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O que a falta de zinco pode estar fazendo com o coração
O zinco costuma ser lembrado quando o assunto é imunidade. Mas novas pesquisas indicam que o mineral pode ter um papel importante também no coração.
Uma revisão que reuniu dezenas de estudos acendeu um alerta.
A deficiência de zinco no coração pode estar associada a maior risco de inflamações no órgão. Entre elas estão a miocardite e a pericardite.
Em alguns casos, essas condições já foram ligadas até à morte súbita em jovens e atletas.
Por outro lado, esse é um fator potencialmente modificável.
Diferentemente da genética ou da idade, os níveis de zinco podem ser ajustados pela alimentação e, quando há orientação médica, por suplementação.
O que acontece no coração quando falta zinco
O coração é especialmente sensível à inflamação. Esse processo costuma surgir após infecções virais (inclusive depois da Covid-19) ou em reações autoimunes.
Nessas situações, o próprio sistema de defesa pode acabar atacando o tecido cardíaco.
É como se o corpo exagerasse na resposta e ferisse justamente aquilo que deveria proteger.
É justamente nesse ponto que o zinco entra. O mineral atua como um “freio” natural da inflamação.
Quando o organismo detecta uma infecção, libera substâncias inflamatórias para combater o invasor. O problema é que, sem controle, essas moléculas também podem danificar células do coração.
O zinco ajuda a frear parte desse excesso de reação.
Com pouco do mineral disponível, esse freio perde eficiência, e a inflamação pode permanecer ativa por mais tempo, aumentando o risco de agressão ao tecido cardíaco.
Um protetor silencioso contra o desgaste das células
Além da inflamação, o coração enfrenta outro inimigo importante: o estresse oxidativo.
Esse processo acontece quando moléculas instáveis começam a danificar as células — algo parecido com uma ferrugem microscópica dentro do corpo.
Como o coração trabalha sem parar, ele é especialmente vulnerável a esse desgaste.
O zinco ajuda a reforçar as defesas antioxidantes.
Ele apoia enzimas que neutralizam essas moléculas agressivas e também contribui para reduzir sua formação.
Quando há deficiência do mineral, as células do coração ficam mais expostas ao dano e ao envelhecimento precoce.
O detalhe curioso observado pelos cientistas
A revisão descreve ainda um mecanismo interessante.
Em situações de estresse (como falta de oxigênio no coração) pequenas quantidades de zinco são liberadas dentro das células.
Esse movimento ativa sinais de proteção que ajudam a evitar a morte celular.
E isso pode fazer diferença justamente quando o coração mais precisa de proteção.
Mas existe um ponto de atenção: se a pessoa já apresenta deficiência de zinco, esse sistema de emergência pode não funcionar adequadamente.
Na prática, isso pode favorecer maior dano ao tecido cardíaco e aumentar o risco de cicatrizes no músculo do coração.
Isso significa que todo mundo deve suplementar?
Não.
Os próprios pesquisadores reforçam que ainda faltam grandes estudos clínicos em pacientes para definir doses ideais e identificar quem realmente se beneficia.
O excesso de zinco, inclusive, também pode ser prejudicial.
A principal mensagem não é sair tomando cápsulas por conta própria.
O que a ciência começa a mostrar é que a nutrição pode influenciar (e muito) a saúde cardiovascular.
Manter níveis adequados do mineral pode, no futuro, se tornar parte de estratégias complementares de prevenção ou tratamento dessas condições.
Mas isso ainda depende de mais pesquisas.
Por enquanto, a principal mensagem é que a inflamação não depende apenas de remédios e, muitas vezes, também está ligada ao que falta no organismo.
O estudo foi publicado na revista científica Metallomics.
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