Book Appointment Now

Dormência e formigamento: o que esses sintomas estão tentando dizer ao seu corpo?
É muito provável que você já tenha sentido isso alguma vez. Um leve formigamento na mão, a sensação de que o pé “adormeceu” ou aquela estranheza que aparece depois de ficar muito tempo na mesma posição.
Essas sensações são comuns e, na maioria das vezes, passam sozinhas. Por isso, é natural que muita gente não dê tanta importância. Ainda assim, existe algo importante que precisa ser dito com clareza: dormência e formigamento são comuns, mas não devem ser ignorados quando se repetem ou persistem.
O nosso corpo se comunica o tempo todo. Nem sempre ele usa dor para isso. Às vezes, escolhe sinais mais sutis, como essas alterações de sensibilidade, para avisar que algo não está funcionando exatamente como deveria.
O que é dormência e formigamento, afinal?
A dormência é a redução ou até a perda temporária da sensibilidade em uma parte do corpo. A região parece “anestesiada”, menos responsiva ao toque ou à pressão.
Já o formigamento costuma ser descrito como uma sensação de agulhadas, pequenos choques ou algo semelhante a “pontadas leves” sob a pele.
Esses dois sintomas costumam aparecer juntos porque compartilham a mesma origem: o sistema nervoso.
Quando a comunicação entre o corpo e o cérebro sofre alguma interferência, a sensibilidade muda e o corpo percebe isso imediatamente.
O papel dos nervos na sensibilidade do corpo
Os nervos funcionam como verdadeiros caminhos de comunicação. Eles levam informações do corpo até o cérebro e trazem as respostas de volta.
É assim que conseguimos sentir o toque, perceber a temperatura, controlar os movimentos e reagir ao ambiente.
Os chamados nervos periféricos são aqueles que chegam às extremidades, como mãos, pés, braços, pernas e rosto.
Por isso, é nessas regiões que a dormência e o formigamento aparecem com mais frequência.
Quando tudo está funcionando bem, o impulso nervoso percorre esse caminho sem dificuldade.
Mas se algo comprime, inflama ou prejudica esse trajeto, a mensagem chega “quebrada”. O resultado são sensações estranhas, diferentes do normal, que servem como um alerta do próprio organismo.
Leitura Recomendada: O que é eletroneuromiografia? Tire suas dúvidas sobre o exame que investiga dores e formigamentos
Por que dormência e formigamento acontecem?
Existem várias explicações possíveis, e muitas delas fazem parte da rotina de muita gente.
Compressão ou irritação dos nervos
Essa é uma das causas mais comuns no dia a dia. Pode acontecer quando ficamos muito tempo na mesma posição, adotamos uma postura inadequada ou exigimos demais de determinadas regiões do corpo.
Em situações assim, o nervo fica “apertado” ou irritado, o que dificulta a transmissão dos sinais nervosos.
Estruturas como a coluna vertebral ou regiões específicas, como o punho, podem acabar pressionando os nervos, dando origem ao formigamento ou à sensação de área adormecida.
Alterações na circulação sanguínea
Para que os nervos funcionem bem, o fluxo de sangue precisa estar adequado. Quando a circulação é temporariamente reduzida, a sensibilidade pode mudar.
É o que acontece, por exemplo, quando ficamos muito tempo sentados ou com as pernas cruzadas e, ao nos movimentarmos, sentimos aquela dormência acompanhada de formigamento.
Na maioria das vezes, esse tipo de alteração é passageira, mas quando se torna frequente ou persistente, merece atenção.
Deficiências nutricionais
Alguns nutrientes são fundamentais para a saúde do sistema nervoso. As vitaminas do complexo B, especialmente a vitamina B12, participam diretamente da manutenção dos nervos.
Minerais como o magnésio também têm papel importante na condução neuromuscular. Quando há deficiência desses nutrientes, o funcionamento dos nervos pode ficar comprometido, favorecendo o aparecimento de formigamento e dormência recorrentes, mesmo sem uma causa aparente imediata.
Leitura Recomendada: Vitaminas para circulação: o que realmente ajuda a proteger as pernas e as artérias
Condições metabólicas e neurológicas
Em alguns casos, a dormência e o formigamento fazem parte de um quadro mais amplo. Doenças como o diabetes podem afetar os nervos ao longo do tempo, dando origem às chamadas neuropatias periféricas.
Algumas doenças autoimunes também podem provocar alterações na sensibilidade. Nesses cenários, os sintomas não surgem isoladamente, mas como sinais iniciais de que algo no organismo precisa ser avaliado com mais cuidado. Vale reforçar: sentir dormência ou formigamento não é um diagnóstico, mas pode ser um alerta precoce.
É importante reforçar que sentir dormência ou formigamento não significa diagnóstico, mas pode ser um sinal inicial de que algo precisa ser investigado.
Leitura Recomendada: Formigamento no rosto: o que pode ser, causas comuns e quando se preocupar
Dormência e formigamento podem ser sinais de alerta?
Na maioria das vezes, esses sintomas são benignos. Ainda assim, há situações em que eles merecem um olhar mais atento.
Quando esses sintomas merecem atenção redobrada
Alguns padrões chamam mais atenção, especialmente quando a dormência ou o formigamento passam a fazer parte da rotina, aumentam de intensidade ou aparecem sempre do mesmo lado do corpo.
Também é importante observar se essas sensações vêm acompanhadas de dor, fraqueza muscular, tontura ou alterações visuais.
Esses detalhes ajudam a diferenciar algo passageiro de um sinal que precisa ser avaliado com mais cuidado.
Sintomas que não devem ser ignorados
- Dormência que surge de forma súbita e intensa
- Dificuldade para falar, sorrir ou se movimentar
- Perda de força em braços ou pernas
Nessas situações, o ideal é não esperar o sintoma passar sozinho. Procurar ajuda é parte do cuidado.
Dormência e formigamento em locais específicos do corpo
Quando esses sintomas aparecem, uma das primeiras perguntas costuma ser: “Por que está acontecendo justamente aqui?”
A região do corpo onde a dormência ou o formigamento surgem pode dar pistas importantes sobre a possível origem do problema — embora nunca seja um diagnóstico fechado.
Dormência e formigamento nas mãos
As mãos estão entre as áreas mais afetadas. Isso acontece porque elas concentram muitos nervos e são muito exigidas no dia a dia.
Em geral, essas sensações podem estar relacionadas a:
- Compressão dos nervos no punho ou no braço
- Movimentos repetitivos
- Postura inadequada, especialmente ao usar computador ou celular
Vale observar quando o sintoma aparece, se piora à noite ou ao acordar e se afeta dedos específicos. Quando a dormência se torna frequente, intensa ou começa a interferir em tarefas simples, como segurar objetos, é importante investigar.
Leitura Recomendada: Formigamento na ponta dos dedos: o que pode ser e quando se preocupar
Dormência e formigamento nos pés
Nos pés, esses sintomas costumam chamar mais atenção porque muitas pessoas associam imediatamente à circulação.
De fato, alterações no fluxo sanguíneo podem causar dormência passageira. No entanto, quando o formigamento é persistente, surge aos poucos ou vem acompanhado de sensação de queimação ou perda de sensibilidade, outras causas precisam ser consideradas, como alterações nervosas ou metabólicas.
Aqui, a observação do padrão é fundamental: se ocorre nos dois pés, se piora à noite ou se vem acompanhada de dor ou perda de equilíbrio, não deve ser ignorada.
Dormência no rosto
A dormência no rosto costuma gerar mais preocupação e com razão. Apesar de, em muitos casos, estar associada a fatores menos graves, como compressões nervosas ou tensão muscular, ela sempre merece atenção cuidadosa.
Sensações estranhas em apenas um lado do rosto, principalmente quando surgem de forma súbita ou vêm acompanhadas de dificuldade para falar, mastigar ou sorrir, precisam de avaliação imediata. Aqui, não é o tipo de sintoma para “esperar passar”.
Sensações em braços ou pernas
Quando a dormência ou o formigamento atingem braços ou pernas inteiros, a causa pode estar mais distante do local onde o sintoma é percebido.
Alterações na coluna, compressões nervosas ou até problemas circulatórios podem provocar essas sensações. O corpo dá pistas importantes: irradiação da sensação, presença de dor nas costas, limitação de movimentos ou perda de força são sinais que ajudam a direcionar a investigação.
O que fazer ao perceber dormência ou formigamento com frequência?
Esse é um ponto essencial do cuidado: não ignorar, mas também não entrar em pânico.
Observe o padrão dos sintomas
Antes de qualquer conclusão, vale prestar atenção em alguns detalhes do dia a dia. Quando o sintoma começou? Ele dura minutos ou horas? Melhora com repouso ou mudança de posição?
Alguma atividade específica parece desencadear ou piorar a sensação?
Essas observações simples ajudam muito o profissional de saúde a entender o que está acontecendo.
Evite o autodiagnóstico
Aqui vale um alerta importante. Ignorar completamente o sintoma pode atrasar o cuidado quando ele é necessário. Por outro lado, exagerar nas conclusões, associando qualquer formigamento a doenças graves, só gera ansiedade.
O equilíbrio está em reconhecer o sinal, observar o contexto e buscar orientação quando algo foge do habitual.
Procure avaliação profissional
Quando a dormência ou o formigamento se tornam frequentes, persistentes ou vêm acompanhados de outros sintomas, a avaliação profissional faz toda a diferença.
O médico é essencial para investigar causas clínicas e solicitar exames quando indicados. O farmacêutico, por sua vez, pode ajudar na orientação inicial, identificar sinais de alerta, revisar o uso de medicamentos e avaliar a necessidade de investigar deficiências nutricionais ou interações que possam estar contribuindo para o quadro.
Dormência e formigamento têm tratamento?
Essa é uma dúvida muito comum e a resposta é: depende da causa.
Não existe um único tratamento que sirva para todos os casos. Em geral, a abordagem pode envolver ajustes posturais, correção de deficiências nutricionais, controle de doenças de base, fisioterapia ou acompanhamento médico mais próximo.
O mais importante é entender que tratar o sintoma sem investigar a origem costuma trazer alívio apenas temporário.
Quando a dormência e o formigamento são frequentes, progressivos ou vêm acompanhados de outros sinais neurológicos, o encaminhamento ao neurologista é fundamental. Esse especialista é o mais indicado para investigar a origem dos sintomas, solicitar exames quando necessário e definir a melhor conduta.
Essa orientação responsável ajuda a evitar tanto o descuido, quando sinais importantes são ignorados, quanto intervenções inadequadas, como o uso indiscriminado de medicamentos ou suplementos sem avaliação adequada.
Ouvir o corpo é um ato de cuidado
Dormência e formigamento não surgem por acaso. Eles são formas do corpo pedir atenção, mesmo quando não há dor envolvida.
Ouvir esses sinais, observar padrões e buscar orientação no momento certo é um ato de cuidado consigo mesmo. Nem todo sintoma indica algo grave, mas todo sintoma merece respeito.
Esse olhar atento e consciente faz toda a diferença na saúde a longo prazo e é exatamente isso que o corpo espera quando tenta se comunicar.
Leitura Recomendada: Colesterol elevado e dormência: descubra os sintomas principais



