Quer melhorar a resistência física? O cérebro pode ser parte da resposta

Você começa a caminhar. No início, tudo cansa. As pernas pesam, o fôlego falha, o ritmo parece impossível de manter.

Algumas semanas depois, algo muda. O mesmo percurso já não parece tão difícil. Você aguenta mais. Corre um pouco mais rápido. Recupera o ar com menos sofrimento.

Não é só o músculo que está mais forte.

Evidências recentes indicam que o cérebro pode ter um papel importante nessa evolução.

Resistência física: o cérebro continua ativo mesmo depois que o treino termina

Quando você encerra o exercício, pode parecer que tudo “desliga”. Mas não é bem assim.

Pesquisadores observaram, em estudos com animais, que uma região específica do cérebro ligada ao controle do uso de energia fica mais ativa durante a atividade física.

E essa ativação continua por um tempo mesmo após o fim do esforço.

Ou seja, enquanto o corpo descansa, o cérebro segue trabalhando.

A hipótese é que essa atividade ajude o organismo a usar melhor a energia armazenada e a se recuperar de forma mais eficiente. Com o passar dos dias, essa resposta se intensifica — e a resistência aumenta.

Parte da adaptação acontece no descanso

Um dado chamou atenção dos cientistas: quando bloquearam essa atividade cerebral logo após o exercício, os ganhos de resistência deixaram de acontecer.

Mesmo com treino regular, o desempenho não evoluía.

Isso sugere que a melhora não acontece apenas enquanto você está se movimentando. Parte importante do processo ocorre nas horas seguintes, durante a recuperação.

Em outras palavras, o descanso não interrompe o progresso. Ele faz parte dele.

O que isso significa para quem treina

Embora os testes tenham sido feitos em animais, a descoberta ajuda a explicar algo que muita gente já sente na prática: melhorar a resistência é um processo.

Você treina hoje, mas o resultado aparece semanas depois. Nesse intervalo, o corpo recebe o estímulo e faz ajustes internos.

O cérebro parece participar dessa organização, ajudando o organismo a lidar melhor com o próximo desafio.

É por isso que a constância faz tanta diferença. Um treino isolado quase não muda nada. A repetição, sim.

Talvez a evolução não dependa apenas de músculos mais fortes, mas também de um cérebro que aprende com cada esforço e prepara o corpo para ir um pouco além na próxima vez.

O estudo foi publicado na revista científica Neuron, do grupo Cell Press.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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