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Nem pouco, nem muito: o tempo de sono que pode fazer diferença
Dormir bem não é apenas descansar. O hábito também pode influenciar o equilíbrio do açúcar no sangue.
Um novo estudo com milhares de adultos sugere que existe um tempo de descanso que parece mais favorável ao metabolismo.
A análise indica que dormir por volta de 7 horas e 18 minutos por noite esteve associado a menor risco de resistência à insulina, condição que costuma anteceder o diabetes tipo 2.
A descoberta ajuda a responder uma dúvida comum: afinal, quantas horas dormir por noite fazem diferença para a saúde metabólica?
Os pesquisadores analisaram dados de mais de 23 mil adultos entre 20 e 80 anos a partir de um grande banco de saúde populacional dos Estados Unidos.
Para estimar o risco metabólico, foi usado um indicador que mostra o quão bem o organismo consegue lidar com a glicose no sangue. Quanto maior esse índice, melhor.
O tempo de sono que parece favorecer o metabolismo
Quando os pesquisadores compararam o tempo de sono com os sinais de saúde metabólica, surgiu um padrão fácil de entender. Existe um ponto de equilíbrio.
Na prática, quem dormia menos de cerca de 7 horas tendia a apresentar indicadores metabólicos piores.
Esses sinais melhoravam conforme o tempo de sono se aproximava da faixa ideal.
Mas esse benefício não cresce sem limite. A partir de certo ponto, dormir mais horas também passou a se associar a resultados menos favoráveis. Um efeito mais visível entre mulheres e pessoas de 40 a 59 anos.
Em outras palavras, tanto dormir pouco quanto dormir demais parece tirar o corpo da zona de melhor equilíbrio metabólico.
Compensar o sono no fim de semana ajuda?
O estudo também analisou um hábito comum, que é dormir mais no fim de semana para recuperar noites mal dormidas.
Entre pessoas que dormiam menos do que o ideal durante a semana, recuperar entre 1 e 2 horas no fim de semana esteve associado a indicadores metabólicos um pouco melhores.
Já para quem já dormia acima do ponto considerado ideal, acrescentar mais de 2 horas extras no fim de semana apareceu ligado a um perfil metabólico menos favorável.
Isso sugere que dormir um pouco mais no fim de semana pode ajudar quem realmente dorme pouco durante a semana, mas não parece trazer vantagem para quem já tem um sono adequado.
Para quem ainda se pergunta quantas horas dormir por noite, os dados reforçam a importância de manter regularidade ao longo da semana.
O que dá — e o que não dá — para concluir
Os próprios autores fazem um alerta importante. O estudo é observacional.
Isso quer dizer que o estudo encontrou uma relação entre sono e metabolismo, mas não pode provar que dormir mais ou menos seja a causa direta dessas mudanças.
Além disso, as horas de sono foram informadas pelos próprios participantes, o que pode trazer alguma imprecisão.
Ainda assim, o conjunto dos dados reforça uma mensagem prática. O sono faz parte do equilíbrio metabólico do corpo.
Manter uma rotina regular (próxima da faixa de 7 horas por noite) pode ser um dos hábitos que ajudam a proteger a saúde ao longo do tempo.
O estudo foi publicado na BMJ Open Diabetes Research & Care.
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