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Você não precisa se esgotar para ter resultado e pode estar treinando do jeito mais difícil
Sabe quando você pensa em começar a treinar, mas já desanima só de imaginar o cansaço, a dor no dia seguinte e a dificuldade de manter isso por semanas?
Para muita gente, não é falta de vontade. É a sensação de que precisa “sofrer” para o exercício valer a pena.
Mas existe uma forma de trabalhar o corpo que vai na contramão dessa ideia e que, curiosamente, já faz parte do seu dia a dia.
O que é exercício excêntrico (na prática)
O exercício excêntrico acontece quando o músculo está ativo enquanto alonga.
Em termos simples, é quando você controla o movimento na descida.
Exemplos de exercícios excêntricos no dia a dia:
- descer escadas
- sentar devagar em uma cadeira
- abaixar um peso com controle
- fazer flexão na parede, voltando lentamente
Nesses momentos, o músculo não está “levantando” algo, ele está segurando e controlando o movimento.
Estudos mostram que, nessa fase, o músculo consegue gerar mais força com menor gasto de energia, o que ajuda a explicar por que o exercício excêntrico pode ser eficiente mesmo sem alta intensidade.
Qual a diferença entre exercício excêntrico e concêntrico?
No exercício excêntrico, o músculo trabalha enquanto se alonga, como ao descer um movimento.
Já no concêntrico, ele encurta, como ao levantar um peso.
Os dois fazem parte do treino e são importantes, mas o excêntrico tende a gerar força de forma eficiente, com menor gasto de energia.
Exercício excêntrico funciona?
Sim. Estudos indicam que o exercício excêntrico pode melhorar a força muscular e o controle do corpo, mesmo com menor desgaste físico geral.
Na prática, isso pode significar:
- menor sensação de exaustão
- menor desgaste físico ao longo do dia
- mais facilidade para manter uma rotina de exercícios
Isso não quer dizer que seja “melhor” que outros tipos de treino, mas sim que é uma forma eficaz, especialmente para quem busca algo mais sustentável.
Exercício excêntrico ajuda a ganhar massa muscular?
Pode ajudar, sim. Ao controlar a fase de descida do movimento, o músculo trabalha mais tempo sob tensão, o que contribui para o crescimento.
Mas isso não significa que seja superior para hipertrofia.
Em geral, os ganhos são semelhantes aos de outros tipos de treino, a diferença é que aqui o estímulo pode vir com menor desgaste físico.

Exemplos de exercícios excêntricos para começar
Você não precisa de academia para começar. Alguns exercícios excêntricos simples incluem:
- descer escadas com controle
- sentar lentamente em uma cadeira
- abaixar um peso ou objeto devagar
- fazer flexão na parede, focando na descida lenta
Em resumo, exercícios excêntricos priorizam menos impulso e mais controle do movimento.
O problema não é o treino, é manter o treino
Muita gente até começa motivada, mas para no meio do caminho. E, na maioria das vezes, não é por falta de disciplina.
É porque o modelo tradicional pode ser difícil de sustentar:
- exige tempo
- exige energia
- gera cansaço acumulado
- às vezes, dor intensa
Com o tempo, isso vira uma barreira real.
Os exercícios excêntricos entram como uma alternativa mais viável justamente por isso. Eles tendem a causar menos desgaste, o que facilita a continuidade.
Cabe na rotina (e não depende de academia)
Um dos pontos mais interessantes é que você não precisa mudar completamente sua rotina.
Você pode começar com ajustes simples:
- sentar devagar em vez de “se jogar”
- descer escadas com mais controle
- prestar atenção na forma como abaixa objetos
Não é sobre fazer mais, é sobre fazer com mais consciência.
Em poucos minutos por dia, já é possível criar um estímulo diferente para o corpo.
Funciona para todo mundo?
Esse tipo de exercício costuma ser bem tolerado porque exige menos do sistema cardiovascular.
Por isso, exercícios excêntricos costumam ser uma boa porta de entrada para quem está começando.
Ele pode ser especialmente útil para:
- pessoas que estão começando
- quem ficou um tempo parado
- pessoas mais velhas
- quem busca algo mais leve para encaixar na rotina
Ainda assim, ele não substitui completamente outros tipos de treino.
O ideal é entender como uma estratégia complementar dentro de uma rotina mais ampla.
E a dor muscular?
No início, pode haver algum desconforto, especialmente se você não está acostumado.
Mas isso não é obrigatório para ter resultado.
A ideia aqui não é “quanto mais dói, melhor”, e sim criar um estímulo que seja possível repetir.
No fim das contas, o que faz diferença
Talvez o principal ponto não esteja no tipo de exercício em si, mas na forma como você enxerga o treino.
Se a atividade parece difícil demais, ela não se sustenta. Se parece possível, ela entra na rotina. E quando entra na rotina, ela continua.
O exercício excêntrico aparece como uma alternativa justamente por isso. Menos sobre intensidade extrema, mais sobre continuidade.
Estudos na área de ciência do exercício vêm apontando esse padrão há anos. O músculo consegue produzir mais força na fase excêntrica, com menor custo energético.
Essa abordagem foi discutida em um artigo publicado no Journal of Sport and Health Science, que propõe olhar para o exercício de forma mais prática e adaptável à vida real, sem a ideia de que só vale se for exaustivo.
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