Carne suína faz mal à saúde? Estudo analisa efeitos em pessoas acima de 65 anos

Por muito tempo, a carne suína foi associada a uma alimentação pouco saudável, principalmente por sua ligação histórica com cortes gordurosos e preparações ricas em sal. Um novo estudo científico, no entanto, analisou um cenário diferente. O consumo diário de carne suína magra, minimamente processada, dentro de uma alimentação equilibrada e rica em vegetais.

A pesquisa acompanhou adultos com mais de 65 anos e comparou dois padrões alimentares considerados saudáveis.

Em um deles, a principal fonte de proteína era a carne suína magra, preparada de forma simples. No outro, as proteínas vinham principalmente de leguminosas, como lentilhas.

Os resultados ajudam a esclarecer que o impacto da carne suína na saúde depende do tipo de corte, do grau de processamento e do padrão alimentar como um todo, e não apenas da presença da carne no prato.

A carne suína e como o estudo foi feito

Durante o período de acompanhamento, todas as refeições foram fornecidas aos participantes.

Esse controle rigoroso permitiu reduzir interferências comuns em estudos sobre alimentação e aumentou a confiabilidade dos resultados.

Melhoras metabólicas nos dois grupos

Ao final do estudo, os pesquisadores observaram melhoras importantes em marcadores de saúde metabólica, independentemente da fonte de proteína consumida.

Houve redução da insulina em jejum, um indicativo positivo para a prevenção do diabetes e também para a saúde cerebral.

O colesterol total e o peso corporal também diminuíram, sem prejuízo da força muscular ou da capacidade funcional — fatores essenciais para a autonomia na terceira idade.

Carne suína magra não piorou os indicadores

Um dos achados que mais chamaram atenção foi que essas melhorias ocorreram também entre os participantes que consumiram carne suína magra diariamente.

Em alguns indicadores, como o colesterol HDL, conhecido como “bom colesterol”, os resultados foram ligeiramente melhores nesse grupo.

Os dados reforçam que o impacto da carne na saúde está mais relacionado à qualidade do alimento e ao contexto da dieta do que ao consumo isolado da carne em si.

Leitura Recomendada: Queda da capacidade física com a idade começa antes do que muita gente imagina

O que o estudo sugere sobre saúde do cérebro

Os pesquisadores também analisaram sinais ligados ao funcionamento do cérebro e observaram mudanças positivas em ambos os tipos de dieta, tanto com carne suína magra quanto com leguminosas.

Esses resultados vêm de exames laboratoriais e não significam melhora comprovada da memória ou da saúde mental.

Ainda assim, reforçam que uma alimentação equilibrada pode contribuir para processos associados ao envelhecimento saudável.

Mais importante que excluir alimentos é olhar o conjunto da dieta

Os próprios pesquisadores deixam claro que o estudo não defende o consumo excessivo de carne, nem ignora os riscos associados a alimentos ultraprocessados.

A principal mensagem é que carnes magras e pouco processadas podem fazer parte de uma alimentação saudável, desde que inseridas em um padrão rico em vegetais, fibras e alimentos naturais.

No fim das contas, envelhecer bem tem menos a ver com proibições absolutas e mais com equilíbrio, contexto e constância das escolhas ao longo da vida.

Leitura Recomendada: Ashwagandha: por que tanta gente está usando (e o que ela faz no corpo)

Compartilhe este conteúdo
Avatar photo
Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

VIRE A CHAVE PARA EMAGRECER

INSCRIÇÕES GRATUITAS E VAGAS LIMITADAS