Pet após os 50: benefícios reais e um alerta importante

Um cachorro esperando para passear ou um gato fazendo companhia no fim do dia pode ter um impacto maior na saúde do que muita gente imagina, especialmente depois dos 50 anos.

Um levantamento feito nos Estados Unidos com pessoas nessa faixa etária indica que a convivência com animais de estimação está associada a mais sensação de propósito, menos estresse e maior conexão social.

Embora os dados sejam norte-americanos, o tema dialoga com a realidade brasileira.

O país está envelhecendo rapidamente e também ocupa a terceira posição no ranking mundial de população de pets, segundo o Instituto Pet Brasil.

Ou seja, falar sobre envelhecimento e companhia animal faz cada vez mais sentido por aqui.

Mas os próprios dados da pesquisa revelam um contraste. Ao mesmo tempo em que o vínculo emocional se fortalece, o custo de manter um pet tem pesado cada vez mais no orçamento.

Pet após os 50: companhia que faz diferença

Entre os participantes da pesquisa, a maioria dos tutores relatou que o animal dá mais sentido à vida e ajuda a manter vínculos, algo relevante em uma fase em que a solidão tende a crescer.

Também aparecem relatos de redução do estresse e de mais movimento no dia a dia, especialmente entre quem tem cães.

A rotina de passeios, cuidados e interação acaba funcionando como estímulo físico e emocional.

Cães e gatos seguem como os companheiros mais comuns nessa faixa etária. Para muitos, o pet deixa de ser apenas um animal de estimação e passa a ocupar um espaço central na rotina.

Nem tudo é tão simples

Embora muitos participantes associem o pet a mais bem-estar, os dados indicam que esse impacto não é igual para todos.

Nem todos relatam melhora no enfrentamento de sintomas físicos ou emocionais, por exemplo.

Isso reforça que, apesar de importantes, os animais não substituem cuidados médicos, apoio familiar ou outras formas de suporte.

Ou seja, a companhia ajuda, mas não resolve tudo.

O obstáculo financeiro

O custo também pesa nessa equação.

Na pesquisa realizada nos Estados Unidos, muitos tutores disseram que gastos com ração, veterinário e imprevistos comprometem o orçamento.

O dinheiro, inclusive, aparece entre os principais motivos de quem gostaria de ter um pet, mas não tem.

Embora os dados sejam americanos, a questão é familiar ao Brasil.

Com o custo de vida pressionando as famílias (e despesas de saúde aumentando na maturidade) manter um animal pode se tornar inviável para parte da população.

Surge, então, um paradoxo. Quem poderia se beneficiar mais da companhia de um pet, como pessoas que enfrentam solidão, muitas vezes encontra mais barreiras financeiras.

Ainda assim, especialistas lembram que não é preciso ter um animal em casa para sentir parte desses efeitos. Passear com o cachorro de um amigo ou cuidar do pet de um vizinho já pode ajudar.

No fim, a companhia pode fazer bem, mas ela também tem custo.

A pesquisa foi conduzida pela Universidade de Michigan e divulgada pela Michigan Medicine.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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