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Queda da capacidade física com a idade começa antes do que muita gente imagina
A queda da capacidade física com a idade não acontece apenas na velhice, como ainda é comum pensar.
Um estudo internacional de longo prazo mostrou que o corpo humano atinge seu pico de desempenho físico ainda na juventude e inicia um processo gradual de perda muito antes do que o senso comum supõe.
A pesquisa, publicada no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle, acompanhou mais de 400 homens e mulheres desde a adolescência até os 63 anos, ao longo de quase 50 anos.
Nesse período, os pesquisadores avaliaram indicadores objetivos como capacidade aeróbica, força muscular e potência física, traçando um panorama raro sobre a capacidade física ao longo da vida.
O pico físico vem cedo
De acordo com os dados do estudo, o melhor desempenho físico costuma ocorrer entre os 20 e os 35 anos.
A partir daí, a queda da capacidade física com a idade começa de forma lenta e quase imperceptível. No entanto, esse declínio tende a se acelerar após os 40 anos.
Com o passar do tempo, diferentes aspectos do corpo são afetados.
A resistência cardiorrespiratória diminui, a força muscular começa a cair e movimentos que exigem potência, como saltar ou levantar peso, tornam-se menos eficientes.
Aos 60 anos, muitos indivíduos apresentam perdas expressivas em relação ao auge da juventude — em alguns parâmetros, essa redução pode variar de cerca de 30% a quase 50%.
O envelhecimento afeta todos, mas não da mesma forma
Um dos achados mais relevantes do estudo é que esse processo ocorre tanto em homens quanto em mulheres e faz parte do envelhecimento natural.
Ainda assim, a intensidade da perda varia bastante entre pessoas da mesma idade.
Mesmo indivíduos que se mantiveram fisicamente ativos ao longo da vida apresentaram declínio de desempenho.
A diferença é que eles partiram de níveis mais altos e chegaram à maturidade com melhores condições funcionais, mais autonomia e menor impacto da perda de força muscular.
Atividade física muda a trajetória do envelhecimento
Os dados também reforçam o papel da atividade física ao longo da vida.
Pessoas ativas desde a juventude mantiveram melhor capacidade física durante a vida adulta.
Mas o benefício não se limita a quem começou cedo. Aqueles que adotaram exercícios mais tarde também apresentaram melhorias funcionais.
Caminhadas regulares, exercícios de força, atividades aeróbicas e treinos de equilíbrio ajudam a reduzir os efeitos da queda da capacidade física com a idade e diminuem o risco de condições como a sarcopenia, associada à perda progressiva de massa e força muscular.
Envelhecer com mais autonomia
O estudo deixa claro que envelhecer não precisa significar perda de independência.
Manter-se ativo não é sobre buscar desempenho máximo, mas preservar mobilidade, autonomia e qualidade de vida.
Entender como a capacidade física muda com o tempo é um passo essencial para fazer escolhas mais saudáveis hoje e colher benefícios no futuro.
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