabeça.
Os pesquisadores buscaram justamente entender, com mais precisão, o que acontece dentro do cérebro quando nos aproximamos da natureza.
O que acontece no cérebro
O primeiro efeito é sensorial.
A natureza apresenta padrões visuais repetitivos, chamados fractais, que exigem menos esforço de processamento do que a poluição visual das cidades e das telas.
Quando essa carga diminui, o corpo sai gradualmente do modo de alerta:
- A frequência cardíaca desacelera;
- A respiração se aprofunda;
- Áreas cerebrais ligadas à ameaça reduzem a atividade.
Em seguida, a atenção muda de padrão.
Em vez do foco forçado das tarefas diárias, surge um estado mais espontâneo e restaurador.
A mente continua ativa, mas com menos esforço.
Outro efeito importante é a redução da ruminação mental, aqueles pensamentos que giram sem parar.
Redes cerebrais associadas ao excesso de autoanálise ficam menos ativadas em ambientes naturais.
Não é parar de pensar. É parar de pensar demais.
Três minutos já contam
A exposição não precisa ser extrema.
Trilhas, parques urbanos, plantas dentro de casa e até imagens de paisagens naturais podem provocar mudanças mensuráveis na atividade cerebral.
Em alguns estudos, cerca de três minutos já foram suficientes para detectar alterações.
Experiências mais longas tendem a prolongar os efeitos.
Mais que relaxamento
Os dados ajudam a explicar por que apenas reduzir o tempo de tela não produz o mesmo impacto.
O cérebro não precisa só de menos estímulos digitais. Ele responde de maneira diferente aos estímulos naturais.
A revisão também reforça iniciativas de planejamento urbano com áreas verdes e estratégias de prescrição social, nas quais profissionais de saúde recomendam tempo ao ar livre como complemento ao cuidado com o bem-estar.
Além disso, pesquisas indicam que pessoas mais conectadas à natureza tendem a adotar comportamentos mais sustentáveis, sugerindo que o cuidado com o ambiente e com a saúde mental podem caminhar juntos.
O estudo foi publicado na revista científica Neuroscience and Biobehavioral Reviews.
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