O que fica faltando ao emagrecer com remédio

Os medicamentos usados hoje para tratar a obesidade, como as chamadas canetas emagrecedoras à base de GLP-1, mudaram o jogo do emagrecimento. Eles ajudam a perder peso e a manter os resultados.

Mas um estudo publicado na Sports Medicine deixa um alerta importante. Emagrecer com remédio, sem exercício, não garante mais fôlego, força ou disposição no dia a dia.

O que o estudo analisou

Pesquisadores acompanharam cerca de 200 adultos com obesidade por um ano, após uma fase inicial de dieta rigorosa. Depois disso, os participantes foram divididos em quatro grupos:

  • quem manteve a rotina habitual;
  • quem passou a se exercitar;
  • quem usou liraglutida;
  • quem combinou exercício com o medicamento.

A pergunta era simples e prática: o que acontece com o corpo quando a pessoa emagrece com ou sem exercício?

Peso menor não significa corpo mais preparado

Todos começaram o acompanhamento mais leves, o que já reduziu a sobrecarga nas articulações. Mas, ao longo do tempo, a diferença ficou clara.

Quem praticou exercício regularmente apresentou melhora real no condicionamento físico. Subir escadas ficou mais fácil, o fôlego aumentou e o corpo passou a lidar melhor com os esforços do dia a dia.

Já entre os participantes que usaram apenas o medicamento, o peso caiu, mas o preparo físico praticamente não mudou.

Um teste simples que diz muito

Subir escadas parece algo banal, mas exige força nas pernas, equilíbrio e fôlego. Foi esse movimento simples que escancarou a diferença entre quem emagreceu só com remédio e quem também se exercitou.

Após um ano:

  • quem combinou exercício com liraglutida subiu e desceu a escada até 9% mais rápido;
  • quem fez apenas exercício teve um desempenho muito parecido;
  • quem usou só o medicamento praticamente não mudou.

Na prática, isso se traduz em mais autonomia para tarefas comuns, como subir escadas, caminhar por mais tempo ou carregar compras sem cansaço excessivo.

Fôlego melhora com movimento, não com remédio

Perder peso alivia o corpo, mas não basta para melhorar o preparo físico. O exercício foi o fator decisivo para aumentar o condicionamento cardiorrespiratório, indicador diretamente ligado à saúde do coração e à longevidade.

Mesmo mais leves, os participantes que usaram apenas o medicamento não apresentaram melhora relevante no fôlego. Sem estímulo físico, o sistema cardiovascular simplesmente não evolui.

E a força muscular, ela se perde?

Esse é um medo comum de quem usa remédios para emagrecer, mas a pesquisa traz uma boa notícia. A força muscular foi preservada, inclusive entre quem usou apenas o medicamento.

Como o corpo ficou mais leve, a força relativa até aumentou. Ainda assim, os pesquisadores apontam que exercícios específicos poderiam gerar ganhos ainda maiores.

O que isso significa no dia a dia

Os resultados reforçam que remédios ajudam a emagrecer, mas não substituem o exercício. Sem movimento, a pessoa pode até perder peso, mas continua com baixo preparo físico.

Com exercício, o corpo se torna mais eficiente, mais resistente e mais preparado para envelhecer bem. Para quem busca saúde de verdade, a combinação continua sendo o melhor caminho.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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